Nao Julgue meus Sentimentos

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Não existe honra no traidor. Ninguém o aceita - dívidas são pagas ou esquecidas - a traição, NUNCA!

"Quando se exige algo que não se merece, superestimando as próprias capacidades, perde-se o contato com a realidade.
Isso se chame arrogância"

Aprenda a sofrer em silêncio, pois, não atrapalha a felicidade e a alegria dos que estão ao seu redor!

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
.......................................................
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não, não, não, oh
Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Não, não, não, não, não, não
Há uma voz que canta, há uma voz que dança
Uma voz que gira (gira) bailando no ar

Ao sentir que não há mais o que fazer, que a jornada terminou, ainda somos capazes de sonhar.

Quem muito desvaloriza acaba descobrindo que o outro não sumiu no mapa, apenas foi apagado pela falta de reciprocidade.

"Que a minha solidão não seja fraqueza, mas o terreno onde modulo a força para enfrentar o que vier."

O silêncio não é uma partida, é o resultado de você ter apagado o espaço que ele(a) ocupava.

⁠ Aprendendo a Viver

Num piscar de olhos a vida passa
Tem gente que enxerga, mas não vê
E ainda acha que ela é ingrata
O segredo é aprender a viver

Veja bem, a vida está passando e você aí
Não consegue ver que ela sorri pra ti

Que anda lamentando com vontade de chorar
E vive procurando, mas não sabe encontrar
Amor, paixão e carinho

Agora vou dizer, você precisa me escutar
A solidão que tens vai te ensinar
Sejas feliz sozinho!

⁠Somos criativos em gerar problemas que depois não sabemos resolver.

O que é preciso nesta vida é ter-se visão larga e não se olhar o caminho, mas o destino onde o caminho vai dar. E se o destino é construído segundo os ditames do coração, então vale a pena lá chegar.


Manuel Lopes - livro "Chuva Braba", literatura caboverdiana.

O passado não desaparece; apenas aprende a permanecer em silêncio.

O que a gente vê da vida é a vida passar e, se deixar, não aproveitamos a jornada. O final é factual, mas não apreciar as estações, os altos e baixos, os inícios e os finais é deixar de apreciar a própria natureza se manifestando.

Eu dou valor e honro muito minha história,
só eu sei o quanto ela me custou. Não me
importa o que os outros pensam.

O homem não evoluiu; apenas sedimentou camadas sobre aquilo que sempre foi. Sob a cultura, a moral, a linguagem e a própria consciência permanece um território mais antigo do que qualquer civilização. A consciência é apenas uma névoa tênue que paira sobre profundidades que nenhuma teoria psicológica alcançou por completo. Sigmund Freud chamou uma parte de inconsciente; Carl Jung falou em sombras e arquétipos. Mas há algo ainda anterior a essas formulações — uma região sem símbolos, sem linguagem, sem história. Se a pobreza das palavras permitisse nomeá-la, chamar-se-ia Primevo: não a primeira camada da alma, mas aquilo de onde todas as camadas emergem.

O Primevo não esquece. Tudo o que a consciência sepulta continua respirando nas profundezas do ser, aguardando apenas um corpo, um gesto ou um sonho por onde possa regressar. Nada do que é essencial desaparece; apenas desce para regiões onde a linguagem já não alcança. E, de tempos em tempos, rompe o silêncio para recordar ao homem que aquilo que ele chama de passado nunca deixou de ser presente.

Cada osso guarda uma memória mais antiga que a própria história. O Primevo não habita apenas a alma; sedimentou-se na carne, nos nervos, no sangue e na arquitetura silenciosa do corpo. Antes que a consciência aprendesse a pensar, o corpo já sabia sobreviver, temer, desejar e recordar. Há memórias que jamais passaram pela linguagem, porque foram inscritas na matéria muito antes de existirem palavras para descrevê-las.

Esperança Para Luciana


Luciana, não desanima.
Quando o marido foi embora,
Deus ficou.


Ele ampara nos mínimos detalhes,
enxuga lágrimas que ninguém vê,
cola os pedaços da alma,
e cura dores que doem em silêncio.


No deserto Ele não abandona.
É lá que forja o caráter,
que transforma areia em caminho,
e sede em promessa.


O que hoje parece fim
é só Deus te ensinando a recomeçar.
Ele te sustenta com mãos de Pai,
te levanta com amor que não falha.


Vai passar.
E quando passar,
você vai olhar pra trás
e ver que foi Deus te carregando
em cada passo.


*Autoria: Márcia Reis Nazar*
[email protected]

Não é tragédia — é escolha. Repetida no cotidiano, sem testemunhas, sem drama, apenas a lenta adesão ao próprio desvio. O homem moderno não despenca no vazio: constrói-o, camada por camada, imagem por imagem, enquanto evita o espelho que o revelaria. Incapaz de se ver, inventa culpados, projeta faltas, cria bodes expiatórios para sustentar a ilusão de que não foi ele quem, em silêncio, edificou o próprio colapso.

O silêncio tornou-se insuportável não por ser vazio, mas por transbordar do que foi evitado. É nele que se acumulam as verdades adiadas, os afetos não elaborados, as perguntas que não encontraram coragem. A exposição contínua não busca comunicar — busca encobrir. E, assim, quanto mais se fala, mais se foge; porque o silêncio, quando enfim se impõe, não oferece ausência — oferece encontro.