Nao Existe mal que Dure pra Sempre
Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Amazônia,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Cerrado,
e é ele quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre Caatinga,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Mata Atlântica,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pantanal,
e é ele quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pampa,
e é ele quem me declama.
Não escrevo sobre o amor,
Escrevo sobre a tua existência
que é chama e me incendeia.
Não nego que penso com atrevimento,
de delíquios em delíquios mantenho
a chama acessa à tua espera que
sei que acontecerá no tempo certo.
O que você busca é o que mais desejo
com o coração, a alma e o pensamento
afetivamente educados para o cortejo
e a sã obediência às ordens do amor.
Além de junho de Jacatirão-açú em flor
em Santa Catarina com fortuna melífera,
deixo nas tuas mãos o que nos destina.
Porque a tua existência inteira fascina,
hipnotiza, escreve me molda com poesia,
e sei que em mim a tua busca se afina.
Não preciso de passaporte,
porque para você, anjo meu,
jamais serei estrangeira,
O amor é a bandeira,
e para ele não há receita.
Mas há um interminável
banquete sobre a mesa,
e não é apenas um poema.
Os bailes das auroras do mundo
encontram a vulnerabilidade
escolhida para não desperdiçar
nem por um segundo
quando o tempo de amar chegar.
Onde habitar na insensibilidade
e na ironia virou segunda pele
para adornar a rotina,
Escolhi habitar na rebeldia,
e nadar contra as correntes,
porque quero permanecer viva.
Os jogos ainda não estão definidos,
algo diz que seremos surpreendidos.
Embora conversamos mesmo
apenas pelos sinais percebidos;
como se fôssemos velhos conhecidos.
Neste junho com os camboatás floridos
refazendo o chão que está mostrando
a diferenciação trazendo benefícios melíferos,
por causa de você a anunciar o Ano Novo,
devagarinho, e que me tem no coração.
Não me tirem como feminista, não sou feminista e nem anti-feminista, apenas não sou feminista e tenho apreço pelo meu idioma sufocado pela contemporaneidade.
A palavra poetisa é substantivo feminino e a fantasia contemporânea suprimiu ela dos espaços femininos.
O complexo de inferioridade e a ignorância de algumas mulheres que escrevem poesia que ideologicamente pregam que usar a palavra poetisa nos coloca numa condição de inferiores, é prejudicial no mundo digital para muitas outras que também escrevem.
Conclusão prática: Os marcadores do Google sempre acabam me marcando como se eu fosse do gênero masculino. Eu considero isso apagamento digital do meu gênero.
Eu sou mulher que escreve poesia e tenho apreço pelo Português Brasileiro. Eu sou poetisa e ponto final.
Não te quero como dependente,
desejo-te como território livre,
tão livre que escolha ficar ou ir,
e que só possa morar o amor
até quando pensar em desistir.
Tal qual as petúnias-nativas
nas encostas serranas do sul a escalar,
e pelos campos de planalto
a me espalhar, pouco a pouco,
em ti tenho feito o meu lugar.
O solstício de inverno dança
hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,
Rendo-te a sagração inaugural,
por perceber a aproximação primal,
é inexplicável sentir pairar o inevitável.
Imparável diariamente tem sido
ler os olhos e os detalhes bonitos,
em todos tenho-me reconhecido,
e em vez de sentir inquietação:
sinto tudo muito mais tranquilo.
Amar a sua melhor versão e a pior,
e a sua versão que não conheço,
e, mesmo assim, querer continuar.
Porque em ti como eterna viajante,
não pretendo nenhum pouco parar,
mesmo nascendo diariamente.
A tua existência está a convidar,
por ela não tenho conseguido,
não me permito sossegar,
e nem pretendo jamais parar;
mesmo quando não for tempo
de itaúba em florescimento.
Não precisarei criar subterfúgios,
porque tua alma é feita de liberdade
de ave assim como a minha,
Dos ruídos do mundo elegemos
o que é o melhor porque fica;
sinto que o nosso dia se aproxima.
Viver para os cânones da poesia
não me causam empolgação,
simplesmente tocar o seu coração
é a minha bonita obstinação,
Sonho inspirar os amores eternos
que depois de nós dois virão.
Nasci orgulhosamente
nesta terra austral,
Não nego que carrego
na minha amorosa alma
de tudo um pouco
das caravanas ancestrais:
as bibliotecas perdidas
e os percursos mais
antigos da Rota da Seda.
Quando a tua alma gentil
encontrou e roçou na minha,
No dilúculo da existência,
percebi que eu comecei
a ser realmente lida;
Senti, sem dificuldades,
que a gente se combina.
Na doce viração entre
a aurora matutina
e a aurora vespertina,
passei a desejar fazer
parte da sua vida linda;
E venho percebendo
que tens cobiçado a fazer
parte da minha vida,
Há sinais claro que
somos, enfim, além da poesia.
Não tenho medo de pensar e nem de errar. Tenho medo de não ter olhar atento para me corrigir, e ter compromisso com o erro sem com que eu perceba.
Fazendo da palavra a joalheria,
não busco o atalho do desejo;
E sim, insisto ser todo o universo
para recebê-lo potente e íntegro.
Não nos temos no momento,
mas me vejo sendo o teu riso,
o seu lidar com todas as artes
com domínio e pedestrianismo.
Enquanto não me tens mesmo,
sou a maior fonte de endorfina,
Tornei-me a sua grã liberação
com toda a calmante poesia.
Como afelandra em flor e raízes
imortais na amada Mata Atlântica,
não sou apenas enfeite ou pista,
assumo que sou a protagonista.
Porque descobri ser a alma da tua,
e a recíproca tem sido verdadeira;
Habitamos a transcendescência
com apego e sem interferência.
Não fui a única testemunha,
sob o sol e sob a chuva,
que vi os 50 gols do Vini JR.
Enquanto a vitória estava ali,
a um palmo, para se agarrar,
no primeiro tempo,
o pênalti foi espatifado no ar —
mas no final a honra foi salva
ao menos com um gol do Neymar.
As lições desejáveis que ficam
são que, além de aprender a remar,
é preciso aprender a domar
a atenção, para não se dispersar.
Quem persiste em se achar,
perderá, inevitavelmente na vida,
a oportunidade de golear.
Não presto culto aos discursos e personalidades de choque. Às vezes sou um pouco firme quando as circunstâncias exigem, mas priorizo a racionalidade e a temperatura estável em todas as circunstâncias.
Em plena florada invernal
do camboim-da-serra
nesta bela terra austral,
que o frio não encerra
o calor do meu coração.
Mesmo muito de longe
os teus sinais reconheço,
Nunca será pedir demais
que além da companhia,
desejo a sua presença
com absoluta energia;
Amar é o topo da crença
que fortalece e enargeia.
O domínio e o talento
sobre o que há de mais
selvagem e inato dentro,
que no tempo e o vento
não podem fazer doma.
Somados à plena sincronia
envolvente e terratenente
entre o tangível, o intangível,
a dopamina e a adrenalina,
não somos nenhuma fantasia.
A presença e o pensamento
perceptíveis ao meu redor,
Tu mantém com todo o fulgor
forte e vivo a chama do amor
para não perder o encantamento.
Caiam sobre nós as pétalas
da chuva-de-ouro nativa,
Não podemos negar
que do pensamento um
do outro a gente habita,
Nós temos o tom certo
que afina o coração um
do outro do jeito que ninguém
nesta terra sequer imagina,
Estamos certos que não
tem nada a ver com fantasia.
Não há jogo da conquista,
porque o mundo é nosso!
Tudo em nós nos alinha
com grandeza magnífica.
Estão reservados o seu ser,
o seu querer e a vontade
que sussurrada irá dizer
"Que o seu equilíbrio magnífico
está em vir a me pertencer";
Eu sei que sou com todas
as grandezas a sua mulher.
Não é preciso o inverno cessar,
porque sabemos o que queremos,
Sem subterfúgios e sem adereços,
só pertencemos a nós mesmos.
Não é a primeira vez, e nem será a última,
que peço para olhar para o nosso céu.
Estar com os olhos atentos é preciso,
onde não nos foi ensinado a nos conhecer
e nos manter, em nome daquilo
que importa, indestrutivelmente unidos.
Não é a primeira vez, e nem será a última,
que falo que Condor só voa com Condor
e que desejo mostrar a América do Sul profunda.
Quem conhece a profundidade
e a extensão da Elevação do Rio Grande
sabe que somente ao Brasil pertence;
mas isso é assunto para hora entre a gente.
Não é a primeira vez, e nem será a última,
que falo que as Malvinas são argentinas.
E porque de fato elas são, estou aqui
para recordar os Yaghan e Kawésqar,
enquanto uns não fazem questão de lembrar;
porque negam que a Argentina nasceu
graças à vontade do povo que quis se libertar.
Não é um peso levar
para o mesmo caminho
o seu melhor amigo,
É só ele que nunca
vai te abandonar,
Não importa o quanto
tempo for durar.
O meu coração é coração de palmeira
quando se trata de revolução.
Queira ou não, a primeira revolução
se começa com a barriga cheia.
Não importa o tempo e o quanto,
a vida de cada um tenha mudado,
Se no presente ainda é cobrado,
para nenhum de nós é passado.
Aqui quem vos fala é a poesia brasileira:
- Seja na dispensa ou na mesa,
voltem a plantar a palmeira Juçara!
Se a vida está cara, é porque foi
deixado para trás a alimentação originária,
e que até hoje ninguém se atentara.
A comunicação não-violenta tem que se tornar um exercício constante na Internet. Eu me esforço aqui e no mundo real, porque sei da importância do peso das palavras.
Até por espelhamento
sei o que está destinado
na vida para mim ou não.
O que flui neste coração
tem a ver o curso do rio.
Talvez cada reflexo seu
seja para mim ou não.
Sou primavera gradual
se enraizando dentro,
e com pertencimento.
Tenho virado o plano
silente de madrugada,
A rota de flutuação
onde teus pés resistirão
buscar voltar ao chão.
Viveremos pelas rotas
do açaí-do-amazonas
na amada América do Sul,
O calendário será aliado,
e se sagrará o amoroso laço.
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