Nao Magoe um Alguem

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A Vida do Viajante

Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E alegria no coração.

Minha vida é andar...

Mar e terra
Inverno e verão
Mostra o sorriso
Mostra a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração

Se te derem uma hora para resolver um problema use no mínimo meia hora buscando entender se é realmente um problema, caso seja, mais metade do tempo que faltar para analisar bem ele antes de mover um só músculo.⁠

⁠Em qualquer sinal de luz, dê um passo a frente.

"Eu era como a chuva serena que caía em silêncio. Mas algo mudou, e a calmaria deu lugar a uma tempestade cheia de raios e relâmpagos."

"Quando a luz encontra um coração disposto a agir, até a terra ferida pode voltar a florescer."

ímpeto afundo

Há um oceano que ninguém vê.

Por fora, continuo respirando no ritmo esperado, respondendo quando me chamam, ocupando espaço entre pessoas. Por dentro, existe uma água antiga subindo devagar. Não invade de uma vez. Ela aprende o formato dos meus pensamentos antes de encher os pulmões.

Caminhar deixou de significar ir para frente. Todos os caminhos dobram sobre si mesmos, como se o mundo tivesse sido reduzido ao tamanho da minha própria mente. Cada porta leva ao mesmo corredor. Cada corredor termina na mesma pergunta. E cada pergunta já nasce sem tradução.

Os pensamentos perderam a linguagem. São aeróglifos riscados nas paredes de uma caverna infinita, símbolos que reconheço sem jamais compreender. Passo horas tentando decifrá-los, como se existisse uma frase escondida capaz de explicar por que tudo pesa tanto. Mas quanto mais leio, mais as inscrições mudam. A pedra respira. O labirinto aprende meu nome.

Existe um lado do universo onde a luz nunca chegou. Às vezes penso que a mente também possui esse hemisfério esquecido, uma geografia onde nenhuma estrela ousou nascer. É para lá que vou sem perceber. Não porque queira. Porque toda ideia parece inclinada naquela direção, como um rio que desconhece outra gravidade.

É estranho assistir ao próprio pensamento fabricar tempestades e, ainda assim, saber que elas não molham ninguém além de você.

Há dias em que a realidade parece um vidro grosso. Consigo enxergar as pessoas rindo, vivendo, amando, fazendo planos. Mas tudo acontece do outro lado. Eu apenas encosto a testa na superfície fria, tentando lembrar como era existir sem precisar traduzir cada segundo da própria consciência.

O pior não é o silêncio.

É o eco.

Porque até o vazio aprende a repetir o seu nome quando você permanece tempo suficiente dentro dele.

Mesmo assim, em algum lugar entre as ruínas dessa arquitetura impossível, existe uma pequena contradição: se ainda sou capaz de perceber a escuridão, talvez ainda exista uma parte de mim que continua procurando a luz. Não porque a veja. Mas porque a ausência dela ainda me incomoda.

E talvez seja isso que me mantém respirando.

Não a certeza de que vou encontrá-la.

Mas o fato de que, no fundo do oceano, eu ainda consigo distinguir a diferença entre afundar… e continuar procurando a superfície.

oceano muito pacifico

Na cidade existia um mergulhador conhecido por um hábito incomum. Enquanto todos desciam ao oceano em busca de destroços, joias perdidas ou animais raros, ele voltava dizendo sempre a mesma coisa.

“Lá embaixo é silencioso demais para existir mentira.”

Ninguém entendia.

Os pescadores riam, os turistas fotografavam suas roupas encharcadas e os cientistas atribuíam aquilo aos muitos anos respirando ar comprimido. Diziam que a pressão confundia o cérebro. Que profundidade demais acabava alterando a percepção. Era uma explicação confortável, porque explicações confortáveis impedem que alguém precise mudar a maneira como enxerga o mundo.

Certa manhã, ele aceitou levar um rapaz que insistia em descobrir o motivo daquela frase.

Os dois mergulharam.

Quanto mais o sol desaparecia acima deles, mais o oceano parecia apagar qualquer vestígio da superfície. As cores deixavam de existir, os sons desapareciam, os objetos perdiam seus contornos e, pela primeira vez, o rapaz percebeu uma sensação estranha: ninguém ali embaixo precisava fingir ser coisa alguma.

Os peixes não pareciam felizes.

Também não pareciam tristes.

Eles simplesmente atravessavam a água.

As correntes não escolhiam direção por convicção. As baleias não cantavam porque alguém as escutaria. Nem os corais cresciam tentando provar que eram bonitos.

Tudo apenas acontecia.

Quando voltaram à superfície, o rapaz permaneceu em silêncio durante horas.

Foi então que o mergulhador sorriu pela primeira vez.

“Agora olha para eles.”

Na praia, centenas de pessoas caminhavam de um lado para o outro. Algumas escondiam lágrimas atrás de óculos escuros. Outras sorriam para fotografias que seriam esquecidas na semana seguinte. Casais prometiam eternidade enquanto pensavam em outras vidas. Crianças fingiam ser adultas. Adultos fingiam saber o que estavam fazendo. Todos carregavam uma versão cuidadosamente construída de si mesmos, como atores que esqueceram onde termina o personagem e começa o rosto.

O rapaz perguntou por que aquilo parecia tão diferente do fundo do mar.

O mergulhador respondeu que a superfície era o único lugar onde a realidade precisava competir com a imaginação.

“Lá embaixo, ninguém inventa significado. Aqui em cima, inventam tantos que acabam esquecendo de viver.”

Naquela noite, o rapaz não conseguiu dormir.

Olhava para o teto do quarto enquanto escutava a própria mente produzir pensamentos sem parar. Ela comentava o passado, ensaiava diálogos que jamais aconteceriam, antecipava tragédias improváveis, reinterpretava lembranças até transformá-las em outra coisa. Era como assistir a um homem desesperado tentando narrar um filme que nunca parava de mudar de roteiro.

Pela primeira vez surgiu uma suspeita quase ofensiva.

E se aquela voz não fosse ele?

E se tivesse passado a vida inteira acreditando em um narrador que nunca presenciou os fatos, apenas os interpretou?

Dias depois voltou sozinho ao mar.

Mergulhou até onde a luz deixava de alcançar.

Lá embaixo não havia opiniões.

Não havia culpa.

Não havia arrependimento.

O oceano não fazia perguntas porque não precisava de respostas.

E, cercado por um silêncio tão antigo que parecia existir antes da própria linguagem, ele compreendeu algo que o acompanharia pelo resto da vida.

A mente nunca foi uma janela para a realidade.

Ela é uma máquina de fabricar versões.

Algumas belas.

Outras insuportáveis.

Quase todas falsas.

Talvez seja por isso que tanta gente viva com a sensação de estar perdida. Não porque o caminho desapareceu, mas porque aprendeu a procurar a saída dentro do único lugar incapaz de oferecê-la.

Enquanto isso, o mar continua exatamente onde sempre esteve.

Profundo.

Indiferente.

Sem nenhuma necessidade de explicar a própria existência.

Como se soubesse, desde o princípio, que as únicas criaturas realmente perdidas nunca foram as que afundaram.

Foram as que passaram a vida inteira tentando encontrar a própria mente, sem perceber que ela era justamente o lugar de onde precisavam sair.

Aquele dia ele morreu afogado, mas na verdade nem precisou sair do próprio quarto.

No silêncio Te encontro, Senhor.A Sua companhia é agradável, Senhor:Um bálsamo suave para os dias violentos, e um banquete de manjares para os dias de glória.

O amor de mãe é imenso, é um amor que acolhe, protege e permanece, independentemente do tempo ou das circunstâncias.

Título: Protesto


Até quando eu vou ligar minha TV e ver mais um inocente morrer?
Até quando eu vou ver que, lá no morro, mais uma bala encontrou um corpo?
Corpo esse que sempre foi explorado e morreu sem dignidade, com seu sangue escorrendo no asfalto.
Até quando o negro trabalhador vai ser confundido com bandido e traficante?
Até quando o sistema da injustiça vai afastar o preto e pobre para a periferia?
Até quando eu vou ouvir os gritos de uma mãe que chora pelo seu filho?
Filho esse que o sistema julgou estar envolvido com coisas que essa mãe repudiou desde o início.
Sei que parece clichê, mas nem todo morador é do tráfico, pode crer.
Lá em cima tem um povo que luta pra sobreviver entre o esgoto,
Vive situações difíceis de se crer e ainda se ergue pra um futuro poder ter.
Tem gente que luta só no trabalho,
Outros ousam e, além do trampo, estudam no busão lotado.
Por isso eu te pergunto: até quando essa violência vai acontecer?
Quero um lugar melhor pro povo viver!

O descanso é um direito do trabalhador, um dever do Estado e uma obrigação do empregador!

A vida é um espetáculo com apresentação única! Alguns recebem ingressos VIPs, outros populares. Uns assistem ao show inteiro, e outros, apenas ao início. Uma parte da plateia aplaude, enquanto a outra vaia! A única certeza é que quem viver verá!

Shakira fez um show histórico!
E o rebanho de patriotários dá coices e zurros sem parar! A musa é mais Brasil que o gado senil!

Há um só Deus soberano, eterno e imortal, mas as pessoas que ouvem e praticam a Palavra de Deus são consideradas - deuses; fisicamente mortais, mas espiritualmente eternas.
(Confira: Jesus - João 10.34,35; Salmos 82.6)
F. Meirinho

Metade de Israel é um deserto! A única área cultivável é o Norte! Por isso, invadem e anexam tudo ao sul! Império da morte!

⁠Ser policial é muito mais que uma profissão, é uma vocação, um sacerdócio. É viver e conviver um cotidiano de riscos e incertezas, mas é a satisfação do dever cumprido a cada missão.

⁠Michelangelo com a pedra.

Certo dia, Michelangelo viu um bloco de mármore e disse a seus alunos: “Aí dentro há um anjo, vamos colocá-lo para fora!”. Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, um anjo surgiu da pedra. Então os discípulos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “O anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”. Educar é isso, é ir com paciência e perícia, sabedoria e bondade, retirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes, até que o “anjo” apareça em cada aluno.

Atividade policial é um remédio forte e amargo. Porém, eficaz para uma sociedade adoecida pelo crime.

O combate é um ser vivo que muda e tem milhões de formas. Mas procuro focar na maior parte dos casos e não nas exceções.

É melhor ser um guerreiro em um jardim, do que um jardineiro em uma guerra.