Nao Julgue meus Sentimentos

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Tenho poucos, mas bons amigos, e os meus amigos escolho eu.


Benê Morais

O Barulho do Silêncio

O barulho do silêncio em meus ouvidos é um cântico profundo de uma luta sem fim.

Ou talvez esse barulho seja tão alto, intenso e veloz que eu, em meus devaneios, ainda não tivesse percebido o quão forte me torno na presença do silêncio.

Meu silêncio sempre está comigo.
Meu silêncio fala, grita e chora.
Meu silêncio sussurra, acolhe e abraça.
Meu silêncio eu não divido, não compartilho com ninguém.
Meu silêncio é meu, somente meu.

Foi assim que decidi certo dia.

Mas nem tudo acontece conforme nossos pensamentos ou decisões tomadas nas horas mais nebulosas de nossas vidas.
E foi assim que comecei a abrir as janelas dos meus olhos e a porta do meu coração.

O silêncio não mata.
No entanto, pode presenciar a morte chegar.

De vento em vento


Já quis dizer tantas coisas , mas os meus pensamentos geralmente refletem meus sentimentos, então preferi deixar eles escoarem com a sua fluidez natural sem afetar ninguém pelo caminho.

meus filhos sao td para mim

*
"Meus versos quais pássaros,
criaram asas e voaram antes da colheita da escrita,
e meus olhos registraram aqueles vôos"


***

Meus objetivos sabem ,
Quem é o samurai da vez.

Deixe que a fragrância da sua chegada suplante o incenso dos meus ritos; seu nome sussurrado é o único aroma que purifica o templo da minha alma.

É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.

Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.

Apesar dos meus olhos estarem marejados e o futuro incerto, eu já tinha em mim a certeza da verdade mais poderosa do universo, o fundamento da minha fé: o Cordeiro de Deus, Jesus, morreu por mim um dia para me dar vida e esperança, meditar nesse sacrifício, no quanto sofrimento Ele abraçou, como foi ferido e humilhado em favor de um pecador como eu, me fazia compreender que aquele amor silente e paciente me alcançava em todos os momentos da minha fraqueza.

Já caminhei sem direção, mas nunca sem esperança, ela me guiou quando meus olhos estavam cegos, e quando abri os olhos percebi, eu estava no caminho certo o tempo todo.

Eu me reconstruí tantas vezes que já sei montar meus próprios escombros, sou especialista em renascimentos, e isso me dá orgulho, viver é arte contínua.

A fé me salva de mim mesmo, dos meus excessos, dos meus impulsos, das minhas sombras, ela é minha luz interna.

A luz intensa do farol feriu meus olhos, dividindo a noite e revelando a verdade nua de dez mil almas emudecidas.

Há um piano em meus ossos que toca notas quebradas, cada acorde é um pedaço de mim que insiste em existir. Quando a cidade dorme, a música remexe entulhos antigos, e eu me descubro inteiro nas frestas de um acorde menor.

A solidão que carrego às vezes veste meus melhores trajes. Sai comigo para jantar, sorri, cumprimenta desconhecidos. No trecho de volta, tira a máscara e chora soprando o travesseiro, como quem revela ao mundo a própria face cansada de fingir.

Meus sonhos se enrolam como fios de lã mal tricotados. Às vezes puxo um fio e desfaz tudo que fiz. Outras, consigo transformar em manta para me cobrir. A habilidade é saber quando parar de puxar. E aprender a tricotar com as mãos que tenho.

Há manhãs em que o céu parece ter riscado meus planos. Reescrevo com caneta de paciência. Algumas letras saem tortas, mas ainda dizem algo. Aprender a reescrever é dom que a vida impõe. E a cada versão, eu sou menos imaturo.

O medo ensina geografia de meus limites. Se eu o enfrentar com cuidado, amplio fronteiras. Se cedê-lo sem luta, empobreço de coragem. Aprendo a lidar com ele como quem estuda mapa. E, aos poucos, bordo novas rotas em mim.

Sou confidente da madrugada, ela é a única que aceita minhas versões sem filtros, meus colapsos e minhas confissões inconfessáveis.