Nao Julgue meus Sentimentos

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Ester Melinda,
você carrega dentro de si uma força que o mundo ainda não viu por completo. Continue avançando com coragem, porque cada passo seu ilumina o caminho — e o melhor ainda está por vir.
Você é capaz. Acredite.

HIPOCRISIA
Ilusões?
São doces,não são?
A verdade costuma doer
Perfurar o peito
até ele sangrar.

É mais confortável se enganar, não é?
Esconder seu verdadeiro eu, dos outros
Porque assim, ninguém vai lhe julgar
Bater e matar.

É uma grande tortura
Se afastar de coisas que ama
Para salvar o pouco
que restou de você mesmo, não é?

Ou então quando
Esconde a dor em seu olhar
Com um patético sorriso,
suficiente para que acreditem
que as palavras proferidas por eles não machucam,
Não ofendem.
Quando na realidade
Te matam pouco a pouco
TODOS OS DIAS!

Hipócritas!
Dizem amar,
Mas,
Ferem
Violentam
Batem
Ofendem
Os que não se adequam a seus fantasiosos padrões.

Hipócritas!
Dizem que amam
Mas nunca amaram ninguém
A não ser, a si próprios.

Hipócritas!
Dizem lutar pela verdade
Mas mentem para si mesmos
De que os fins justificam os meios!

Hipócritas!
Dizem defender a vida
Mas nos matam
Todos os dias.

Hipócritas!
Se dizem humanos,
Mas esqueceram a sua humanidade
Nas profundezas da escuridão.

Hipócritas!
Não são nada mais que farsantes
Iludidos,
Pelo próprio fanatismo.

As vezes fingimos ser quem não somos. E⁠ acabamos perdidos em nós mesmos!!

NÓS, HUMANOS, SOMENTE OBEDECEMOS. NADA MAIS! E, OS FINAIS FELIZES NÃO EXISTE. TODOS MORREMOS NO FINAL DE TUDO! DEPOIS DOS 30 ANOS, SÓ DOENÇAS E DORES NO CORPO INTEIRO. E, SE NÃO TIVER DINHEIRO PARA CUIDAR E BUSCAR TRATAMENTO, ACABA ADIANDO A SUA MORTE. É A REALIDADE DE TODOS NÓS!

" Ser espírita não consiste apenas em acreditar na imortalidade da alma.
Consiste em cultivar uma disciplina intelectual.
Questionar.
Pesquisar.
Comparar.
Estudar.
Corrigir-se.
Abandonar opiniões quando os fatos demonstram seu erro. "

SOMBRA FERIDA NO OSTRACISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No meu porão não há arco-íris, há neblina e luto
um veludo de pó que emoldura o corte do absoluto.

As paredes, urnas frias, suspiram úmidos segredos,
onde a luz morreu em filas, sepultada entre medos.

Há um perfume de velório, metálico e ancestral,
cheiro de livros podres, de promessas em funeral.

As tábuas gemem documentos de infância em decomposição,
e eu, órfão de auroras, escuto o peito em erupção.

Os vermes fazem coro num idioma de sal,
recitam o credo antigo da desordem e do mal.

Não vêm risos prometidos das pontes do horizonte,
só ecos de um requiem que secos meus ossos aponte.

A túnica do sonho jaz rasgada, sem bordado,
e a esperança, cadáver, exala ar frio e embargado.

Vejo, entre teias grossas, um retrato de saudade,
o olhar do tempo fechado numa urna de verdade.

Quem trouxe velas aqui? Quem desabou essa cal?
E somente o vento com fome, sussurra: _ o funeral.

Não há prisma que ministre cores à noite do abandono,
apenas o vinho azedo do remorso e do engano.

As rimas que eu buscava, como penas, se desfazem,
perdidas nas catacumbas onde as vontades jazem.

E o coração, esse pássaro morto, pesa como um sino
que bate sem crença, anunciando o próprio destino.

Aqui as estrelas não descem; apenas descem os lamentos
de uma geometria morta, sem mapas nem alentos.

Trazem-me vozes em latim as lembranças desbotadas,

orações incompletas por almas já extraviadas.
E eu, médico das sombras, abro o livro da ruína,
escrevo nela com lágrimas a página da ladainha.

Não espero salvação que salvação há no pó?
A salvação é miragem, e o porão é o seu nó.

Se há amor, é funesto; se há fé, é contrição;
se há cor, é somente a púrpura da minha instrução.

Por fim, deixo aos ratos as medalhas do desvelo
e à penumbra consagro este pobre desassossego.

No meu porão não há arco-íris, há silêncio e ossos
e a voz do tempo que bebeu todos os nossos esforços.

E se acaso amanhã algum raio ousar romper o chão,
ele morrerá engasgado na cova da razão.

Assim reclamo meu tribunal de sombras e lutos,
onde escrevo, com sangue frio, os versos absolutos.

Que fique a certidão: no fundo desta invenção,
não há arco-íris só a eterna, sublime condenação.

NÃO DESISTA DA VIDA.
Há vida por toda parte: no infinitamente pequeno e no infinitamente grande. A vida pulsa nas galáxias e nos átomos, nas florestas e nas sementes, no nascer do sol e no silêncio da noite. E tu?
Tu és filho da Vida e do Pai da vida. Foste chamado não apenas para existir, mas para viver, aprender, amar e ser esperança. Sê vida na vida de alguém. Às vezes, uma palavra de carinho, um gesto de bondade ou um olhar de compreensão basta para reacender a luz de um coração quase vencido pelo desalento.
Ainda que os dias pareçam cobertos por nuvens espessas, o sol continua existindo acima delas. Há dores que nos fazem acreditar que tudo terminou, quando, na verdade, estamos apenas atravessando uma estação difícil da existência. Nenhuma tempestade possui autoridade para apagar definitivamente a luz que habita a alma.
A vida não se mede apenas pelos momentos de alegria, mas também pela coragem silenciosa de continuar caminhando quando o coração está cansado. Cada lágrima derramada pode tornar-se a semente de uma compreensão mais profunda, de uma força que ainda desconhecemos em nós mesmos. É justamente nas noites mais escuras que aprendemos o verdadeiro valor da aurora.
Talvez hoje você não consiga enxergar sentido. Talvez o amanhã pareça distante. Ainda assim, permaneça. Há encontros que ainda não aconteceram, abraços que ainda não foram dados, páginas que ainda não foram escritas e amanheceres que esperam apenas que você esteja presente para contemplá-los.
Nenhuma noite é eterna. O tempo transforma a paisagem da alma. Feridas cicatrizam, saudades aprendem a conviver conosco e esperanças, por menores que pareçam, renascem quando menos esperamos. O que hoje parece um fim poderá revelar-se, amanhã, como o início de uma história mais bela e mais madura.
Se o peso estiver grande demais, não o carregue sozinho. Procure alguém de confiança, um familiar, um amigo ou um profissional. Pedir ajuda não diminui ninguém; ao contrário, é um gesto de coragem, humildade e amor pela própria vida.
A sua existência possui um valor que não diminui por causa do sofrimento. Você importa. Sua história importa. Sua presença faz diferença, ainda que você não consiga percebê-la neste instante. Enquanto houver um único sopro de vida, haverá também a possibilidade de um novo começo, de uma reconciliação, de uma alegria inesperada e de uma esperança renovada.
Não desista da vida.
Permaneça.
O amanhã pode revelar aquilo que hoje as lágrimas ainda não permitem enxergar.
Vive. Ama. Espera. E, por onde passares, sê vida na vida de alguém.

REFLEXÃO AMIGA.
Essa mensagem, ela pode servir como incentivo a quem atravessa um momento difícil. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, para quem está em intenso sofrimento emocional, palavras de esperança podem ser um primeiro passo, mas buscar apoio de pessoas de confiança ou de um profissional também é um ato de coragem e cuidado consigo mesmo.
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Capítulo XIX
ONDE NADA FICARÁ, EXCETO O QUE NÃO FOI TOCADO.
Livro: Não Há Arco-iris No Meu Porão.
Autor:
* Escritor:Marcelo Caetano Monteiro

* Joseph bevouir - Escritor.

“Entre mim e Camille, não há distância. Há reverência.”
— Joseph Bevoiur, pensamento não pronunciado, jamais escrito.

Não haverá eco.
Não haverá papel amarelado,
nem vestígio deixado entre tábuas podres ou livros ressequidos.
Nada restará ao mundo
daquilo que entre nós jamais foi dado,
e por isso permanece.

O que houve se é que se pode chamar de haver não se dobra em datas,não cabe em epitáfios,
não tolera testemunhas.

Foi um amor tão absoluto
que não ousou acontecer.

E é por isso que resiste.

Pois tudo o que se consuma,
morre.

Camille Marie Monfort existe em mim como um cântico que jamais foi entoado,mas que ressoa em cada vértebra da minha alma.

Não se toca Camille.
Ela não habita o passado, nem o futuro.
Ela está no centro exato da ausência.

Cada vez que tentei nomeá-la,ela me escapou.
Cada vez que a desejei,
ela me silenciou.

E por isso a amo.
E por isso não a tenho.

E por isso — ainda assim sou inteiro com ela.

(Este capítulo não será encontrado. Ele apenas acontece quando alguém o sentir e depois, se dissolve. Assim como ela.)

"Quando a verdade depende de um calendário, é o calendário que envelhece, não a verdade."

AMANHECERES QUE NÃO CABEM NO TEMPO.
Minha alma repousaria silenciosa ao teu lado como uma vela antiga acesa diante de uma catedral esquecida pelo mundo. Tu não serias apenas presença. Serias a delicadeza invisível que faz o amanhecer parecer menos cruel aos que sobreviveram às próprias noites.
Imagino-te chegando com os cabelos ainda tocados pela penumbra da madrugada. O vento movendo lentamente as cortinas. O céu indeciso entre o cinza e o dourado. E sobre a mesa apenas aquilo que os verdadeiros sentimentos necessitam para existir. Um pedaço de lápis já gasto pela insistência da alma. Um papel rasgado. Frágil. Quase abandonado. Contudo, transformado em eternidade pelas mãos de quem ama.
Porque certos universos não são construídos com grandezas. São erguidos por vestígios. Por pequenas ruínas sentimentais. Pela caligrafia tremida de alguém que escreveu enquanto o coração doía em silêncio.
Tu és exatamente essa arte impossível de reproduzir. Não pela beleza exterior somente. Mas pela impressão metafísica que deixarias sobre tudo o que tocasses. Como se tua existência tornasse o mundo menos áspero e mais respirável.
E nesse quarto ainda impregnado pela quietude do amanhecer, eu compreenderia que o amor verdadeiro raramente chega como espetáculo. Ele surge como um sussurro. Como uma presença que senta ao lado do escuro misterioso sem medo de contemplá-lo.
Então eu guardaria esse pequeno papel rasgado como quem protege uma relíquia esquecida pelos séculos. Porque nele existiria mais verdade do que em bibliotecas inteiras. Mais humanidade do que em discursos monumentais. Mais eternidade do que muitos juramentos feitos sob o orgulho dos homens.
E quando o primeiro raio de luz atravessasse lentamente a janela, tua existência pareceria uma obra desenhada entre a melancolia e o infinito. Minha arte. Meu fragmento celeste. Meu amanhecer sobrevivendo dentro daquilo que ainda resta de mim.

"A dor é a única visitante que não bate à porta. Ela simplesmente senta-se ao nosso lado e aguarda que percebamos sua presença."

"Certas lágrimas não nascem dos olhos, mas das ruínas silenciosas da alma."

"Existem feridas que não desejam cura. Desejam apenas ser compreendidas."

"A melancolia é a memória das coisas que o coração não conseguiu sepultar."

"Alguns abismos não foram feitos para nos destruir, mas para nos ensinar a contemplar as estrelas de baixo para cima."

"A dor não é apenas uma perda. É também o testemunho de que algo foi amado."

" As lágrimas não representam apenas sofrimento. Elas revelam consciência, compaixão, arrependimento, amor e transformação. São a linguagem silenciosa da alma diante dos mistérios que a razão, sozinha, não consegue explicar. "

"Quem chora por amor não está diminuído; está apenas revelando a grandeza daquilo que perdeu."

"A vida não se mede pelos anos que atravessamos, mas pelas verdades que descobrimos enquanto caminhamos."

" Há corações tão cansados que não esperam mais por milagres; apenas aprendem a sofrer com paciência. "