Nao Julgue meus Sentimentos
Existem lágrimas que só um amigo de verdade consegue ver; porque elas não brotam na superfície dos corpos, mas na intimidade do coração.
O amor não é incondicional coisa nenhuma, tem suas fragilidades de matéria orgânica. Estraga, esgarça, rasga, inflama, acaba. E como acaba. É feito gente, depende do que vive.
O dia que eu coloquei meu passarinho no dedo, levei ele pra rua e ele não quis ir embora, mesmo podendo voar, eu entendi o que é liberdade. É querer estar junto mesmo com milhares de outras possibilidades lá fora. É poder ir e querer ficar.
"(...)Realmente, quando se observa a vida no seu crisol de dor e de prazeres, não é possível cobrir o rosto com uma máscara de vidro nem impedir que os vapores sulfurosos nos ofusquem o cérebro e nos turvem a imaginação com fantasias monstruosas e sonhos disformes. Há venenos tão sutis que, para os conhecer, cumpre experimentá-los. Há males tão estranhos que, pra lhes entender a natureza, é preciso contraí-los. Ainda assim, que grande recompensa recebe o observador! Em que maravilha se torna o mundo aos seus olhos! Notar a lógica singular e inflexível da paixão, a vida colorida e emotiva da inteligência...verificar onde se cruzam e onde se apartam, que delícia! Que importava o custo? Não há preço demasiado alto para semelhante sensação. (...)"
Não há vida sem morte, como não há morte sem vida, mas há também uma “morte em vida”. E a “morte em vida” é exatamente a vida proibida de ser vida.
Explosões
"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões.
Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos.
Quando eu errei contra alguém, tive a hombridade de pedir perdão, o que para mim não é nenhuma humilhação, mas ter a humildade de reconhecer que falhou, isso é para poucos.
Faça do hoje um dia especial, os segundos que se passam não voltam. Tire fotos, se prepare, dê um belo sorriso, perdoe, ame com todas as suas forças.
Não importa a dificuldade de lutar. Lute! Procure forças, sinta-se forte, não importa o tempo que dura sua luta, faça sua parte. Lute sabendo que no final a vitória sempre vem e quanto maior for a luta, maior será a sua vitória.
Hoje, algo não muito agradável me despertou uma imensa reflexão a respeito da existência humana...esse curto momento que passamos na terra, que a primeiro momento parece ser eterno, torna-se tão cômico e trágico que não percebemos que as coisas são tão rápidas, tão intensas, tão tristes, felizes...
Sempre foi cheio de objetivos, e isso se perpetuou durante toda minha adolescência: vestibular, universidade, provas, trabalho, na busca de uma vida um pouco melhor. Por incrível que pareça, nunca me liguei muito em felicidade pessoal...pensei sim em realização pessoal, o que é totalmente diferente. Talvez a questão seja essa: nunca refletir que as duas coisas são totalmente distintas...
Hoje aprendi uma coisa muito importante, que talvez eu leve como bandeira de defesa para todos os dias de minha vida: há coisas mais significantes no mundo que o nosso próprio mundo...nossas realizações, objetivos, modo de vida, convicções, atitudes, ideologias, filosofias, sentimentos....tudo isso não se resume em tudo....há sempre algo novo a ser conquistado e que por alguns segundos se transforma em realização pessoal, FELICIDADE.
A felicidade nem sempre está nas coisas boas, férteis. Às vezes é necessário a tristeza, a saudade a solidão para percebermos que ela existe, e mais ainda... para percebermos que ela não é algo transcendental, longe, intocável, pelo contrário...ela estar tão perto, mais tão perto que nem a percebemos.
Às vezes tenho uma imensa vontade de fazer-me pensar de que as coisas podiam ser bem mais fáceis, sei lá...a vida podia ser bem mais aproveitável! Pra que viver num sistema ignorante que nos leva ao trabalho, ao estudo, as regras sociais, por que não ser livre??...pois bem....graças a Deus que isso é apenas uma vontade psicótica, e não uma vontade realística, menos mal.
Confesso que tinha uma velha convicção. Confesso também que pensava que convicções eram convicções: irrefutáveis. E mais uma vez a vida me ensinou que nada é para sempre, as coisas mudam, o mundo muda...e porque não as pessoas?
Por muito tempo vivi isolado. Pensava que o isolamento, talvez era de certa forma normal. Mas o mundo é imenso!! Existem tantas diversidades, tantas culturas, tantas pessoas...quanta gente!
Hoje meu dia valeu por anos já vividos! Descobrir o verdadeiro valor da felicidade! Descobrir que a verdadeira felicidade não estar no meu trabalho, na minha casa, nas minhas convicções, na minha posição social e até mesmo na minha liberdade! Hoje descobrir que a verdadeira felicidade está nas pessoas! E são nelas que encontramos os verdadeiros motivos de seguir em frente, de continuar a luta pela existência e mais ainda...é nas pessoas que descobrimos o verdadeiro sentido da vida, aquela força que te faz levantar todos os dias e enfrentar tantos desafios, certas vezes, da nossa própria ignorância.
Hoje aprendi que a felicidade está no amor, e que o amor está aí...solto, livre, de portas abertas, como uma piscina imensa que te convida a se jogá-la.
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