Nao Julgue meus Sentimentos

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PENSANDO AQUI
Tem cheiros que não sei distinguir.
Tem amores que não sei embalar.
Tem almas que não sabem voar.
Tem luz que não sabem brilhar.
E Tem você,
Que não soube me amar.

O amor está no ar

Eu não estou só — e vocês não entendem.
O ar está mudando, está leve.
É engraçado: eu sinto seu cheiro chegando com a brisa.
É amor.

Há uma resistência quanto à minha versão desse amor.
Seu aroma, minha vida!

Meu coração é um olho com sentidos — sente o seu cheiro.
Tem braços e mãos invisíveis para te abraçar,
acariciar,
e meu olhar mira apenas na sua direção.

Caio em queda livre.
O amor está no ar,
onde não há desamor.

Fique longe da tristeza.
Só o amor está no ar.

À noite, vou esperar a tempestade passar.
Você está pronto?

Agora, ao anoitecer,
posso fazer juras de amor.
Meus hormônios suplicam por você.

O amor está no ar,
onde não há desamor.
Fique longe da tristeza.
Só o amor está no ar.

NATAL

O Natal é um fenômeno mundial e parece não ter fim na mente humana.
É contagiante, intrigante e faz com que pensamentos bons fluam pelo nosso corpo, independentemente das circunstâncias. Vem como um feromônio da felicidade, se é que esse termo pudesse existir.

O Natal torna-se um verdadeiro espetáculo de luzes, enfeites e alegrias.
É uma paz que sabemos ser passageira, mas que, ainda assim, nos envolve de forma intensa, quase eletrizante — e isso é sentido por todos nós.

São milhares de histórias: muitas tristes, outras tantas, profundamente alegres.
Tudo começa no início do ano, quando o pensamento já se povoa da expectativa pelo próximo Natal. Ao longo dos meses, essa espera se estreita e, de repente, percebemos que ele se aproxima. Às vezes até esquecemos — talvez pelo cansaço do dia a dia, pelos problemas constantes, pelas decepções marcantes. Mas, no final de cada ano, o Natal explode, recarregando a bateria humana com sorrisos que não chegam apenas aos olhos, mas à alma.

Mãos se unem, lembranças passam como filmes na mente, e surge a esperança de que pequenas mudanças possam gerar felicidades duradouras.

Acredito nesse Papai Noel. Não no velhinho barbudo e de barriga grande — esse conceito deixo para a pureza das crianças.
Acredito, sim, no ser humano existencial: naquele que olha para as crianças carentes e acalma seus corações; que enxerga famílias humildes e oferece força e determinação; que percebe o amigo que precisa de ajuda — nem sempre financeira, muitas vezes apenas um “olá”, um sorriso, um aperto de mão.

E há também os invisíveis e tristes. Eles precisam de apoio, de conselhos e, às vezes, apenas de um abraço cheio de amor.

Vivemos em um mundo lindo, mas que nem sempre é cuidado como deveria. Há falhas, e o tempo é curto.
Muitos estão desesperados por proteção, por afeto, por um turbilhão de carinhos, por ter um rosto a quem chamar de amigo — o protetor.

Que neste Natal o improvável e o impossível se realizem, até porque o contrário já é certo.
Que a cura aconteça em todas as situações, pois milagres e transformações ainda são possíveis.

Que cada um tenha o seu Papai Noel.
Que cada um tenha o seu Natal.
Que cada um viva um Natal cheio de luzes multicoloridas, e que a paz se instale no mundo inteiro, trazendo serenidade e esperança.

Vamos relaxar, porque outras tempestades virão, outras tristezas nos alcançarão e lágrimas ainda rolarão pelo nosso rosto. Mas basta lembrar: a virada do ano chega, e o próximo sempre pode ser melhor.

Enfim, é isso que desejo:
um mundo colorido, risos sinceros, abraços cheios de musicalidade
e um ar que cheire à vida —
à vida feliz.

Amar não é prender, é deixar existir.

Nunca foi “eu te amo”, e sim “você pertence a mim”
Nunca foram abraços sinceros, e sim correntes invisíveis
Era domínio o tempo todo, não percebi.
Nunca foram beijos apaixonados, e sim marcas de propriedade
Nunca foram lágrimas de felicidade, e sim rios de ilusão.
Nunca foi “fazer amor”, e sim “nunca se esqueça de mim”.
Nunca foi você, e sim um “eu” que o meu eu, até então, não conhecia.
Porém, diante dos turbilhões de sentimentos e das sensações indizíveis que vivi, ainda assim eu escolheria você —
com algumas pequenas e sutis mudanças que, feitas lá atrás,teriam feito toda a diferença em nosso hoje.

Feliz Natal
Não importa se, nesta data ou em outras, não estamos juntos fisicamente; vocês estarão sempre comigo. Família, neste Natal, saiam de casa, vão passar esta data com a sua família, com a família do cônjuge, com a família de amigos. Vão passar com quem nos faz bem, pois todos somos família.

Divirtam-se, riam muito, comam bastante e bebam moderadamente — até porque vou seguir essa rima. Já comecei: estou bebendo moderadamente.

Vamos relaxar, até porque outras tempestades ainda vão nos encontrar, vão nos deixar tristes e lágrimas rolarão pela nossa face. Mas, enfim, basta lembrar que a virada do ano vem, e o próximo ano será melhor.

Um feliz Natal a você e aos seus.
Um feliz Natal a todos nós.
Beijos.

Luz minha

Se a minha luz cegasse os seus olhos, você não viria a mim.
Seus braços não apertariam o meu corpo, e sua boca não procuraria a minha.
Perco a voz quando encontro o seu olhar.
Manda a sua energia — eu gosto tanto!
Na minha vida, o seu amor ancorou.
Você é o meu porto seguro.

Não traí, não iludi.
Foi apenas amor à primeira vista;
na segunda, partiu.

Eu não estava vagando,
eu estava andando.
Eu não estava perdida, nem inerte;
eu estava pensando.
Estava somente pensando.

Senti o efeito passar por mim.
Não é literal; é fato.
Estou me quebrando aos poucos.
Ossos puídos não param de surgir — é certo. Segundo a minha ciência, não há o que fazer.
Rio aqui, pois há coisas que, lá atrás, jamais imaginei existir. Ainda assim, concluí em meu TCC, na Universidade da Vida, que verdades também são cruéis.
Aprendi que o super-homem também envelhece, também sente cansaço, reflete muito e morre.

A dúvida se torna um perigo. Questiono e reflito:
a gente não dá as costas e ainda assim fica sem entender por que passou e não ficou.
Agora o efeito cessou, e tudo se apresenta assim — com dores, e o sorriso não se abre.
Mesmo assim, à sombra, em soslaio, vejo… e pouco entendo.

Nós
A gente se vê e não se incomoda com a linguagem das palavras, nem com a dos corpos.
Na minha visão, somente a sua voz é o meu foco.

Nossos sinais não precisam de explicação: são feitos pela energia, pela telepatia — como o cheiro de doce sob uma lua vermelha, intensa em seu vermelho de magia constante.

Nesse momento, a felicidade torna-se intrigante, e a gente vê e respira poesia em tudo.
Um salve silencioso, cheio de surpresas é transmitido, como energias gritantes, que gritam sem som.
Então, eu acredito na felicidade —
e Deus me livre sair dessa sintonia.

Mas pensamentos pairam como nuvens de chuva e tempestade:
histórias escondem felicidades e tristezas, assim como a vida esconde aquilo que não se pode ver, amar, nem tocar.

Não mate tudo aquilo que depositei em você.
Não se iluda, pois o inferno existe — é insano, mas real.
Não se engane: feche os olhos, sorria e me siga.

Eu lamento não ter o poder nas mãos para consolar a todos,
nem o poder de abraçar cada um.
Resta-me apenas fechar os olhos e, em minha mente,
fazer minha alma ajoelhar-se
e pedir ao Supremo que olhe por seus filhos.

EU somente
Se eu não sentisse essa rede de emoções — por mais clichês que pareçam —, esses sentimentos que me tomam dia após dia, eu não seria um ser humano; seria apenas um ser existente.

Dúvidas
Às vezes, construímos muros e esquecemos por onde sair — ou talvez não queiramos lembrar.
Nessas horas, chuvas de dúvidas persistem e trazem pensamentos tempestuosos.
São esses pensamentos que oscilam a paz do ser humano.
A cada esquina, ruas se formam, e nós continuamos aqui, vivos, em nuvens de interrogações que cobrem a nossa mente.

Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.

A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.

É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.

vida
Ainda que muitos não encontrem a paz,
eu, ao me virar, ainda me encontro.
Ainda me emociono,
ainda que seja apenas um sopro.
Ainda assim, é vida.

E, sendo vida, talvez devêssemos nos sentar e observar onde está o erro,
pois não existe somatório feito de um número só.

Meu dom!
Deus nos concedeu um dom. Cabe a nós explorá-lo, meu amigo.
Não é insanidade — é mérito.

O sopro
Eu escrevo para mim, não para ti.
Recomponha-se. O sopro da verdade e do amor reacendeu meu coração, e, desde então, eu sigo feliz.

Entre Órion e a Saudade

Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.

Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.

Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.

Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.