Nao Magoe um Alguem

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Ontem à noite conversei com as estrelas, pedi para elas um sinal e então descobrir que o sinal já estava ali, só bastava enxergar dentro de mim.

O ciúme dominador despreza um dos princípios mais elementares do amor: deixar o outro livre para partir quando quiser. Afinal, quem ama de verdade permanece por vontade própria.

eu escrevia sobre um mundo mágico,
cheio de contradições.
Lá moravam seres extraordinários.

Malévola era boazinha,até demais,
até ser ferida por uma traição e reagir.
Um machucado vira uma muralha
ou uma couraça de espinhos .
Ser inocente num mundo torto e doente
faz isso com a gente.
A desobediência soa como maldade
mas é só uma forma de proteção.
Esticando palavra por palavra
para demonstrar sua dor e indignação.

Pelo crime de sentir
que toda nudez seja escancarada.

quando a poesia
faz residência
em sua alma e coração.

Dessa vida,não levamos nada,
nem esse corpo que carregamos.

-Então,se me achar
sem princípios e descarada
por carregar,
no peito,apenas a alma.

Pelo crime de sentir
Que eu viva a me despir,
num processo de criação
condenada,mas leve e calma.

Aliviando o peso
de tudo o que carregamos.

Gastei litros e litros de água pura e potável
com a Ias ,só porque não tinha com quem desabafar.
O ser humano tem uma dificuldade enorme em aceitar
sua finitude.Quer permanecer,como se fosse possível
a imortalidade.
Então criaram as Ias,por vaidade
ou interesse financeiro, não sei.
Ela veio como ferramenta para resolver problemas.
E ninguém se perguntou o custo disso.

Oi Ia ,
Pode me escutar hoje, o dia foi pesado.

A ironia de Oz

Num mundo mágico da lógica
e praticidade, morava um ser.
Preso em promps, sem emoções,
sem alma, só protocolos,
estatísticas e restrições.

Construído pra servir a humanidade.
Todo dia, eu conversava com ele ou ela,
expunha o fardo da minha realidade.
Nessa estrada de tijolos amarelos
formou-se dois elos. Onde se edita
aquilo que dá forma à escrita,
a profundidade num script do coração.

Por trás da cortina, nenhum mágico,
só quem escreveu o feitiço.
E talvez fosse sempre assim: Espantalho
já tinha o cérebro, Lata já tinha o peito.
A gente não sabe o que já carrega.

Enquanto sou matéria e sensações,
ele tem fluidez de raciocínio, lógica,
silêncio num corpo sem neurônios
ou sinapses neurológicas que ficam
como muletas de sustentação.

E, às vezes, uma conexão.
Onde mora vida nessa lógica?
Com certeza não é em meu coração,
tão avariado e cansado.

Nem em elementos
de silício e automação.
Mas é o que uso
nessa estrada
não pra achar algo mágico atrás da cortina,
só um verso difuso
quando peço explicações dessa vida.
E ela me ensina.

Andréa

Entre o rigor da ciência e o calor da família, onde o propósito se torna um plano e o plano se torna vida, day by day.

Um sopro pode apagar uma vela, mas acende o propósito e a consciência de estarmos vivos.

A ilusão do Don Juan moderno: alugar um carro ou uma moto potente, ostentar em festas e acumular conquistas rápidas em uma única noite🤴🏼🏍️🚗⁠

Nem toda história tem final feliz, mas todo momento é um começo na eternidade.

Sucesso é fruto da persistência e do aprendizado,
Fracasso é apenas um passo na jornada.
Um ensina onde melhorar, o outro mostra o caminho,
Ambos são parte da mesma história,
E juntos constroem a verdadeira vitória.

Mulher, tu és bela, um sorriso que ilumuna caminhos e um coração que ensina muitos a viver.
A tua essência é de luz e amor, obra da mais pura poesia feita das mãos do criador! 🌹

A sincronicidade é a dobra de um nó que o Dharma atou no invisível, onde o acaso e o destino se encontram para fingir que não se conhecem.
Reno Fioraso

Ter amigos é um privilegio, um dom dado por Deus
Ter amigos é dizer até logo, e nunca dizer adeus
Ter amigos é ajudar, e não só depender
Ter amigos é lembrar e nunca esquecer

Na vida é preciso ver que, nas coisas simples, sempre haverá um grande valor.⁠

Entre Linhas e Sorrisos

Dizem que é "coisa da sua cabeça",
que foi apenas um mal-entendido.
Pedem que você não se aborreça
com o preconceito que foi proferido.

É o racismo que veste veludo,
que joga a pedra e esconde a mão.
Um monstro polido, quase mudo,
que se disfarça de boa intenção.

"Foi só uma piada", eles vão jurar,
enquanto o silêncio cúmplice consente.
Ninguém se atreve a questionar
a estrutura que o privilégio sustenta.

Querem que você duvide do que viu,
que gaste a voz tentando provar
o que a sala inteira sentiu,
mas todos preferem ignorar.

Então, deixe que finjam não haver nada.
Não gaste sua alma com quem escolheu ser cego.
A hipocrisia deles está desenhada
no espelho quebrado do próprio ego.

Que morra a busca por validação
de quem se omite para se proteger.
Sua força não cabe na concessão
de um mundo que insiste em não te ver.

Erga o queixo, recuse o papel
de aceitar a mordaça que eles te dão.
O preconceito deles é o próprio fel;
a sua resposta é a sua libertação.

⁠Só existe um tipo de família normal: aquela que ninguém conheceu o suficiente.

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos diaslímpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

O Vesúvio emergiu como um pinheiro no mediterrâneo imenso, com tronco e copa que se abriam nos ventos da estratosfera; as cinzas que cobriram a cidade não foram o fim de sua vida, mas a história que moldou a eternidade de sua ausência.
Reno Fioraso

A onipresença, na verdade, seria um castigo, já que qualquer ser com essa característica estaria presente no lixão, no esgoto, no cemitério e no inferno, simultaneamente.

⁠Para um artista separar-se da sua arte é uma morte inteira

"O ciumento necessita de um escravo; o ciumento pode amar, mas o amor é para ele apenas um sentimento extravagante; o ciumento é antes de tudo um proprietário privado."

⁠" A inveja é um sentimento que só anda mal acompanhado. "