Nao Julgue meus Sentimentos

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A verdadeira sensação de bem-estar não depende do acúmulo de riquezas. A paz de espírito, a saúde física e emocional, os vínculos afetivos e o contentamento com a própria existência são os verdadeiros pilares da Felicidade. P.G

A aprovação alheia não define quem você é.

É Melhor Guardar o Coração Para Não Despedaçar Por Causa da Pessoa Errada.

Deus não depende do intelecto para manifestar Sua grandeza.
Belchior C.

Evitar o "primeiro passo" ou a repetição do erro é a estratégia mais eficaz para não se tornar prisioneiro de um ciclo vicioso. É muito mais fácil prevenir o estabelecimento de um hábito destrutivo do que tentar desfazê-lo depois que ele está consolidado. P.G

É melhor não acostumar pecar para não viciar.

Lembre-se do seu valor: O seu valor não muda por causa do que os outros dizem. Você é especial exatamente como é.

Quem nasce torto não morre torto porque Jesus endireita.

A Pessoa Certa Não Vai Te Maltratar.

Para lidar com as pedradas da vida, lembre-se: "Uma árvore que não produz frutos nunca é apedrejada." Se estão tentando te ferir, é o seu brilho e suas conquistas que estão incomodando. Transforme as pedras da crítica em degraus para o seu crescimento. P.G

A Pessoa Certa Não Quer Aventuras Erradas.

Não converse com a pessoa errada para não ficar despedaçada.

A Pessoa Certa Não é Egoísta, Interesseira e Materialista.

Crescimento pela dor: Muitas vezes, o que traz amadurecimento são os momentos difíceis que não escolheríamos passar. P.G

A Gente Não Seria Feliz Se Deus Realizasse Todos Desejos do Nosso Coração.

Estou mal e não sei por quanto tempo mais hei de ficar assim; estou apático e desinteressado por qualquer cousa, como se minha vida tivesse deixado de existir; tudo se tornou um peso o qual, quando colocado sobre minhas costas, tem as suas dimensões e, consequentemente, a massa aumentadas.
Vós leitores desentendidos, não tendes capacidade de compreender essa vastidão que me assola diariamente.
Leitores, se vós, amigos meus de longa data, encontrásseis alegria na existência, e se estiver vivo no anúncio dessa descoberta, clamai pelo meu vulto, que correrei até vós e vos abraçarei de todo o coração.
Caso esteja desacordado no interior de uma caixa de madeira, abri-a e cutucai-me com palavras que minha querida amada, na época da mocidade, costumava dizer. Com isso, hei de acordar e saudar-vos múltiplas vezes a fim de demonstrar-vos a minha mais pura gratidão.
Benzerei-vos e, depois de algum tempo, voltarei para me deitar, pois a minha juventude já se foi há muito tempo; foi-se com a partida de um certo alguém.

Rosas

Não me dou com rosas;
elas, de alguma forma, me cortam.
Por que me ferem?
Sempre me certifico de não haver espinhos.
Só apresentam suas lindas coroas vermelhas.
Seriam as pétalas finas, afiadas o suficiente para me machucar?
Pode ser que um espinho tenha passado, mas não há de ser, pois os checo incontáveis vezes.
Por que fazem isso?

Sempre cuido de suas pétalas tão bem, para que nunca fiquem sem;
mesmo assim, tornam-me a sangrar.
Quando a água se esconde, dou-lhes de beber aquilo que elas derramam; no entanto, ao se darem por satisfeitas, deixam de mostrar suas pétalas.

Por que não cuidam de mim?
Meu sangue é salgado?
Sou indelicado?

Sempre lhes proporcionei cuidado e atenção, a fim de crescerem em segurança; talvez o que lhes entrego não seja o que procuram.
Elas me cortam, e me remendo toda vez.
Elas me machucam; eu lhes dou amor.

Derreto-me em lágrimas, com todo o fervor do meu coração, pela alegria de suas vidas; as rosas, alegres e sorridentes, bebem daquilo que salta dos meus olhos e retornam àquilo que antes faziam.

Por que me negam?
Rosas, o que hei de fazer para vosso amor merecer?
Se nunca as poderei ter, para que hei de viver?

Vós, rosas lindas e amáveis, por que sois tão indelicadas comigo?
Eu vos amo de todo espírito.
Queria que me ameis, mesmo que por apenas um terço de segundo.

Estou remendado da cabeça aos pés.
Por que cochicham entre si?
Contai-me!
Fazei-me rir, rosas, para que me esqueça da dor que sinto!

Rosas, amai-me, pois vos amo.
Rosas, cuidai-me, porque vos cuido.
Rosas, alegrai-me, pois vos alegro.
Rosas, desculpai-me por vos escrever isto.

Apenas amo, porque não sei ser amado.

Pequeno Pintor
Uma tela pintada de azul,
Com árvores murchas e frutos azedos,
Os quais não conseguem ser segurados nem pelos dedos,
Um lugar que quem viu mentiu.
Uma moça com olhos cor do âmbar adentrou,
E, no cenário, tudo revirou
E, para a sua surpresa, nada de bom encontrou.
Olhando tristonha aos arredores,
Onde secos eram os rios,
Onde nada tinha fantasia,
Muito menos alegria.
Surpreendeu-se ao ver um jovem pintor segurando o coração
E começou a pensar sobre o que fazer nessa situação.
Carregando toda a meiguice, deu-lhe a mão
Onde o rapaz depositou todas as suas esperanças.
Tirou do peito aquilo que segurava e entregou-lha.
Nesse instante, era ela a sua crença.
A dama indagou-lhe: “Meu pintor, quem te magoou?”
Relutante, devolveu: “Como a notícia te chegou?”
Com simpatia, respondeu-lhe: “No momento em que me entregaste as tuas
crenças, havia proclamado também que desacreditaste da paixão.”
O pintor apenas suspirou: “Oh, não...”.
Os dias se sucederam;
Os pigmentos azulados se perderam.
Desde a chegada da jovem, o Sol tornou a ficar amarelado;
Depois de ele por ela ser amado.
Os luares, agora, teciam a sua felicidade;
Os risos abertos e barulhentos compunham parte do seu dia,
Enquanto, de perto, a via.
A esta altura, já estava familiarizado com a nova realidade.
A sege desenhada os levava perdidamente.
Ambos não tinham lugar destinado.
Finalmente, soltou-lhe aquilo de diferente.
A amada, moldada pela alegria, disse que, por ela, era amado.
No dia seguinte, encostou-se no Pintor
E tirou-lhe a dor.
Para ela, o mundo prosseguiu,
Enquanto, para ele, parou.
Acordado, encontrava-se sem a deusa da sua benção.
Próximo ao chão, chorava as lágrimas de Adão.
Arrastando-se, tentou pegar-lhe o pé,
Mas, dela, só recebeu um pontapé.
Berrando, clamou pelo vulto do espírito;
Porém deste já estava restrito.
Pobre coitado.
O azul reapareceu;
Sua amada desapareceu,
E ele, por ninguém mais, era amado.

Unilateral

Naquela tarde de dezembro,
não achei que fosse nosso último abraço.
Você nem se recorda, mas eu me lembro;
a sua voz é a única lembrança que ouço.

Se soubesse que seria o último beijo,
teria desejado aos céus para torná-lo eterno,
para que o presente não fosse tão morno.
Ele daria um jeito.

Ainda olho para as pedras chutadas no verão…
Você consegue contá-las em minutos;
eu, não.
Eu me perderia, pois contaria também as lágrimas no chão.
Inevitavelmente, contabilizaria-as também,
mesmo que só você as tenha chutado.
Está tudo bem.
Talvez elas tenham te irritado.

Ah, se eu tivesse a sorte de saber que seria a minha última olhada,
guardaria meus olhos numa caixa
e os colocaria num cômodo sem energia.
Eles estariam mais contentes,
pois não fariam sofrimento ao amigo coração,
que, vendo-te passar, lamentava-se em vão.
Mesmo assim, nada mudaria.

Você saiu.
Sei que não está aqui,
que não haveremos de criar memórias,
sei que não terei tuas carícias.

A pior sensação que já pude sentir é a de lembrar que não me lembro de ti.