Nao Julgue meus Sentimentos
Não amei o mundo, nem ele a mim;
Não bajulei seu ar vicioso, nem dobrei
Aos seus idólatras o joelho do sim.
Meu rosto não abriu risos ao rei
Nem repetiu ecos; a turba, eu sei,
Não me inclui entre os seus. Vivi ao lado
Deles, porém sem ser da sua grei;
E à mortalha da sua mente atado
Estaria se não me houvesse precatado.
Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)
Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.
Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.
Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.
Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.
Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.
Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.
Fragmentos que Ecoam
Há instantes que o tempo não leva.
Eles permanecem, suspensos,
como se aguardassem o toque de um olhar
para voltarem a existir.
Não é sobre a imagem em si.
É sobre quem escolheu parar,
sentir, priorizar e preservar um pedaço do mundo.
Sobre quem decidiu que aquele segundo
não poderia se perder no esquecimento.
Cada fotografia é uma ponte:
não liga apenas o passado ao presente,
mas reconecta o coração
às sensações que moldaram quem somos.
No fim, não é sobre a foto,
mas sobre o ato de lembrar.
Sobre guardar, dentro de si,
as marcas invisíveis das emoções
que insistem em ecoar.
Meu olhar, sobre tudo, revela segredos que o silêncio guarda.
Não falo, apenas observo. E nesse gesto de ver, encontro coisas que não têm nome, mas existem. Há uma dor que insiste em se esconder nas frestas, há uma esperança tímida que se veste de sombra. O olhar recolhe o que os outros deixam escapar, aquilo que não cabe nas palavras, mas que grita em silêncio.
Olhar é quase tocar o que não pode ser tocado. É sentir o mundo por dentro, mesmo quando o mundo fere por fora.
Nutro-me de Esperança
Mas não são os demônios que me alimentam — ao contrário, são eles que devoram pedaços que não lhes ofereci.
Eu, frágil, me volto ao céu, onde imagino um socorro que me ultrapassa.
De mim mesma nada sei, senão o cansaço que me habita, mas ainda assim creio. Creio em um Deus que me sustenta sem que eu entenda, um Deus que transborda até o vazio.
E, no entanto, mesmo no meio da fé, eu tremo. Porque dentro de mim existem enigmas que não se dissolvem, pensamentos que me limitam, vozes que dizem: “Não és vista”.
E nesse instante sou humana demais – humana a ponto de duvidar, ainda que creia.
É nesse paradoxo que existo: esperança e descrença, fé e sombra, luz que insiste em nascer da noite.
Carta aberta ao meu eu de amanhã
Eu não sei se consigo. Está difícil — tão difícil que até as palavras me pesam no peito. Mas saiba: estou indo além de todos os limites que imaginei suportar.
Se, por acaso, eu desistir no meio do caminho, não entenda como fraqueza. Entenda que lutei cada segundo com a esperança de te entregar algo melhor do que sou hoje. O eu de ontem é testemunha de quantas vezes precisei ser mais forte do que conseguia, mais firme do que podia, mais resistente do que acreditava ser.
Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Perdoa por não ter sustentado todos os sonhos, por não ter conseguido carregar o peso que me exigiram, por não ter sido suficiente. Se eu desistir, você nunca chegará a ler esta carta — porque terei perdido a guerra dentro de mim.
Mas, se por acaso eu resistir só mais um pouco, saiba que foi por você. Para que viva o extraordinário que eu não me permiti viver.
Porque, mesmo cansada, ainda acredito que o amanhã pode me acolher com mais ternura do que o hoje.
Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.
Eu venho desse chão que ensina, desse povo que acolhe, desse território onde o passado não se perde — ele se transforma em raiz. E é dessa raiz que eu cresço, que eu floresço, que eu me reconstruo. É dela que vem a coragem de olhar o mundo com sensibilidade, de transformar cada fotografia, cada palavra, em memória viva.
Meu trabalho é isso: um gesto de honra. É minha forma de agradecer à terra que me moldou, ao povo que me guiou, à cultura que me abraçou. É sobre eternizar o que muitos passam apressados e não veem: o riso tímido das crianças correndo nas ruas, o cheiro de casa antiga, o cuidado das mãos que fazem o cotidiano acontecer.
Eu faço questão de enaltecer tudo que sou, tudo que me fez ficar de pé: minhas raízes, meu pertencimento, meu crescimento.
Porque antes de qualquer conquista, existe a minha cidade pulsando dentro de mim — e é por ela que eu sigo, contando histórias, preservando memórias, deixando viva a beleza que insiste em existir aqui.
De tudo o que vivi, aprendi que legado não é sobre grandeza, é sobre verdade. É sobre se deixar fragmentar em tudo o que se faz, permitindo que cada gesto carregue um pouco da nossa alma. Porque quando a gente ama o que faz, cada detalhe vira semente — e semente boa sempre floresce no tempo certo.
Eu entendi que viver com propósito é deixar marcas que não se apagam: na memória de quem tocamos, nos olhos que encontram nossas imagens, nas palavras que escrevemos e que ecoam mesmo quando o silêncio chega. A vida é breve, mas o que construímos com amor permanece. Fica no riso que despertamos, na lembrança que guardam de nós, no cuidado que entregamos sem esperar retorno.
O que fazemos bem feito não morre. O que é feito com amor não se perde.
Se um dia eu me for — e todos iremos — que fique o que plantei: a sensibilidade que deixei nas ruas da minha cidade, as histórias que registrei, o afeto com que olhei para o meu povo, a força com que atravessei meus dias.
Meu legado é isso: a soma dos meus fragmentos.
E que cada um deles continue vivendo onde minha presença não alcançar mais. Porque, no fim, só permanece aquilo que nasce verdadeiro. Só fica aquilo que foi feito com amor.
As vezes quando não conquistamos algo, não é que não tenha sido a vontade de Deus não conquistá-lo, e sim, que não nos organizamos para isso.
Encare o fato de que você é responsável por suas falhas e desacertos.
Insista, continue correndo atrás dos seus sonhos, pare somente para beber água.
Valorize o que há de melhor em você e tente melhorar naquilo em que você não vai bem.
Mostre-se mais, deixe que as pessoas te vejam como você é. Nada de fantasias.
Seja autêntico, intenso e verdadeiro.
Tenha o poder de iluminar o ambiente com sua presença.
Acenda o olhar das pessoas quando estiver falando com elas.
Vamos? Você consegue.
E hoje ela estava linda,
mais linda do que sempre!
E, não, não era porque tivesse mudado
ou feito algo de especial em seu visual.
Ela apenas estava feliz
e em paz consigo mesma,
e isso fazia dela a mulher mais linda de todas,
muito mais linda do que sempre.
Como pode esperar que alguém sonhe em chegar às estrelas se não a permite erguer a cabeça e olhar para elas?
Grandes mudanças não ocorrem na aparência, elas acontecem no interior do ser humano. O problema é que nem todos conseguem enxergar.
O meu tempo é agora!
A minha vida não espera decisão de terceiros...
Por esse motivo que eu faço acontecer...
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