Nao Machuque o meu Coracao

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Agora entendi o sentido da frase,
um dia um chego lá,graças ao universo,
cheguei lá no meu limite de saturação.

Carta Aberta


Meu amor,
Às vezes tento colocar
em palavras o que sinto por você,
mas é como tentar segurar
o vento com as mãos.
O que existe em mim porvocê
vai além do que se explica,
é um sentir que nasce no peito
e se espalha pela alma.


Desde que te encontrei,
tudo ganhou cor,
meus dias têm mais calma
e meu coração mais sentido.
Você chegou como quem
não quer nada,
e acabou levando tudo
o que em mim ainda era silêncio.


Te amo em cada detalhe —
no jeito que sorri,
no som da tua voz,
no teu abraço que parece casa.
Não sei quando começou,
só sei que ficou,
e que desde então,
tudo o que quero é estar
ao teu lado.


Talvez eu não seja bom com palavras,
mas se amar fosse uma língua,
você seria a minha forma de dizer tudo.


Que a vida te sorria sempre,
que teus sonhos se realizem,
e se for da vontade de Deus —
que eu continue fazendo parte deles.


Com amor,
[Seu nome] ❤️

Esse é meu escudo, minha prisão,
meu erro mais humano:


amar demais
e chamar de
bloqueio emocional.

Sou ou Me Tornei em Você?


Fiquei pensando em nós,
e uma pergunta repousou no meu peito: eu sou assim…
ou me tornei quando te encontrei?


Sou silêncio,
ou foi em teus braços que aprendi a descansar?
Sou frio, ou teu calor me ensinou a não queimar por dentro?


Gosto de ficar só,
ou foi contigo que a solidão
perdeu o nome?
Sou difícil de amar,
ou só esperava alguém que tivesse paciência com minhas dores?


Sou calado,
ou é que tua presença fala por mim?
Sou forte, ou sobrevivi até te encontrar?


Sou inteiro,
ou você recolheu os pedaços que deixaram pelo caminho?
Sou amor, ou fui aprendendo a amar do jeito que você me olhou?


Talvez eu não seja perfeito,
talvez traga marcas demais…
mas se hoje sorrio com menos medo, é porque teu amor
não me moldou —
me acolheu.


E se alguém perguntar quem eu sou,
talvez eu responda baixinho:
sou quem fui…
mais quem me tornei
quando você ficou.

⁠“Enquanto seguem o roteiro, eu escrevo o meu.”

Enquanto seguem o roteiro, eu escrevo o meu


Enquanto seguem o roteiro,
eu escrevo o meu,
Não decorei falas prontas,
Prefiro o improviso do teu olhar
Quando me encontra sem ensaio.


Eles amam com regras,
Com horários,
promessasseguras
Eu te amo no risco,
No passo em falso que vira dança.


Enquanto o mundo
repete cenas antigas,
Eu invento silêncios só nossos,
Onde a tua mão cabe na minha
Como se o destino tivesse nos desenhado ali.


Não sigo o enredo esperado,
Nem o final que disseram ser feliz,
Porque felicidade, pra mim,
É te escolher mesmo
sem saber o fim.


Que eles aplaudam
histórias perfeitas,
Ensaiadas, previsíveis, iguais.
Enquanto seguem o roteiro,
Eu escrevo o meu
— E nele, você é o verso
que não sei terminar.


Se o destino escreveu linhas previsíveis demais,
rasguei o papel só pra
te querer mais.
Que sigam o roteiro,
com começo e fim seu,
— enquanto houver você,
eu escrevo o meu.

Cada batida do peito


Meu corpo se desorganiza
quando você se aproxima,
como se cada batida do peito
perdesse o mapa do próprio rumo.


O silêncio pesa nas mãos,
elas tremem sem frio,
é o sentimento tentando escapar
antes mesmo de virar palavra.


O mundo fica lento demais,
meu fôlego falha,
e o coração aprende a errar
o compassosó para
acompanharo seu.


Não é susto, nem acaso,
é algo antigo me chamando por dentro:
meu coração descobrindo,
enfim, que sempre esteve
a caminho de você.

Nunca te iludi, sempre te amei


Nunca te iludi
— meu silêncio nunca foi vazio.
Carregava teu nome com cuidado,
como quem guarda água em mãos abertas, sabendo que amar também é não prometer o que não se pode cumprir.


Sempre te amei nos detalhes pequenos:
no jeito que o dia ficava mais leve quando você chegava,
na paciência que aprendi sem perceber, no respeito de te querer livre, mesmo quando te queria perto.


Não te confundi
com passagem nem distração.
Te escolhi sem alarde,
com o coração firme e os pés no chão, porque amor de verdade não precisa enganar pra ficar.


Se um dia duvidar,
olha pra trás com calma:
meu afeto nunca mudou de forma,
nunca vestiu máscaras —
nunca te iludi, sempre te amei.

⁠Em cada gesto teu encontro poesia,
em cada olhar, a certeza do destino.
És meu porto seguro, minha melodia,
a paz que se espalha por todo meu caminho.

Nossa conexão


Te escrevo enquanto penso em você,
em cada riso que acende meu peito,
em cada silêncio que fala sem voz,
e no abraço que ainda não nos pertence.


Te sinto mesmo quando não está,
como se o vento sussurrasse seu nome, como se o tempo se
curvasse para nos deixar
juntos por um instante.


Nos teus olhos encontro meu mundo, nos teus erros, minha paciência infinita, e mesmo
que tudo trema ao redor,
me seguro firme na tua luz.


Por que amar você
é navegar em marés
abertas e calmas.
Mesmo que a tempestade venha,
se a instabilidade tentar desconectar nossa conexão, vou restabelecê-la
com a estabilidade do nosso amor.

Te quero no detalhe:
no teu sorriso distraído,
no jeito que teu olhar me desarma
e faz meu coração perder o rumo sem pedir desculpa.

Penso em você,
e a saudade aperta meu peito.
Um vazio silencioso consome meu ser.


Roubaram o brilho do meu olhar,
meu sorriso já não sabe fingir alegria.
Até a luz cansou de morar em mim.


Falta-me o riso fácil,
falta-me o chão, o norte, o abrigo.
Falta-me aquilo que me fazia inteiro.


Estou incompleto desde que partiste,
caminhando em meio a metades e ausências,
vivendo sem a minha outra metade.

Arqueiro


Sou arqueiro do silêncio,
aponto flechas de intenção no escuro,
meu arco é feito de espera
e a mira, do que sinto por você.


Tensiono o peito como corda,
respiro fundo antes do disparo—
sei que toda verdade lançada
pode ferir ou libertar.


Minhas flechas não pedem sangue,
buscam o centro do teu medo,
querem pousar no teu coração
sem fazer barulho.


E se eu errar o alvo, tudo bem:
arqueiro também aprende com o vento.
Mas se eu acertar, que seja amor
cravado, definitivo, inteiro.

Teu olhar guarda o infinito,
como céu sereno que acolhe a alma.
Cada sorriso teu acende meu espírito, teu abraço é refúgio, tua presença é calma.

⁠Então, meu amor,
Deixemos o rio nos levar,
Iremos nadar na correnteza,
Sem promessas a selar.


Vamos com calma,
Se acontecer,
floresceremos na primavera,
O amor é profundo,
Cura as feridas do coração.

“Processo em Sigilo”


Teu nome corre em sigilo
dentro do meu peito,
como processo trancado
em gaveta antiga;
cada olhar é prova anexada
ao silêncio,
cada suspiro, um despacho
que me condena a sentir.


Teu amor é juiz que não se mostra,
mas dita sentenças na minha ausência:
aprendi a viver sob pena de saudade,
cumprindo em regime fechado o desejo de te tocar.


E se um dia o segredo vier a público,
que seja tarde demais para absolvição; pois já aceitei
a culpa doce de te amar,
crime perfeito sem direito
a apelação.

Dizem que mito nasce do medo,
mas o meu nasceu da esperança:
era mais fácil crer em nós
como lenda eterna
do que aceitar a carne frágil
dos dias que passam.

Lareira


Teu amor é lareira acesa
no centro do meu inverno,
chama que conversa com
a noite e não pede permissão,
me aquece por dentro enquanto
o mundo neva por fora,
e até minhas cicatrizes aprendem
a descansar no teu calor.


Quando te aproximo,
o tempo vira lenha estalando lento,
os silêncios ganham cor,
os medos derretem sem pressa,
teus olhos são brasas que
sabem meu nome,
e meu coração, casa antiga,
volta a ter fogo no chão.


Se um dia tudo esfriar,
sei onde voltar as mãos:
no abrigo do teu peito,
feito lareira eterna,
onde o amor não ilumina
só o quarto
— ilumina o que em mim
quase virou cinza.

como quem encontra abrigo depois da tempestade,
teus lábios sabem meu nome antes mesmo de eu dizê-lo,
e no silêncio do toque, o mundo aprende a respirar outra vez.

que sejam promessa sem juramento,
um gesto simples que desarma meus medos
e faz do meu peito um lugar menos em ruínas.