Nao Magoe um Alguem

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Eu rio bastante quando um cristão tenta me ameaçar com deus ou com o diabo: epistemicamente, o cristianismo tem a mesma credibilidade que fadas, papai noel e o coelho da páscoa... E nada é mais engraçado do que ver o cristão quebrar sua própria fé ao usar o nome de deus para julgar aquilo que, segundo ele mesmo, só deus poderia julgar.

Você estranhamente espera que eu leve a sério a ideia de que você conversa telepaticamente com um espírito invisível judeu para ser salvo de uma maldição herdada porque uma mulher feita duma costela convenceu um homem de barro a comer uma fruta encantada depois de ser enganada por uma cobra falante… E ainda fica surpreso por eu ser ateu?

Nos esforçamos tanto para ser inesquecíveis que acabamos virando apenas um rascunho mal feito na memória de quem nunca soube ler.

Argumento contra o Livre-Arbítrio.


Premissa 1: A consciência humana funciona como um processamento de informações moldado pela genética, pela física e pelo ambiente.


Premissa 2: Cada pensamento ou decisão é o resultado obrigatório do estado em que sua mente e seu corpo estavam no momento imediatamente anterior.


Premissa 3: O livre-arbítrio só existiria se uma pessoa pudesse agir de formas diferentes em uma situação onde todas as condições (internas e externas) fossem exatamente as mesmas.


Premissa 4: Se a consciência segue as leis da causa e efeito, não existe espaço para uma "escolha diferente" sem que se quebrem as leis da realidade.


Conclusão: Portanto, o livre-arbítrio é uma ilusão, pois nossas ações são o único resultado possível de causas que vieram antes de nós.

Se deus de fato existisse e tivesse um pingo de amor-próprio, ele processaria as igrejas por calúnia e difamação. Afinal, ninguém destruiu tanto a reputação divina quanto o fanático que usa o nome dele como combustível para incendiar a vida do próximo. A religião não é o caminho para o céu; é o muro que os odiosos construíram para dividir e controlar a sociedade.

A imoralidade atinge seu ápice no exato momento em que um fanático, em sua arrogância cega, decide que os delírios de homens mortos em papéis velhos são a voz de um deus.

A imoralidade começa quando um fanático declara que um livro escrito por humanos é a palavra divina!

Já reparou que o diabo tem um gosto excelente? Segundo os crentes, ele inventou o rock, o comunismo, o prazer e o pensamento crítico. Se tudo o que é bom é dele, o céu deve ser um tédio insuportável.

Um dia todas as almas se reunirão para julgar deus por seus vários pecados. Resta saber a sentença: destruição total ou banimento ao eterno esquecimento?

Basta que um psicopata fanático se declare porta-voz do divino para que o sangue comece a correr. Na história, esse delírio coletivo tem nome e se chama: religião!

A perfeição das leis da física é o atestado de óbito divino. Se houvesse um criador, as leis seriam seus caprichos; como as leis são constantes e invioláveis, o universo é apenas uma engrenagem que não admite mestres.

É logicamente impossível deduzir um Criador a partir das leis do universo. No fim, resta apenas o desespero de esperar que o Criador um dia crie coragem e diga: "Olá".

O religioso que invade um grupo ateu para pregar revela mais do que imagina: um enorme vazio existencial, dúvidas profundas e desespero. Quem de fato tem fé não precisa gritar, o silêncio lhe basta.

Religião é culto a entidades espirituais; chamar o ateísmo de religião é apenas um jogo de palavras.

E se o "Criador" for o único jogador e você for apenas um NPC mal programado? Dói aceitar que sua consciência é apenas uma simulação menor e menos real?

Humanos na sua imensa soberba e prepotência criam um deus para lhe servir e um diabo para justificar seus erros.

Respeitar a burrice é um vício moral; por isso, sempre que puder, zombe da fé alheia.

A vida de um único cientista vale mais do que a de dez mil teólogos, porque enquanto um produz conhecimento, os outros produzem negação, ódio e mentira.

A maior prova de que somos um rascunho é a nossa insistência em dar um sentido ético ao que é apenas um erro de processamento.

A verdade é um demônio que devora a vida; filósofos, cientistas e artistas são os seus hospedeiros mal adaptados.