Nao Existe mal que Dure pra Sempre

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Palavras que Fortalecem


O falar que fortalece não precisa de discursos longos ou de termos complexos; ele precisa apenas de verdade. É aquela palavra firme e doce que chega no momento exato em que as pernas tremem e a fé ameaça falhar. Quando usamos a nossa voz para lembrar o outro do tamanho da sua força, da beleza da sua trajetória e da resiliência que ele carrega, nós nos tornamos arquitetos de pontes sobre os abismos do desespero. Uma única frase de incentivo dita na hora certa tem o poder de reerguer uma vida inteira que estava prestes a desistir.

Dizem que o ambiente pode até influenciar, mas ele não vai determinar sua vida se você não deixar! 06/09/2026

"A voz do povo não é a voz de Deus, a voz de Deus é a voz dos corajosos."

As vezes não faltam olhares de amor.


O que falta é a capacidade de apreciá-lo

“Já dei o sangue pra um objetivo e alcançei um sucesso que não era meu! Imagine do que sou capaz quando for minha vez de provar o meu verdadeiro valor!”

Os sábio não Lamentam!
Nem os surdos, nem os cegos!
Nem os mortos.

⁠Uma dica

Quando você for ENSINAR algo a alguém, lembre-se que a outra pessoa não sabe do que se trata, ela ainda está aprendendo. Copiou?

Tem gente que "ensina" como se estivesse falando pra si mesmo.

ENSINAR exige empatia e paciência. Lembre-se disso!!!

"Ah, todo mundo pode ensinar e blá blá blá." NÃO!!!!!! Todos podem fingir que ensinam, mas poucos têm a habilidade para tal.

Quando você não consegue elogiar o outro, talvez esteja com inveja dele.

13 de abril - Dia do Beijo


Ele é como um lampejo
Pode surgir como ensejo
Não deve ser um gracejo
Por vezes como desejo
É o singelo e afetuoso beijo


13/04/26

NA QUITANDA DA VIDA

Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.

A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.

Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.

Minha primeira escola foi o território.

Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.

Eu sou feita dessas coisas.

Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.

Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.

Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.

Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.

É existência.

É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.

E estar aqui também é resistência.

Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.

Quero falar.

Quero contar.

Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.

Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.

O quilombo não é passado.

O quilombo é presente.

Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.

E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.

Não levo tudo.

Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.

Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.

Porque aprendi que não basta sobreviver.

É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.

E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.

Basta olhar para mim.

Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.

Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.

E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.

AFETO PESSOAL
Meus olhos que guardam marés, deito o corpo, mas não descanso a história. Levo um brilho úmido no olhar, de quem já chorou rios e ainda assim cultiva fontes. Tenho um rosto que é território sagrado, mapa de lutas silenciosas, de noites longas e amanheceres insistentes. Cada fio deste meu grisalho é um tempo que não se rendeu, é memória viva que se recusa a ser apagada. Tenho uma boca firme, carrego palavras que o mundo ainda precisa escutar. E mesmo no cansaço, há em mim uma força ancestral que não se curva, que não se cala, que não se perde. Sou uma mulher com existir poesia, dessas que não se escrevem, se atravessam. Eu sou Eli Odara Theodoro

*Acreditar pra Resistir

Quando o mundo te diz não,
e o cansaço te faz chorar,
lembra dessa verdade
que te faz levantar:

Pra você resistir,
você tem que acreditar,
que vai acontecer o melhor pra você,
é só não parar de sonhar.

O melhor não demora,
ele só está a caminho,
Deus está preparando
um novo destino.

Então enxuga o pranto,
e volta a sorrir,
quem acredita no melhor,
nunca deixa de florir. 🌸

Brasil. Ser independente é ter suas conquistas com parcerias e não com subserviência a outras nações.


07/09/26

Busco paz e sucesso, mesmo sabendo que sacrifícios fazem parte. Não quero luxo, quero o que é real: viver com dignidade e, no futuro, ter alguém para cuidar, amar e proteger. É nisso que acredito.⁠

Amar não é machucar, esconder, mentir, manipular, controlar e se vitimizar. Amar é confiar completamente na pessoa que amamos, compartilhar as preocupações, dúvidas, problemas e sentimentos nos quais se aprofundam mais ainda quando somos sinceros.

A realidade é muito dura para algumas pessoas, não sabemos oque elas passam no dia a dia delas, tenham simpatia com o próximo.

Acolher o que está Quebrado


Eu não quero somente a parte bonita de você,
Quero conhecer o que você esconde quando ninguém vê,
Quero tocar suas cicatrizes sem fazê-las doer,
E amar até aquilo que você aprendeu a esconder de si mesma.


Se o mundo te ensinou que amar era sofrer,
Eu quero ser a prova de que pode ser diferente,
Vou ficar quando suas forças desaparecerem,
E te abraçar justamente quando se sentir insuficiente.


Não prometo consertar tudo que a vida destruiu,
Nem apagar cada lágrima que caiu do teu olhar,
Mas prometo ficar quando o teu coração desistir,
E juntar, com minhas mãos, os pedaços que você deixar quebrar.


Porque eu não quero um amor perfeito, quero um amor verdadeiro,
Daqueles que permanecem quando o encanto termina,
Quero conhecer teu caos, teu medo e teu mundo inteiro,
E ainda escolher você — todos os dias, por toda a minha vida.

Hoje compreendi que o amor-próprio não é colocar-se acima dos outros, mas finalmente reconhecer que também existimos para além das expectativas que depositam sobre nós.


Na psicanálise, aprendemos que nem todo sofrimento que o outro sente nos pertence e que não somos responsáveis por preencher todas as faltas alheias. Existe uma diferença profunda entre cuidar de alguém e tornar-se responsável pelaquilo que essa pessoa espera de nós. Muitas vezes, aquilo que chamamos de culpa nasce justamente quando começamos a estabelecer limites.


Há pessoas que só conseguem lembrar do momento em que você não esteve presente para elas, mas raramente perguntam o que estava acontecendo dentro de você naquele instante. É mais fácil transformar o outro em culpado do que confrontar a própria falta, a própria fragilidade e aquilo que não se pode exigir de ninguém.


A filosofia também nos ensina que não controlamos a interpretação que os outros fazem de nossas escolhas. Podemos agir com consciência, respeito e honestidade, mas jamais teremos domínio sobre a narrativa que alguém construirá a nosso respeito.


Talvez amadurecer seja justamente compreender isso: nem todo abandono foi abandono; às vezes foi limite. Nem todo afastamento foi falta de amor; às vezes foi uma tentativa de preservar aquilo que ainda restava de nós.


Existe um momento em que precisamos deixar de viver tentando provar que somos bons para aqueles que já decidiram nos interpretar como culpados.


Amar o outro não deveria exigir o abandono de si.


E talvez o verdadeiro amor-próprio comece quando conseguimos dizer, sem ódio e sem necessidade de vingança:


**“Eu reconheço a sua dor, mas ela não me torna responsável por tudo aquilo que você sente. E também tenho o direito de cuidar de mim.”**

“Ser livre é não abdicar da própria essência.”

Quem vai prestar atenção nos meus sinais quando a voz não sair?
Quem vai me auxiliar quando minhas mãos tremerem?
Quem vai está por perto quando eu sentir frio ?
Quem vai me entender quando a dor chega ?
Quem vai me guiar no final da minha jornada ?
Quem vai me segurar quando eu caí ?
Quem me libertará da solidão sempre que meus sonhos do passado invadir meus sentimentos?
Pois meus heróis de minha infância cresceram e não voltaram mais, esses são os filhos da história que voaram para longe.