Nao Magoe um Alguem
Você pode até pensar
Que sou fraco por desejar,
Que sou só um sonho a esperar,
Mas se amar é um fardo,
Quero carregá-lo a te levar. Se por te amar sou um fracasso,
Que seja o fracasso que abraça o infinito,
Pois meus dias e noites inteiros
Serão escritos no seu nome,
Cada suspiro, cada pensamento.Se amar você for caminho sem razão,
Que seja estrada que eu percorra eterno,
Pois mesmo na dúvida ou silêncio,
Meu coração grita e insiste –
Vou te amar todos os dias,
Mesmo que pareça fracasso,
Mesmo que você não jure,
Eu te amo, e isso basta.
O tempo é um rio lento,
desliza sem cessar,
só vai me alcançar
se eu um dia parar.
Passos ecoam no vazio,
sombras que vão e vêm,
mas sigo meu caminho,
solitário também.
Vou desbravando as molduras desalmada,
Desenhado meus sonhos devastando pensamentos eufórico
Para eu chagar em paz no meu lar.
Acredita, amor,
quando nos entregamos de verdade somos conduzidos, a,
um vazio silencioso nos envolve,
onde só nós dois
reinamos na verdade que inventamos.
É um espaço sem fronteiras,
onde o tempo se curva,
e o mundo se cala para ouvir
o murmúrio da nossa essência.
Mas há um segredo escondido:
somos todos vastos demais,
imensos demais,
para caber em um único propósito.
E ainda assim,
é nesse excesso de ser,
nesse transbordar de alma,
que o amor encontra sua morada —
forte como o vento,
suave como a pomba,
eterno como o silêncio que nos guia.
No silêncio onde o amor se esconde,
Somos donos de um vazio profundo,
Ecoa suave uma verdade única,
Que só a alma sente no mundo.
Amar é navegar na própria essência,
Sem mapa, sem rota nem destino,
Cada passo revela a imensidão,
De um vazio que é puro e acolhedor.
Para caber em qualquer fresta,
O amor nos lança na dúvida e no ar,
Entre o toque e a promessa.
Na dor e na calma desse espaço,
Encontramos a coragem de ser original,
No amor, o absoluto e o efêmero,
Tudo é forte, nada é derradeiro.
O que me importa
se um dia eu encontrar o que foi perdido?
Nada do que volta retorna inteiro,
nada do que partiu regressa sem feridas.
O tempo não devolve,
ele transforma.
E, às vezes, o que chamamos de perda
é apenas o peso que precisávamos soltar
para seguir respirando.
Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre diferente:
mais firme, mais claro,
com a coragem de quem aprendeu a atravessar
as sombras que um dia o medo escondeu.
Porque o que realmente importa
não é recuperar o que se perdeu,
mas descobrir quem eu me tornei
no caminho entre a queda e o recomeço.
Mulher virtuosa, você me envolveu em um êxtase tão profundo que eu nem imaginava existir caminho para chegar. Tua força selvagem, essa loba furiosa que devasta e acende, veio como um vento quente que arranca máscaras e certezas.
Em tua sensualidade incontida, encontrei um território novo — um mapa que eu jamais soube ler, mas que teu toque revelou. Cada gesto teu era bússola, cada suspiro, direção.
E, sem perceber, desembarquei no aeroporto do amor: esse lugar onde a alma pousa cansada e acorda inteira, porque foi tocado por alguém que carrega virtude, intensidade e verdade no mesmo corpo.
Quando você chegar a um lugar, seja ele útil, agradável ou até simples demais para o seu gosto, lembre-se de que sua presença pode ser uma oportunidade de transformação. Não importa se o ambiente já é belo ou se parece comum demais: o que realmente importa é a marca que você deixa.
Se o espaço for acolhedor, valorize-o. Se for simples, acrescente beleza. Se não agradar, torne-o melhor. Cada gesto, cada palavra, cada atitude pode ser uma semente que floresce e muda o cenário.
Deixar um lugar melhor do que quando você chegou é mais do que uma ação física: é um ato de consciência, respeito e generosidade. É reconhecer que o mundo não é apenas para ser usado, mas para ser cuidado.
Assim, cada passo seu se torna contribuição. Cada presença sua, uma oportunidade de elevar. E cada partida, um legado de melhoria e esperança.
Oh, mulher…
Fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Foi na aridez do teu silêncio que tentei saciar minha sede,
esperando que tua voz fosse chuva,
mas encontrei tempestade, fogo e areia.
Cada passo até você foi travessia —
entre o medo e a coragem,
entre a entrega e a cautela.
E mesmo assim, escolhi habitar teu corpo e tua alma,
porque entre o vazio e o infinito,
prefiro arder no teu fogo
a morrer no frio de qualquer ausência.
Amar é sempre arriscar:
é caminhar no fio entre cair e voar,
entre ser abrigo e se perder no deserto.
Mas quando teu abraço me alcançou,
tudo ficou claro:
o amor não é terra firme nem miragem…
é o caminho que escolho trilhar contigo,
mesmo sabendo que nele há pedras,
é com você que estou.,
A vida é um sopro do infinito que se manifesta no finito, quando o finito deseja se tornar infinito perde sua essência, pois o verdadeiro sentido não está em possuir tudo, mas em compreender o todo. O caminho não é sobre vencer os outros, é sobre vencer a si mesmo, afinal a força não é imposição, a força é harmonia do infinito com o finito.
O universo permanece como um enigma insondável: mesmo diante dos prodígios da ciência, seguimos como aprendizes diante do infinito, buscando compreender a origem do cosmos, a dança oculta entre matéria e energia escura, o sopro de possíveis existências além da nossa e a essência profunda do espaço-tempo.
Querida alma amiga, O vento que passa carrega o doce perfume da saudade, um aroma que aquece o coração mesmo à distância. É como se cada suspiro da brisa anunciasse a chegada dos passos tão esperados, que vem suavemente, despertando a alegria silenciosa do encontro. Quando finalmente nos abraçamos, sinto que o tempo se curva em reverência, como se reconhecesse que naquele instante tudo acontece no balanço perfeito da felicidade. Cada segundo junto a você é uma festa silenciosa onde o mundo parece mais leve e brilhante. Que esses momentos de proximidade sejam frequentes, que o vento continue a trazer essa ternura, e que jamais perca o sorriso que nasce do abraço apertado. Com alegria no peito e o coração aberto,
Houve um tempo em que a certeza reinava absoluta.
Um tempo em que a razão se erguia como muralha,
e a verdade parecia sólida, inabalável, eterna.
Mas muralhas também caem.
Verdades também se desmancham.
E aquilo que julgávamos eterno
mostra-se frágil, breve, condenado ao próprio peso.
Não demorou para que tudo viesse como tempestade:
um corte seco, um silêncio que sufoca,
um adeus que não pede desculpas,
não volta atrás, não deixa brechas para retorno.
Bye bye.
Até nunca mais.
Estou à beira de presenciar as dores do mundo,
um mundo engessado, preso, atado,
lentamente se decompondo diante dos meus olhos.
No entanto, essas dores se multiplicam
porque o próprio mundo já não sabe mais entender
nem compreender a essência do viver.
É a aflição de existir sem rumo,
a angústia de respirar sem sentido,
o peso de continuar quando tudo parece ruir.
Estou diante de um mundo engessado, preso em correntes invisíveis, atado ao peso da própria decomposição.
As ruas carregam silêncios sufocados, os olhos se perdem em horizontes sem cor, e o coração humano pulsa em descompasso com a essência da vida.
As dores não nascem apenas da fome, da guerra ou da injustiça. Elas brotam também da incompreensão: da incapacidade de olhar para o outro e reconhecer nele o mesmo sopro de existência.
O mundo sofre porque esqueceu de compreender. Sofre porque se afastou do sentido do viver, reduzindo a vida a sobrevivência, o encontro a disputa, o amor a mercadoria.
Mas há uma verdade que resiste:
Enquanto houver quem perceba as fissuras, quem nomeie as dores, quem não aceite o silêncio imposto, ainda haverá possibilidade de reconstrução.
A decomposição não é o fim — é o chamado para que despertemos, para que rasguemos os véus da indiferença e devolvamos ao viver sua dignidade moral.
A vida é um rio que nunca cessa, fluindo entre margens de incerteza e esperança. Cada instante é uma gota que se perde e se renova, lembrando-nos que existir é sempre recomeçar.
O amor, por sua vez, não é apenas encontro de corpos ou promessas ao vento. É um idioma secreto que se escreve nos silêncios, nos gestos pequenos, na coragem de permanecer quando tudo parece desmoronar. Amar é aceitar o mistério do outro e, ao mesmo tempo, descobrir-se no reflexo que ele nos devolve.
E o fascínio… ah, o fascínio é o brilho que nos mantém despertos. É o olhar que se detém no detalhe, o arrepio diante do inesperado, a sensação de que há sempre algo maior escondido atrás do cotidiano. Fascinar-se é permitir que o mundo nos surpreenda, mesmo quando já acreditávamos ter visto de tudo.
Assim, vida, amor e fascínio não são caminhos separados, mas fios que se entrelaçam. A vida sem amor seria apenas sobrevivência; o amor sem fascínio, rotina sem magia; e o fascínio sem vida, apenas sonho não vivido.
Quando a noite escurecer teu caminho,
Lembra que a luz sempre encontra um jeito de nascer.
O peso que parece esmagar teu ombro nao abate teu coração,
Um dia será só memória a te fortalecer. Mesmo que o vento sopre contra os teus passos,
E o horizonte pareça distante demais,
A força que cresce dentro dos teus braços
É capaz de transformar tempestades em paz. E quando tudo parecer difícil, volta a lembrar:
Pior que está não pode ficar, só resta caminhar.
Brasil, terra de homens acovardados,
amordaçados pela própria natureza,
um espetáculo vergonhoso de espíritos quebrados,
que deixaram a coragem morrer no silêncio. Homens sem voz, sem luta, sem alma,
reféns do medo e da resignação,
que em suas próprias correntes se prendem,
e deixam o país afundar na inércia. Um homem com o espírito quebrado
é nada que sombra de sua essência,
e não há liberdade possível onde há medo,
não há futuro sem coragem para enfrentá-lo. Brasil, levanta essa voz que não pode calar,
ressurge desses escombros de fraqueza,
pois homens verdadeiros não se dobram,
eles lutam, persistem e renascem quando tudo parece injusto impossível, acorda Brasil.
"Um homem que encara o vazio da ausência descobre espaço para preencher com si mesmo."
— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas
'ABELHAS'
Sob a mesa amarroada,
abelhas polonizam a carne crua.
Zumbidos ao redor de um copo caído parece infinita cena.
Embebidas com o cheiro acre,
destilado,
decalque...
Próximo a elas,
papéis jogados,
acolhendo a letargia de algumas,
veemente saboreando seu pedaço de carne.
Asas parecem bater mais fortes,
volúpias,
vaidades, ...
Para onde fora o própolis?
Sem significado,
os papeis sofrem:
abelhas já mortas,
sem voo,
empalhadas pelo próprio 'mel' que criara.
Vilipendias,
caminham lentamente na emoção...
Parado na reflexão,
a casa de palha observa-me petrificada.
Serás casa nos dias que virão?
Ou apenas lembranças de rodas dentadas?
Tudo será abelhas,
engrenagens?
E em meio a tantas,
sopeio as que ainda restam.
Mas outras voam sem rumo,
sempre a procura,
carnes cruas,
colmeias...
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