Nao Julgue meus Sentimentos

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Tá guardado...


Tá guardado no coração,
Através dos meus beijos já quis te dizer tantas coisas,
Quantas vezes te apresentei os meus sentimentos e você nem percebeu?
Foram incontáveis gestos e ações entregues nos teus dias de bandeja e mesmo assim, você sentia fome,
Depois de muito querer em vão, depois de sentir que não estava valendo mais a pena jogar sem cartas, preferi guardar o que restou do meu amor em poucas folhas de rascunhos para mostrar apenas a saudade quando ela quiser me visitar.

*Hoje a minha maior disputa será eu versus eu, e em meus versos, só serei eu versus eu, eu criança versus eu adulto, eu longe de ti versus eu, assim me vejo versando sem lembrar do eu versus eu, até que!*
(Saul Beleza)

Me disseram que sou medíocre ao fazer minhas postagens e escrever meus versos, gostei de saber disso, mas te falo com toda minha mediocridade, não escrevo para te agradar, escrevo por ter vida.
(Saul Beleza)

Nem imagina o estrondo que saudade faz
Ecoa no peito, sem parar
Eu aqui com meus madorno, sonhos repentinos
Vendo tua imagem, sem te encontrar

A distância é um abismo, que não se cruza
Só resta a memória, e a vontade de voltar
Mas por agora, só resta sonhar
Com o reencontro, e o abraço que vai durar.
(Saul Beleza)

Quando a felicidade vacila e some,
E a tristeza invade, trazendo dores, fazendo um estrago nos meus dias, no peito um nó,
mas mesmo na sombra, uma luz pode brilhar,
Quando a escuridão aperta o cerco
E o silêncio é o único som.
Lento, o tempo passa, e a dor não cessa
contudo no fundo, uma faísca resiste, um pulsar.
E essa faísca, pequena e frágil é a chama da esperança, que não quer morrer.
Ela lateja, lateja, e aos poucos cresce e ilumina o caminho, e a dor começa a ceder.
(Saul Beleza)

Chega mais,
Já tirei os sapatos na porta da tua frase,
e espalhei meus versos pelo colchão.


Se aqui também é seu lugar,
vou puxar uma cadeira feita de nuvem
e pendurar um quadro torto na parede
com o título: "Casa onde o preciso vira poesia"


Traga um bule de ideias fervendo
aqui tem um barulho de grilo afinado em lá menor
pra gente rir do silêncio quando ele ficar sério demais.
Tô em casa. Qual cômodo a gente bagunça primeiro?
(Saul Beleza)

*Toda Tarde*

Todas as tardes dos meus dias
Carregam uma saudade que machuca.
Ela acorda quando tocam antigas canções,
Aquelas que têm cheiro de nós dois.

E o sol, cúmplice, vai pro horizonte
Me chamando pra ver o dia morrer.
É convite e é lembrete:
Tudo passa, mas nem tudo vai escurecer.

Hoje eu vejo: o tempo correu.
Levou meses, levou anos, levou pressa.
Mas não te levou.
Você ficou presente desde aquela tarde
Até esse agora em que escrevo.

A saudade não apagou.
Ela só aprendeu meu nome,
Sentou do meu lado no anoitecer
E me ensinou que lembrar também é forma de ficar.

Tem memória que é ferida e tem memória que é casa. E a minha parece ser as duas.
(Saul Beleza)

*O tempo:*

O tempo calou minha voz, anuviou meu olhar, desacelerou meus passos, encheram de neve meus cabelos.
*Tudo tem seu tempo e passa,* e se você não si ligar vai passar com o tempo sem ver o tempo passar.
*Maldito seja o tempo que passa tão ligeiro e bendito seja o tempo que nos deixa envelhecer.*
Hoje sou o tempo, que de tempos em tempo não me deixa te esquecer.
*Volta! Ainda temos tempo.*
(Saul Beleza)
Maio/2026

*Louca Madrugada*

É na noite que dorme e na madrugada que é curta,
que meus pensamentos em ti são longos e tortos.
O travesseiro molha, o relógio não anda,
e o coração insiste em te chamar.

Todo mundo descansa, menos a saudade,
ela fica acordada fazendo amizade.
Com lembrança, com dor, com o que ficou pra trás,
e eu conto estrela até clarear.
(Saul Beleza)

Como fugir de mim mesmo? Como fugir dos meus próprios pensamentos? Para onde eu for, eu estarei lá, e esse é o problema.

- Priscila de Arau

Tal qual as folhas secas que dançam ao capricho dos ventos do norte, meus pensamentos errantes se deixam levar por um ser que jamais repousa em morada fixa.

As noites são oficinas pensantes e meus pensamentos são rabiscos que gritam, torturados e sem sentido, como se um cego fosse condenado a tropeçar eternamente sobre os cacos da própria existência.

Meus pensamentos inquietantes são labirintos de fumaça, torres que se erguem em noites sem fim. Nunca dormem, nem se calam, e a tormenta que me acompanha é um vigia de cristal, refletindo em seus prismas cada medo que ouso sentir, cada memória que se recusa a morrer.

Cada desafio colou meus pedaços e me fez inteiro de novo.

Já fui menor que meus erros, sou maior que minhas correções, a autoexigência agora vem com compreensão, o balanço me mantém em pé.

Meus erros me trouxeram pulso, com ele corrijo-os e avanço, a direção é mais nítida hoje.

Meus limites foram redesenhados pela prática, hoje sei até onde posso rasgar sem perder a trama, a ousadia ganhou contorno seguro.

Meu passado foi um pedregal que feriu meus pés a cada passo. O terreno era árduo, coberto de espinhos e tropeços, e por vezes pensei em desistir. Mas hoje entendo, cada pedra teve um propósito. As dores que antes me faziam parar, agora me ensinam o valor do caminho. Nem todo sofrimento foi castigo, alguns foram lições disfarçadas de quedas, preparando-me para o chão firme que piso hoje.

Deixe que a fragrância da sua chegada suplante o incenso dos meus ritos; seu nome sussurrado é o único aroma que purifica o templo da minha alma.

É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.