Nao Existe mal que Dure pra Sempre

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Se não mudar a semente a colheita vai ser sempre a mesma

Se não mudar a fórmula o resultado será sempre o mesmo

A vida não é uma linha reta sempre subindo. É uma espiral. Às vezes parece que você está parado ou voltando — mas está apenas ganhando profundidade para subir de novo.

Nunca foi sobre oferecer flores.
No Dia Internacional das Mulheres, sempre foi sobre não oferecer espinhos nos outros 364 dias do ano.

⁠Não costumo me encontrar com todos que amo no Natal, mas sempre que me encontro com quem amo, costumo encontrar o Natal.

Quase sempre que não consigo revidar carinhos, são estes os momentos em que mais preciso deles.⁠

⁠As Algemas não seriam só um Detalhe para acariciar o Ego de uma Sociedade quase sempre Algemada?


Talvez o fascínio pelas algemas não esteja no aço frio que restringe os pulsos, mas no calor simbólico que conforta consciências inquietas.


Há algo de profundamente revelador na forma como celebramos o ato de prender — como se, ao assistir alguém ser contido, experimentássemos uma ilusória sensação de ordem, de justiça cumprida, de mundo corrigido.


Mas, e se essas Algemas, tão aplaudidas quando estão nos outros, forem apenas o reflexo de correntes mais sutis que carregamos sem perceber?


Vivemos cercados por Prisões que não fazem barulho: crenças que não ousamos questionar, narrativas que adotamos como verdades absolutas, paixões políticas que sequestram a razão.


Algemas invisíveis, porém muito mais eficazes — porque não nos provocam incômodo suficiente para desejar liberdade.


Nesse cenário, o Espetáculo da Punição cumpre um papel curioso: ele distrai.


Ao focarmos no “culpado” da vez, deixamos de encarar os mecanismos que nos aprisionam coletivamente.


A indignação seletiva vira entretenimento.


E o rigor, quando conveniente, vira virtude.


Talvez por isso as algemas — no outro — seduzam tanto.


Elas oferecem a confortável ilusão de que a liberdade é uma condição natural — e que só alguns poucos, os “outros”, precisam ser contidos.


Mas uma sociedade que se acostuma a aplaudir correntes deveria, antes de tudo, desconfiar da leveza com que movimenta as próprias mãos.


Porque o verdadeiro cárcere não é aquele que limita o corpo, mas o que Anestesia o Pensamento — e esse, quase sempre, dispensa Algemas Visíveis para cumprir seu papel.

Quase sempre que não conseguimos revidar nem Carinhos, são estes os momentos em que mais precisamos deles.

Há uma Ironia bastante Silenciosa na condição humana: justamente quando mais necessitamos de afeto, menos conseguimos demonstrar que precisamos dele.

Como se a dor, o cansaço e as guerras travadas dentro de nós nos roubassem não apenas as palavras, mas também a capacidade de receber aquilo que, em outros dias, nos faria florescer.

Às vezes, não retribuímos um abraço porque estamos ocupados demais tentando não desmoronar.

Não respondemos a uma gentileza com a mesma ternura porque há algo em nós que mal consegue sustentar o próprio peso.

Não sabemos acolher o amor que nos oferecem porque, naquele instante, estamos empenhados em sobreviver às nossas próprias ausências.

E talvez uma das maiores contradições da existência seja esta: esperamos que alguém perceba nossa necessidade de carinho justamente quando menos conseguimos expressá-la.

Queremos ser compreendidos sem precisar explicar, acolhidos sem precisar pedir, amados sem que tenhamos de reunir forças para demonstrar que ainda somos capazes de amar.

Mas o afeto não deveria ser uma recompensa pela nossa disposição em recebê-lo.

Nem todo silêncio é indiferença.

Nem todo afastamento é desamor.

Há momentos em que a alma se fecha, não porque deixou de desejar o mundo, mas porque ele se tornou intenso demais para aquilo que ela consegue suportar.

É claro que ninguém tem a obrigação de decifrar nossos silêncios, tampouco de permanecer indefinidamente diante de portas que não se abrem.

O amor também precisa de limites, e compreender a dor do outro não significa abandonar a própria.

Ainda assim, há uma diferença muito profunda entre alguém que não quer receber carinho e alguém que, por estar ferido, já não sabe como recebê-lo.

Talvez precisemos aprender a olhar com mais Delicadeza para essas contradições.

Para quem se esquiva quando, na verdade, deseja proximidade.

Para quem responde com aspereza quando o que lhe falta é descanso.

Para quem parece distante, porque está tentando encontrar, dentro de si, um lugar seguro de onde possa voltar a se aproximar.

E precisamos, sobretudo, aprender a reconhecer essas mesmas contradições em nós.

Ter a humildade de admitir que nem sempre conseguimos oferecer o que sentimos, que às vezes afastamos justamente daquilo que poderia nos ajudar a atravessar uma noite difícil.

Que há dias em que não precisamos de conselhos, soluções ou perguntas insistentes, mas de uma presença que não transforme nossa fragilidade em culpa.

Porque amadurecer emocionalmente talvez não seja aprender a não precisar de ninguém.

Talvez seja compreender que a vulnerabilidade não nos diminui, que pedir colo não anula nossa força e que nem toda incapacidade de retribuir significa ausência de sentimento.

Há carinhos que chegam quando não sabemos o que fazer com eles.

Há mãos estendidas diante das quais não conseguimos sorrir.

Há pessoas que nos oferecem amor e encontram, em resposta, apenas o nosso silêncio.

E, às vezes, esse silêncio não é tudo o que temos a dizer; é apenas tudo o que conseguimos dizer naquele momento.

Por isso, se existe alguma sabedoria em amar, ela talvez resida na capacidade de distinguir a falta de vontade da falta de forças — sem romantizar a indiferença, sem justificar toda distância, mas sem condenar precipitadamente quem atravessa um inverno por dentro.

Afinal, ninguém floresce o tempo inteiro.

Até os jardins mais bonitos conhecem estações em que parecem ter esquecido a primavera.

E talvez seja justamente nesses períodos que o carinho se revela em sua forma mais essencial: não como moeda de troca, não como exigência de reciprocidade imediata, mas como um gesto de humanidade que reconhece, no outro, alguém que nem sempre consegue ser aquilo que gostaria.

No fim, talvez a pergunta não seja por que, às vezes, não conseguimos retribuir o amor que recebemos.

Talvez a pergunta mais honesta seja: por que aprendemos a acreditar que precisamos estar bem para merecer recebê-lo?

Há dias em que não sabemos amar direito, nem a nós mesmos.

Dias em que a ternura parece uma língua estrangeira e o abraço, uma ponte que não sabemos atravessar.

Ainda assim, continuamos sendo merecedores de cuidado.

Porque existem momentos em que não conseguimos revidar nem carinhos — não por termos pouco amor dentro de nós, mas porque estamos tentando encontrar forças para continuar sendo.

E, nesses momentos, talvez não precisemos que alguém nos ensine a retribuir.

Talvez precisemos apenas que nos lembrem, com delicadeza, que também podemos descansar no amor dos outros enquanto reaprendemos a habitar o nosso próprio.

Ninguém se torna algo ao contrário do que sempre foi. Um dia a máscara cai e, por não ter mais como esconder, assume... Porque nada há encoberto que não venha a ser revelado. A essência é que faz a consciência.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Vida insegura,
uma noite escura,
sempre à procura
da paz que não se encontra.


​Meu Deus... que loucura.
Obsessão??


​A vida se pertence,
ninguém é dono de alguem...


​Eu sou pai de mulher.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

A verdade não tem forma, assim como a mentira não tem contorno. A verdade sem nome sempre encontra o mentiroso sem rosto, que ao se ausentar se torna reu confesso.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

3755 🪵🫠 Não existem Levianos Discretos nem Respeitosos. O lance deles é sempre se exibir para a Platéia. Uso isso para também expô-los e sempre os surpreendo. De fato ou de facto, não deveria ser surpresa, para eles, a Exposição que faço. Poizés!

3520 📜 Anunciada sempre como Gigante, Militarmente também Gigante, a Rússia não conseguiu, contudo, derrotar a Ucrânia, depois da mais recente Invasão e que 'não duraria nem seis meses', mas que já tem quatro anos. É a comprovação 'comprovadíssima' de que a Teoria, na Prática, é Outra Conversa!
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A propósito do que está em: 👇
https://k.kwai.com/p/CxUyHYIu

3484 📜 Opinião de Historiadores são sempre bem-vindas, desde que não venham com a Pretensão nem com a Leviandade nem com a Ciumeira para tentar Destruir a História já comprovada! Que tal?

2551 📜 Por que aqueles que insistem em se fazer de Espertos sempre acham que não estamos notando ou que somos tolos? Por quê?

3059 📜 Ah, voltou? Eu sabia, pois vocês não mudam... Mesmo assim sempre voltam!

3369 📜 De uns tempos pra cá, sempre falo assim: 'Se não for hoje, volto amanhã!

No jogo de baralho sempre descartamos as cartas que não nos servem, já o coringa substitui a carta desejada, assim somos na vida real. Sempre seremos um jogo de azar, e o azar é seu... (Patife)

*Atraso Bendito*

Sempre nos atrasamos por alguma razão ou por alguém,
O ônibus que não veio, a chuva na janela,
O copo de café que caiu sem querer.

Eu reclamava do tempo perdido,
Das horas que escorriam entre os dedos,
Sem saber que o relógio conspirava a meu favor.

Foi num atraso desses, sem pressa e sem mapa,
Que meu caminho tropeçou no teu.
E no meio da correria que eu não tive,
Encontrei o que a vida inteira almejei:
(Saul Beleza)

*PRESENTE*

O passado vai estar sempre presente,
ele não pede licença,
ele senta na cama,
ele deixa cheiro no travesseiro,
ele deixa a vaga vazia,
ele deixa a porta encostada.

Ele vai estar presente no teu riso,
quando você ri e lembra que já riu assim com alguém.
Vai estar presente no teu choro,
quando você chora e lembra que já chorou por alguém.

Mas não deixa ele dirigir.
Deixa ele no banco de trás.
Ele pode olhar a paisagem,
mas não pode tocar no volante.

Jamais deixe que ele interfira em nada,
não deixa ele escolher quem você beija hoje
com medo de quem te beijou ontem.
Não deixa ele trancar a porta
que alguém deixou encostada pra você.

Porque só assim,
só quando você para de brigar com o ontem,
o futuro te presenteia.

E ele te presenteia simples:
com um endereço novo,
uma vaga nova,
uma cama que ainda não tem cheiro,
mas tem espaço.

O passado fica,
mas o futuro...
o futuro te abraça.
(Saul Beleza)