Nao Magoe um Alguem

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A idade é apenas um número. O corpo envelhece, mas a mente pode permanecer jovem, se assim escolhermos, minha mãe era sábia e "coruja". O tempo não nos define; é a consciência que molda quem somos.
Não é a idade que muda o ser humano, mas a forma como ele encara a vida. Educar os filhos é abrir portas para um mundo novo, transmitir valores que ultrapassam gerações e os prepararam ao futuro com sabedoria, como leitura, acampar, pescar, caçar, ética ou outros valores.
A morte é inevitável, mas não precisa ser temida. Ela chega a todos, em qualquer lugar. O que realmente importa é como vivemos até lá. Um corpo em movimento, faça alongamento, caminhas, musculação...etc....leitura, uma mente ativa, não se deixa aprisionar pela depressão ou pela estagnação.
Assim como a pedra que rola não cria limo, também nós, em movimento, evitamos o peso da inércia. Preocupar-se com vários problemas é inevitável, mas não devemos esquecer que a vida é feita de partilha: tente ajudar aos próximos, mesmo quando resistem, é um ato de amor.
O equilíbrio é a chave. Comer, beber, viver os prazeres — mas sempre com medida. O excesso nos afasta da essência da vida, que é sentir-se bem, em harmonia consigo mesmo e com o mundo. Mesmo com algumas estripulias, que fazemos em alguns dias.
E afinal, que outro “mundo” buscamos? Se ainda não compreendemos plenamente este? Aqui, nesta Terra que nos acolhe, podemos aprender a cuidar uns dos outros e da Natureza, nossa Mãe. Sobreviver, sim, mas sobretudo viver com alegria e plenitude.
Feliz Dia da Terra, minha querida Mãe Terra!!! De um dos seus filhos que a adora Gaia, mas perante a outros, tão grandes!

Estou caindo, novamente, em um buraco no fim do mundo. Ansiedade e angústia me tomam. O medo de errar, de lutar e perder mais uma vez. Queria um lar, um porto seguro. Sinto que não tenho pra onde ir. Que estou sozinha, e mesmo que houvesse toda a companhia, ainda estaria só.
Às vezes queria saber ter ao menos um lugar seguro, de quem não soltaria a minha mão. O amor incondicional que sempre dei, mas nunca encontrei. Não estar sozinha, não ter que esconder o que realmente sinto quando o mundo pesa demais. Dizer o que as palavras censuram. O que não posso expressar, para não assustar ou sobrecarregar.
Lágrimas escorrem como um rio que deságua em uma cachoeira de emoções. Traumas e feridas que nunca vão cicatrizar. O colo que nunca tive, a dor que nunca venci. Mesmo sob a luz, a escuridão bate a porta. Memórias paralelas me lembram do que não vivi, de quando, mesmo com o céu desmoronando, tinha para onde ir.
Em delírios, imagino a vida que queria, mas acordo e estou no mesmo lugar. Sonhos quebrados, partidos, na realidade que nunca escolhi. A vida segue sem sentido, e não sei porque estou aqui. Ao me olhar no espelho, vejo a validade vencida, lembro das partidas, e da sentença de um novo amanhecer.
- Marcela Lobato

Em um sistema quebrado, estudar é o maior ato de rebeldia que você pode fazer

A gota de orvalho cai, e o sopro do vento revela que o tempo segue seu curso, um novo dia está por nascer. Ainda que a noite traga dores e o frio da madrugada nos envolva, persista. O amanhecer não apaga o passado, mas oferece a chance de recomeçar com mais sabedoria.
(Izaias Afonso)

Os Ciclos da experiência humana, são importantes para que a Jornada da vida seja completa. Cada um deve refletir e entender o seu tempo de mudança.

Existem certas horas na vida que é preciso fazer um balanço das coisas, parar de colocar vírgulas em coisas que não valem mais apena, colocar um ponto final, virar a página e começar um novo capítulo. Lucidez é fundamental, afinal pensar apenas com o coração pode causar dores desnecessárias...

5 pilares que representam um ciclo natural da existência consciente:
1. Observar
Antes de qualquer ação, é necessário ver.
Observar é captar a realidade como ela se apresenta, sem distorções, sem pressa e sem julgamento precipitado.
É o ponto de partida da verdade.
2. Compreender
Aquilo que foi visto precisa ser entendido.
Compreender é organizar, interpretar, conectar causas e consequências.
É transformar informação em sentido.
3. Decidir
A compreensão conduz à escolha.
Decidir é assumir uma direção com consciência, não por impulso, mas por clareza.
É o momento em que o caminho é definido.
4. Agir
Toda decisão precisa se manifestar.
Agir é materializar o que foi escolhido, trazendo ao mundo aquilo que antes era apenas intenção.
Sem ação, não há transformação.
5. Autoconsciência
Após agir, é necessário olhar novamente.
Autoconsciência é avaliar, ajustar, aprender.
É o pilar que impede a repetição de erros e permite a evolução contínua.

Solidão...

Queria eu entender um coração que se afasta, que abandona e que deixa de amar.
Que propositalmente segue seu caminho sem nenhuma explicação.
Deixando no outro ser apenas a dor, a tristeza e a magoa
O amor tem destas coisas hora ama absurdamente talvez ate incondicionalmente.
De outro momento deixa de amar buscando novidade pra sobreviver.
Que sentimento bobo esse que provoca sorrisos e lágrimas
que deixa o chão repleto de flores e deixa o chao um mar infinito
Dentro do tempo que vivo nesta solidão procurei entender o coração, entender este sentimento tão volúvel!
Com isso aprendi a me desapega de sentimentos pra não sofrer mesmo com tempo avante ainda assim coração pode lembrar derrubar ate montanhas.
Quero aprender nesta solidão que pode se viver, de um sonho, de uma palavra e de verdades.
Aprendendo a ser guerreira e lutar, lutar e lutar!

Shirlei Miriam de Souza

Cansaço é um caminho sem fim entre a expectativa e a realidade.

A mesma coisa que consideramos uma piada admirável para nossos vizinhos, nós moralizamos como um crime contra nós mesmos.

“Um dia sendo um dia... até o instante em que eu permito fazer desse meu dia, o início de todos os que me levaram à liberdade de ser, ter e estar em presença.”

"Antes que qualquer mudança profunda ocorra, existe um momento sagrado de silêncio interno, uma pausa onde a alma se recolhe para se preparar para o novo." - Trecho do livro O apocalipse interior: a revelação da alma na linguagem do fim

“Cada existência carrega um propósito maior, e tudo que vivenciamos ocorre exatamente como deve ser, guiando a alma em seu caminho de ascensão.”

Trecho do livro O caminho de volta pra casa: um convite pra compreender sua jornada, honrar sua linhagem e retornar ao Sagrado que habita em você

A gente costuma esperar grandes acontecimentos para marcar mudanças.
Uma virada, uma crise, um momento decisivo que explique tudo. Mas, na maior parte do tempo, a transformação acontece longe dos holofotes.
Ela está nas pequenas escolhas.
Nos silêncios que você sustenta.
Nos hábitos que você repete todos os dias.
É no quase imperceptível que a alma se move.
O que você faz quando ninguém está olhando, o que você pensa no automático, o que você mantém sem questionar… tudo isso vai moldando, aos poucos, quem você se torna.
Não é só o extraordinário que transforma. O cotidiano também constrói destino.
E, muitas vezes, é nele que as mudanças mais profundas começam.

Passar a vida tentando caber tem um custo silencioso.
Aos poucos, você aprende a se ajustar, a evitar excessos, a calibrar quem é para não desagradar, não perder, não sair do lugar.
Mas, nesse movimento constante de adaptação, algo essencial vai ficando para trás.
Habitar é outra coisa. É estar na própria vida sem se editar o tempo todo. É reconhecer limites sem tratá-los como falha. É sustentar a própria presença, mesmo quando ela não é confortável para o outro.
Nem todo vínculo acolhe quem você é de verdade. Alguns só funcionam enquanto você se reduz. E é aí que algo precisa ser visto.
Porque existir de forma inteira exige escolha. Nem sempre fácil, nem sempre imediata, mas necessária.
No fim, a pergunta não é onde você cabe. É onde você pode, de fato, estar.

Nem toda transformação começa com movimento.
Antes de qualquer mudança profunda, existe um instante quase invisível. Um silêncio interno que não é vazio, é preparação.
É quando tudo desacelera por dentro.
Quando antigas respostas já não servem mais, mas as novas ainda não chegaram.
Quando parece que nada está acontecendo… mas tudo está se reorganizando.
Esse recolhimento não é estagnação.
É gestação.
A gente costuma querer sair rápido desse lugar, preencher o silêncio, antecipar respostas. Mas é justamente nessa pausa que algo essencial se alinha.
Nem sempre o próximo passo nasce da ação. Às vezes, ele nasce do silêncio que você consegue sustentar.
O novo não começa no fazer. Começa no espaço que você permite que ele exista.

“Cada escolha por ser autêntico é um passo na direção da inteireza.”

- do livro Fractais do Infinito

Existe um movimento que nem sempre é compreendido: antes de qualquer expansão, existe descida.
É no contato com a dualidade que algo se revela. Luz e sombra, acerto e erro, consciência e inconsciência.
Sem esse atravessamento, não há profundidade. Não há real transformação.
A queda não é desvio. É parte do caminho. Porque é justamente ao tocar o que está abaixo que se torna possível subir com verdade.
No fim, não é sobre evitar a descida.
É sobre entender o que ela veio mostrar.

O que você procura fora é um eco do que pede atenção dentro.

Existe um custo em ajustar a própria voz para ser aceito.
Aos poucos, você começa a medir palavras, suavizar verdades, evitar o que pode desagradar.
E, sem perceber, já não fala a partir de si, mas a partir do que será bem recebido.
Isso desconecta.
Porque a voz que não pode ser habitada por você se torna um lugar estranho.
Algo que até funciona fora, mas não sustenta por dentro.
Nem toda verdade será compreendida.
Nem toda expressão encontrará espaço.
Mas quando você se escuta antes de se adaptar, algo se alinha.
A fala ganha raiz.
No fim, não é sobre ter voz.
É sobre conseguir permanecer nela sem se fragmentar.