Nao Machuque o meu Coracao
A lua e as estrelas não me dizem nada
oque me diz, sim, é o pobre na calçada
Só de imaginar, meus olhos se enchem d'gua
de intenso, desejo que em Ti tenham a alma guardada
Escrevendo essas palavras, não me sinto aliviado
mas ao ler com o coração, me vejo consolado
O seu amor é como vulcão que quando é ativado
explode a razão!
Pacifica toda a alma, purifica como a Agua,
ilumina como o sol e como o girassol busca a luz,
Seu Amor me conduz
Olho pra você, mas não posso ver...
Deus tampa meus olhos ou faça meu olhar mudar de direção...
Não quero Amar você!!!
Mesmo que não queira ficar...
Mesmo que não possa ficar...
Encoste tua cabeça no meu peito, e sinta que meu coração bate acelerado, querendo te AMAR!!!
Foi você que disse que não havia mais jeito pros meus defeitos. Não existia conserto pra esse meu coração ,gelado, amargurado e seco
“O meu maior medo é um dia ver minha reflexão no espelho e não me reconhecer.”
-Michael Hayssus, O Diário Das Minhas Mágoas
Eu não comprei o meu primeiro relógio ou carro de luxo até que meus negócios e investimentos estivessem produzindo múltiplas fontes de renda seguras. Eu ainda estava dirigindo um Toyota Camry quando me tornei milionário. Seja conhecido por sua ética de trabalho, não pelas bugigangas que você compra.
Me amar não é assim tão fácil
Vem aqui meu mapa é seu espaço
Diz pra mim se é bom o que eu te passo
Eu já sei, eu já li nos astros
Inveja
O outro olhou pro meu naríz
ficou com raiva por ser eu feliz
mas mais feliz e quem não vê
nem o outro e nem eu
apenas pra falar e mal dizer
BRIGANDO COM DEUS
Ainda que infrutuosas convicções incitem o meu mísero direito de gente, eu não exigirei mais de Deus todas as explicações que me foram subtraídas – desde quando fui arrancado do calmoso útero que me resguardava ainda cândido – e arremessado, inexoravelmente, ao labirinto ilógico desse fadário universo de venturas. E como o esporo de uma semente não plantada – dentro dos jardins mais inférteis da incerteza – eu já eclodi carregando o peso penoso da malquista incoerência que veio pregada comigo.
Eu sou sem pedir para ser. Como um gerúndio reticenciado do acaso, funambulando descalçado e sem destino, com a razão ignorada que herdei. Eu sou um sujeito assim... Aleatoriamente à toa. Sem motivo algum para ser. Pois, se o tenho não conheço, e ao desconhecê-lo torno-me um estranho insignificante de mim mesmo. E, submisso à passiva incapacidade de prever a minha própria sina, sem mapas, bússolas, epítomes... Nem qualquer outra forma de orientação, eu sigo buscando desatinadamente o meu tino. Mesmo sem saber se o tenho.
As trouxas de sonhos que carrego comigo, são subordinadas às vontades que não são minhas. Sou impotente, oco e não carrego, sequer, a minha própria identidade. Sou escravo de uma entidade onipresente que jamais encontrei, curvado aos intermitentes equívocos da sua soberana onisciência que – nem ao menos – posso contestar.
O meu destino vestia-se de casualidades intempestivas, somente para ludibriar-me de que as minhas atitudes mudariam o curso do meu futuro. No entanto, a verdade é que todos os meus porvires, nunca foram nada, exceto parte da inepta premência humana de acreditar que as consequências das minhas decisões me tornaria dono dos meus próprios desígnios. Inobstante, deixando de lado a crença dos desesperados que, por defesa vital nos enceguecem a razão, ainda sou capaz de entrever – com a sobriedade desapontada de um descrente – que o futuro da minha vida sempre independeu das minhas escolhas. Os meus amanhãs são ignotos de mim, assim como todos os meus anelos são subservientes aos planos que não seguem os meus roteiros. Sou uma marionete com asas que não voa, aprisionada numa grande interrogação invisível que não responde as minhas tantas perguntas.
Biologicamente, até que com rara racionalmente, explicam de onde eu vim. O que de maneira geral, não elucida muita coisa. Tampouco minora essa minha totalmente tola falta de rumo. E como se o bastante fosse muito, ou como se o muito fosse suficientemente vital, batizaram a minha carne com um nome que eu não escolhi, deram-me um coração de vidro trincado, um espírito que nunca vi, e me desapossaram do significado de existir.
Ainda assim, privado de escolhas e desapossado de alternativas, eu não reivindicarei mais de Deus as justas justificativas que ele me deve. Porque, compreendi que permeio a toda insensatez que torna a vida ilogicamente incoerente, também coexistem incongruentes significados que a fazem prazenteira o bastante para vivê-la, sem procurar desvendar a racionalidade que não existe, na grandiosidade desconexa de tudo aquilo que ultrapassa qualquer entendimento, e onde a compreensão se regozija e se contenta apenas no sentir.
O amor bateu em minha porta em plena madrugada
Beijou meu rosto como quem não quer nada e sorriu pra mim.
Eu, sem entender direito sorri de volta e peguei em sua mão
Saímos pelas ruas da cidade sem medo e sem direção.
Você foi meu primeiro amor de anos atrás
Hoje, de fato, não é mais
Se transformou numa saudade boa
E guardei numa gaveta do meu coração
Como eu não sabia onde ele estava, a cidade parecia maior, e parecia entrar direto no meu quarto: ele estava em algum lugar, ainda que desconhecido para mim, estava presente na minha mente e era uma coisa grande e escura dentro de mim.
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