Nao Existe mal que Dure pra Sempre

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13 de Outubro: " Fim da guerra" ?!...
19 de Outubro: Fim da mentira! A guerra não teve fim.


A "paz", toda inocente ...
acabou de chegar ...
onde nunca esteve ...
e já foi embora...


E a guerra, nada ingênua 💰💰💰
acabou de voltar...
mesmo sem nunca ter ido...


assim foi,
assim é
e assim sempre será ...
#Israel #Palestina #MeioOriente
✍©️@MiriamDaCosta

COP30 Belém


Francamente,
eu não levo fé nessas conferências mundiais
pró Meio Ambiente...
Desde sempre, muito blá-blá-blá... discursos belíssimos e dignos de aplausos mil, mas...
na realidade e na prática, pouco ou nada fazem
de concreto para salvaguardar o nosso planeta . E ano após ano assistimos a crise climática e ambiental aumentar.
Vejo muita hipocrisia e muito interesse financeiro nisso tudo, nada mais e nada menos.
✍©️@MiriamDaCosta

Às vezes penso
e chego até a acreditar
que eu não posso me conter...

sou limitadíssima
para a imensidão
que a minh'alma
recolhe em si...

e talvez
por isso...
me transbordo
em derivados
de partículas de essência...
✍©️@MiriamDaCosta

Não é possível debater o feriado de hoje
quando, ao mencionar Zumbi,
alguém responde que não gosta de misturar argumentos...
que isso é coisa de filme de horror,
e que o povo negro agora tem um dia para chamar de seu … para festejar … e isso é o que importa ... e que devem falar e se orgulhar...

“- Você tem razão…”
Respondi assim
e deixei que a minha atenção escapasse
para o céu da minha Região Oceânica.

Ainda temos muito o que ler,
muito o que estudar,
e imensamente mais a aprender, né?!!

O tempo não passa,
ele permanece em nós.
Somos nós
que passamos por ele.


O tempo não flui
ele se aloja na carne,
se infiltra nas frestas da alma,
permanece silencioso,
implacável.
Somos nós
que fluimos no tempo,
desfazendo-nos
em cada segundo
que nos atravessa de volta.


O tempo não passa,
ele repousa em nós,
como um sopro antigo
que nunca se desfaz.
Somos nós
que caminhamos sobre ele,
feito rios que seguem adiante
sem jamais esquecer
a nascente.


✍©️@MiriamDaCosta

💃
Minh'alma cigana
no caminhar não se engana,
a Lua me protege,
o Sol me aquece
e o Vento me levanta
na dança da Vida que me encanta,
porque sou uma cigana
adiante sempre tenho que seguir
a Força do Universo acompanha o meu ir
e ilumina todo o meu existir 💃
✍©️@MiriamDaCosta

A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante,
deixe o suco correr,
não economize doçura...


A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante
e deixe o suco doce do agora
tocar seu paladar...


A vida é uma fruta madura
que escorre pelos dedos
antes mesmo da gente perceber.
Saboreie sem pudor,
rasgue a casca,
morda com fome,
deixe o caldo manchar tudo,
pois viver é essa lambança bela
que não se lava nunca...


A vida é uma fruta que repousa
entre as mãos que a acolhem.
Saboreie devagar,
como quem escuta o silêncio
do próprio coração.
Cada mordida é um instante que se abre,
um perfume que se desprende,
um gesto de ternura com o tempo...
✍©️@MiriamDaCosta

Fazer tempestade
em um copo d’água?!
Não é para mim.
Quando é hora de ser furacão,
eu me torno um Tsunami
servido numa simples xícara de café...


Tempestade em copo d’água?
Dispenso essas fraquezas domésticas.
Quando o mundo exige minha fúria,
não borbulho, transbordo.
Viro um Tsunami aceso,
espremido numa xícara de café
que mal contém o terremoto
que me atravessa...


Tempestade em copo d’água
nunca coube em mim.
Quando o destino pede vento forte,
me ergo inteira,
e o que deveria ser só furacão...
vira Tsunami silencioso,
agitanto a superfície mansa
de uma xícara de café
que me acolhe e detêm
como pode...


Não sei fazer tempestade,
com chuvas, raios,
relâmpagos, trovões,
trovoadas, ventos e etc...
uma única Onda
é o que sou capaz de fazer.


Afinal,
aprendi a ser Tsunami
com as tempestades.


✍©️@MiriamDaCosta

Sou feita de coragem tímida
e de timidez corajosa.


A minha coragem
não sabe, e tampouco necessita,
gritar, espernear, brigar, atacar...
Ela dispensa o espetáculo,
rejeita o barraco,
não se alimenta de plateias
nem de aplausos ruidosos.
A minha coragem
age em silêncio,
sustenta-se de coerência,
permanece inteira
mesmo quando ninguém vê.


E a minha timidez
não conhece o medo
nem a insegurança.
Ela desconhece o exibicionismo,
não precisa se expor para existir.
A minha timidez é escolha,
é recuo consciente,
é abrigo do essencial,
é a dignidade de quem sabe
que nem toda força
precisa ser anunciada.


Sou essa contradição harmônica,
quem caminha baixo
mas não se curva
e paira alto,
quem fala pouco
mas não se omite
e diz o necessário,
quem escolhe emudecer
quando dialogar
não tem valor,
quem é silêncio por fora
e convicção por dentro.
✍©️@MiriamDaCosta

Serviços essenciais não são mercadoria.
São direitos, vendê-los
é vender a própria dignidade coletiva.


Serviços essenciais
não devem ser privatizados.
Água, saúde, educação, luz e vida
não cabem em planilhas de lucro.
Quando viram negócio...
o povo vira moeda de troca
com juros, correção monetária
e dívida constante...
privado de direitos, dos consumos
e da dignidade ...
✍©️@MiriamDaCosta

Quem não tem
sólidos argumentos...
tenta com sórdidos intentos.


✍©️@MiriamDaCosta

Os cacos de vidro não sabem
que a inveja que demonstram
pelos diamantes, no fundo,
esconde uma profunda admiração.
✍©️@MiriamDaCosta

A minha felicidade é autônoma e independente.

Não pede licença,
não mendiga afeto,
não negocia solitude
em troca de migalhas emocionais.

Ela não se apoia
em promessas frágeis,
nem se pendura
no humor alheio dos dias.

Aprendeu a caminhar sozinha
sobre cacos,
sobre ausências,
sobre o que veio
e partiu para o além
e o que não veio...

Não confunde companhia
com salvação,
nem presença
com pertencimento.

A minha felicidade
não nasce dos sorrisos e risos,
não necessita de aplausos e frases feitas
nem morre na minha solitude.

Ela existe.
Inteira.
Mesmo quando algo me falta.

✍©️@MiriamDaCosta

Antigamente se dizia assim:
“Ano Novo, vida velha.”


Não espere mudanças nem milagres apenas porque o ano é novo, sem lutar para mudar
os próprios hábitos e, assim, favorecer o “milagre” das transformações.


Não há milagre no calendário!
O ano não muda nada e ninguém.


Mudam-se os dias,
mas os vícios permanecem,
os hábitos se repetem,
as desculpas ganham roupa nova.


Quem não enfrenta a si mesmo
atravessa o réveillon
carregando as mesmas correntes.


Transformação não nasce da virada do tempo,
nasce do atrito, da renúncia,
da coragem de romper consigo
todos os dias.


De nada vale pular as famosas
“sete ondas” na virada do ano
se não se dão saltos reais
de mudança no dia a dia.
✍©️@MiriamDaCosta

* Mensagem ao povo brasileiro
e aos demais povos da América do Sul *


Não se iludam com a ideia de que haverá apoio concreto ou defesa verdadeira da ONU, da União Europeia ou do chamado “resto do mundo”.


Virão, sim, discursos inflamados, notas oficiais de “profunda preocupação”, manifestações protocolares de indignação contra os EUA e contra Trump.


Mas tudo isso, como tantas vezes na História, se dissipará no vento e no tempo.


Quando os interesses geopolíticos e econômicos das grandes potências entram em jogo, a retórica humanitária se cala, os tratados se relativizam e a soberania alheia vira moeda de troca.


Foi assim com outras nações.
Foi assim com outros povos.
Foi assim com líderes e presidentes que acreditaram em alianças que nunca se sustentaram na prática.


A lição é dura, mas necessária:
não haverá salvadores externos.
A defesa da soberania sul-americana só pode nascer da consciência política, da organização popular e da unidade regional.


Quem espera proteção do império, acaba governado por ele.


✍©️@MiriamDaCosta

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

A indignação seletiva
não nasce da justiça,
mas do interesse
bem vestido de virtude.


Quem se indigna por conveniência
não defende valores,
defende posições.
✍©️@MiriamDaCosta

Oh! Outono!
Volta para os meus braços.
Já não suporto o calor excessivo do verão.
Vem, refresca os meus dias
e embala as minhas noites com frescor.


Oh, Outono,
retorna ao abrigo do meu colo.
O verão me exaure
com seu fogo insistente.
Vem com teus ventos mansos,
refresca esses dias febris
e derrama silêncio fresco
sobre minhas noites.


Oh! Outono…
volta para os meus braços sedentos.
O verão arde demais em minha pele e na alma.
Preciso do teu sopro âmbar,
das folhas que caem como suspiros,
do frio suave que acalma o corpo
e adormece os pensamentos.
Vem…
refresca meus dias abafados
e devolve às minhas noites
o direito de respirar.


✍©️@MiriamDaCosta

A Medalha Ajoelhada e Profanada


Não foi um gesto de paz.
Foi uma reverência.
Maria Corina não ofereceu uma medalha,
ofereceu-se.


Despiu-se da dignidade
e a deixou no mármore frio
da Casa Branca,
ajoelhada diante de um homem
que nunca carregou a paz
nem no discurso,
nem nas mãos.


Uma medalha do Nobel
(símbolo que deveria arder
como consciência)
foi reduzida a adorno político,
a chave dourada
tentando abrir portas
que se movem por interesse,
não por justiça.


Há algo de profundamente indecente
em entregar a “paz”
a quem cultiva muros,
ameaças, sanções
e guerras travestidas de ordem.


A medalha não caiu das mãos:
foi arrancada da ética.
Não houve altivez,
não houve soberania,
não houve respeito ao próprio povo.


Houve submissão encenada,
gesto calculado,
dignidade trocada
por um aceno imperial.


Quando a paz é usada
como moeda de barganha,
ela deixa de ser símbolo
e se torna farsa.


E quem a entrega assim,
sem pudor, sem vergonha,
não "enobrece" o destinatário,
empobrece a si mesma,
perdendo cada vestígio de dignidade,
e trai o sentido da palavra
que fingiu honrar.


Vergonha para todo o Universo feminino!
✍©️@MiriamDaCosta

O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.


O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.


O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.


Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”


✍©️@MiriamDaCosta