Nao Julgue meus Sentimentos

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"A doce madrugada.
As vezes fria e gelada.
A madrugada.
Amiga incansável, ouve meus pesares, atenta e calada.
É doce a madrugada.
Por quantas vezes o teu perfume não me lembrou o da mulher amada?
Ah madrugada.
Quantas vezes deixou gelada e secou-me do rosto cada lágrima?
Solitária é a madrugada.
Mas ainda sim acolhe a quem nela busca um refúgio pra alma.
Madrugada, traz calma à minha mente perturbada.
Madrugada, faço de ti minha companheira amarga.
Peço-lhe madrugada, me leve o frio e traga-me a o calor da alvorada..."

Meus amigos, desta vez escolhi passar o final do ano 2025 na cidade mais quente de Moçambique. Tete, a conhecida Cidade das Quininas, terra de calor intenso. Boas festas e que tenham um bom ano. Perdoem-se, sempre. Protejam-se.

“Que a poesia continue a ser um meio de libertação”

Vem, tece o silêncio em meus ouvidos
Vem, tece o descanso em meus olhos
Vem, acalma a turbulência do meu coração
E até deste dia o término, vem

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."

Pedi ao Papai Noel:
-que me lembre de usar mais os meus ouvidos do que a minha boca
pois ouvindo os meus amigos posso fazer algo. Falando serão apenas palavras!
-que me dê firmeza no meu andar
pois sei que se exercitar os meus passos estarei mais forte e não me deixarei cair, mas se cair terei forças suficientes pra levantar!
-que me dê uma saúde impecável
para que eu possa trabalhar dia-a-dia e vencer pelo meu próprio esforço!
-que a minha casa seja firme
pois sei que se provações vierem, lá será a minha fortaleza e o meu refúgio!!!
Por fim pedi muito paz, beleza, dinheiro, amor e talento pro meus inimigos, pois assim talvez quem sabe eles sosseguem e vivam a vida deles felizes como eu sou!!!

Bom dia, meus queridos amigos!
Amanhã será um novo amanhã.
Só a fé nos garante uma boa colheita.


Benê

"Pus meus sapatos na janela alta, sobre o rebordo.
Céu é o que lhes falta pra suportarem a existência rude.
E lá, imóveis eles sonham
Que são dois velhos barcos abandonados
À margem tranquila de um açude."

Por isso, quando meus olhos veem uma coisa e meu estômago sente outra, eu parei de discutir. Eu sigo o estômago. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)

Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:

“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”

⁠Mudei meus pensamentos e com eles meu mundo mudou.

Passando para desejar uma Ótima Semana a Todos os Meus Irmãos .......


RAPESEIROS !!!!!


Até.......

Eu vejo você nos meus olhos.

Perdi meus amores e minha família, agora só tenho os remédios.

Que os teus olhos sejam os meus esta noite.

Tirando a venda de meus olhos⁠, pude ver.

Foi nesse contexto que eu nasci.


Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.


Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.


Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.


Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.


O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?


Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.


Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.


Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.


Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.


Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.


É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.


Fernando Kabral


7 de janeiro de 2026
9:58


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Tudo o que escrevo é sobre mim, minha vida e meus pensamentos. Sou minha única referência, portanto o que digo sou eu mesma em palavras.

Alma das sensações


Amar os detalhes
Leveza cativa meus olhos
Movimenta meu navegar
Demasia das aspirações
O ar do vento, estou a contemplar
Singularidade do existir
Intensidade voraz sedenta
Por Momentos em extrema conexão
Com os sentidos das palavras.

Eu sou mais forte do que meus medos e mais sábio do que minhas fraquezas.

Se hoje você questionasse: 'como minhas amizades, meus estudos e o passar dos anos transformaram meu relacionamento e eu mesmo?' — não acharia que a resposta é a prova de que você está sempre crescendo?