Nao Julgue meus Sentimentos

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Veja, eu não vou desistir de você. Mas também não vou te obrigar a ficar. Vou entrar na onda de ser moderninha, independente, fria, mas será tudo mentira minha, uma farsa. Pra ver se você se compadece e volta quetinho.

O tempo lá fora
É diferente
Ele passa depressa
Quase não percebemos
O tempo aqui dentro
É demorado
É alterado
Hora triste
Hora feliz
Onde se diz
Eterno tempo
Que cura tudo
Que tudo lembra
O tempo
Que passa
E me enlaça
Em lembranças
Demoradas
O ontem
O hoje
Um só momento

Meninas não olham bundas, nem braços, nem barrigas saradas. A primeira coisa que meninas olham são os olhos, o jeito de falar, o modo de andar, a alma. O corpo, pouco importa. E quando importa mais que a primeira coisa, não dura por muito tempo. Vai por mim.

Perdeste bens, prazeres, distinções, e a isso consideras grande perda, de que não consegues consolar-te. Mas pouca importância dás à perda da fidelidade, do pudor, da doçura, da modéstia. No entanto, o que nos arranca aqueles bens é uma causa involuntária e alheia a nós; por conseguinte não há desdouro nenhum em per­dê-los. Mas quanto aos últimos, que são bens interiores, se os perde­mos é por culpa nossa; e se vergonhoso e reprovável é não possuí-los, mais digno de censura e de vergonha é perdê-los.

O universo muda. As pessoas mudam eu mudei não sou mais quem era ontem, amanhã não serei quem sou hoje....

Não adianta ficar olhando se a pessoa está online a todo minuto, ou o que ela está postando. Ela não vai falar com você e pronto. Não adianta insistir em algo que você sabe que não vai dar certo. Eu sei que é difícil esquecer, mas é preciso. Apenas siga sua vida e pare de pensar. Quando você menos perceber, tudo aquilo que um dia foi tão para você, não vai passar apenas de mais uma pessoa do seu passado.

O amor é tão importante como a comida. Mas não alimenta.

Não é a verdade que importa, e sim a vitória.

Adolf Hitler

Nota: Trecho de discurso dado em 22 de agosto de 1939.

Não é por acaso que corações se encontram, que almas se conectam, que vidas compõem uma mesma história; há um propósito maior, divino, especial que se manifesta em cada passo que damos, em cada experiência, em cada trajetória designada a nós.

Não se vá com a chuva

Lembro-me bem da primeira vez que a vi. Estava com um vestido azul florido. Com os cabelos escuros soltos sendo levemente bagunçados pelo vento, e suavemente molhados pela garoa. Andava apressada, acredito que não pelo fato de estar chovendo, pois não me parecia incomodada com os chuviscos. Repentinamente virou-se para o lado esquerdo encontrando meus olhos tão fixamente postos sobre ela. Nossos olhares se cruzaram por instantes que duraram uma vida, acredito que não só para mim. Vagarosamente caminhou em minha direção, sem ao menos desviar o olhar adentrou no restaurante em que me encontrava.Não pude conter-me ao vê-la, senti um sorriso moldar-se em meus lábios finos da forma mais convidativa possível. Ela veio sentar-se comigo. Conversamos durante alguns minutos, ou horas, não sei, o tempo era a última coisa que me vinha à cabeça. Eu estava feliz, não sei o porquê, mas eu estava feliz. Não sei se era o fato de estar ali conversando com alguém que acabara de conhecer, e que de alguma forma fazia-me sentir como conhecidos de longa data. Ou por simplesmente estar apaixonado por esse alguém. Não importava. Eu senti como se a felicidade pulsasse por minhas veias. Era algo mágico. Não conseguindo me controlar mais, fui me aproximando cada vez mais de seu rosto, delicadamente prendi a mecha de cabelo que escondia parcialmente seu rosto atrás da orelha, me aproximei um pouco mais e, desisti.
Aqueles olhos castanhos eram praticamente ilegíveis, não conseguia saber se me convidavam ir mais além ou se me repreendiam. Voltei ao meu lugar inicial, e foi à vez dela, esta não se preocupou em ir pausadamente , diferentemente de mim, ela o fez depressa. Nossos lábios se tocaram e se encaixaram perfeitamente. Foi nesse exato momento em que pude desvendar o enigma. Eu não estava apaixonado, não mesmo. Eu estava amando, da forma mais insana e imprevisível, eu estava amando. Ela afastou-se. E consultou o relógio de pulso, dizendo:
- Eu tenho que ir. Estou atrasada para um compromisso.
Ela levantou-se e virou em direção a saída. Vendo isso, a segurei pelo braço e disse:
- Espera. Ao menos me dê seu telefone, por favor.
Ela me ignorou. Andou em direção a porta sem nada dizer. Num impulso andei atrás dela. Correndo, ela cruzou a porta do restaurante e esta se fechou num estrondo. Quando saí já não chovia mais e não restava mais nada, nem um rastro, nada, a chuva se fora e a levara junto. Olhei para todos os lados em busca dela, nenhum sinal, nada. Abatido, entrei em meu carro e dirigi até o trabalho. Durante algumas noites tive pesadelos. Sonhava que em um momento a tinha em meus braços e no outro ela simplesmente desaparecia.
Mas não resolvi contar essa história para desiludir aqueles que sonham com o para sempre, amor à primeira vista ou coisa assim, mas simplesmente por que hoje eu a vi. Lembrei-me do primeiro dia. Ela avançada pelas ruas, deixando que o vento bagunçasse levemente seus cabelos escuros. Mas a diferença foi que dessa vez ela não andava depressa, e também estava acompanhada. Não podendo mais conter minhas lágrimas, chorei sem disfarçar. Por um instante senti o calor de seu olhar, jamais conseguirei saber se foi delírio meu. Mas por um instante em que a olhava revivi os momentos naquele restaurante, pude ouvir em minha mente o som repetitivo de seus sorrisos, pude sentir o calor de seus lábios novamente, vi todo o amor que em mim ainda não passou, mesmo depois de todos esses anos. Um dia acreditei em para sempre, em amor à primeira vista, mas tive a infelicidade de perdê-lo no mesmo dia.

A solidão não se encontra. Nós é que a fazemos.

A maturidade é uma decepção amarga para a qual não existe remédio, a não ser que o riso possa ser usado para remediar alguma coisa.

As estrelas não possuem o mesmo tamanho e, portanto não tem a mesma intensidade de luz, no entanto, é a soma de todas que deixa a noite iluminada. Seja como elas, não invejas as luzes dos outros, mas alegra-se por também somar-se junto a elas e transformar o mundo mais bonito.

O que te faz um ser humano virtuoso não é o que você faz durante o Natal e o Ano Novo, mas sim é o que você faz durante o Ano Novo e o Natal.

Um filósofo é, portanto, alguém que reconhece que há muitas coisas que não entende. E isso aflige-o. Deste ponto de vista, é porém mais sábio que todos os que se gabam do seu pretenso saber.

A coisa mais gostosa no amor é quando as palavras já não se fazem tão necessárias quanto as atitudes, um olhar, um acenar do olhos, um movimentar das mãos ja é o suficiente para nos fazer sentir a pessoa mais amada do mundo. É quando os momentos são eternos, e os sentimentos são identificados pelas lembranças mais simples, um passeio, uma música, uma gargalhada, uma piada, um beijo, uma viagem , uma flor, um bombom ,um cafuné, um proteger de conchinha ou até mesmo um simples toque que fica na sua memória por um vida. A coisa mais gostosa no amor é quando passamos a nos comunicar apenas com a alma e com o coração,sem ser preciso conjugar o verbo amar,mas apenas senti lo...


E pra você? Qual é a coisa mais gostosa no amor?

A democracia não pretende criar santos, mas fazer justiça.

Olhar de Capitu?

Quando te vejo
Não consigo resistir
Parece me seduzir
vejo em você o olhar de Capitu
E me pergunto, quem és tu?
Parece me puxar
Como uma ressaca do mar.

Não me calo perante ameaças,
não me envergonho do que não tenho culpa,
respeito quem me respeita
e defendo quem merece minha dedicação e o meu amor.

Esse ponto de contato interior, apesar de toda a sua importância, não é, entretanto, mais do que um ponto. Após o longo período de materialismo de que ela está apenas despertando, nossa alma acha-se repleta de germes de desespero e de incredulidade, prestes a soçobrar no nada. A esmagadora opressão das doutrinas materialistas, que fizeram da vida do universo uma vã e detestável brincadeira, ainda não se dissipou. A alma que volta a si permanece sob a impressão desse pesadelo. Uma luz vacilante brilha tenuemente, como um minúsculo ponto perdido no enorme círculo da escuridão. Essa luz fraca é apenas um pressentimento que a alma não tem coragem de sustentar; ela se pergunta se a luz não será o sonho, e a escuridão a realidade. Essa dúvida e os sofrimentos opressivos que ela deve à filosofia materialista distinguem nossa alma da alma dos primitivos. Por mais levemente que se a toque, nossa alma soa como um vaso precioso, que se encontrou rachado na terra. É por isso que a atração que nos leva ao primitivo, tal como o sentimos hoje, só pode ser, sob sua forma atual e factícia, de curta duração.
Salta os olhos que essas duas analogias da arte nova com certas formas de épocas passadas são diametralmente opostas. A primeira exterior, será sem futuro. A segunda é interior e encerra o germe do futuro. Após o período de tentação materialista a que aparentemente sucumbiu, mas que repele como uma tentação ruim, a alma emerge, purificada pela luta e pela dor. Os sentimentos elementares, como o medo, a tristeza, a alegria, que teriam podido, durante o período da tentação, servir de conteúdo para a arte, atrairão pouco o artista. Ele se esforçara por despertar sentimentos mais matizados, ainda sem nome. O próprio artista vive uma existência completa, relativamente requintada, e a obra, nascida de seu cérebro, provocara no espectador capaz de experimentá-las, emoções mais delicadas, que nossa linguagem é incapaz de exprimir.