Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
O toque mais profundo é o que a alma dá, e não a mão, é a conexão que dispensa a presença física para ser sentida.
A sua maior revolução não será vista em praça pública, mas no espelho, a mudança mais radical é sempre a interna.
Muitas vezes, nossa luta mais difícil não é contra o problema visível, mas contra a imagem perfeita de nós mesmos que tentamos manter intacta. A liberdade começa no dia em que aceitamos nossa imperfeição como o lugar perfeito para a Graça acontecer. É quando nos mostramos fracos que a força de Cristo se manifesta de forma surpreendente e divina.
Há palavras que salvam e outras que condenam, mas as que mais doem são as que não foram ditas. O silêncio de quem deveria ter sido abrigo se transforma em cicatriz eterna. E levamos essa marca como quem leva uma sentença que nunca escolheu. Mesmo assim, seguimos, porque desistir seria morrer em vida.
O amor de Deus é o único que não se intimida com a minha escuridão. Ele entra onde ninguém mais ousa tocar, ilumina onde nem eu quero olhar. Seu silêncio não é ausência, é cuidado que respira devagar. E nesse respiro encontro a força que não sabia possuir.
Estive entre ossos secos e almas já sem brilho, um cemitério de olhos que não mais ardia. Corvos pousavam nas minhas falhas, cravando olhares como pregos, aguardando o instante em que eu iria finalmente ceder. O vento cheirava a metal e pó, passos distantes soavam como facas nas paredes do peito. Como um carvalho retorcido pela tormenta, segurei o que restava de mim. Juntei raízes como dedos enegrecidos, afundei-os na terra estilhaçada e bebi, com avareza, o pingo de água que sobrava. A umidade tinha gosto de lembrança e sangue seco. Numa fenda da planície estéril, meu cárcere aberto ao sol, apareceu uma lâmina tão pequena que quase se escondia, uma promessa miúda, de luz, como se a aurora tivesse voltado com as unhas quebradas.
Cada fibra do meu corpo lutava contra o esquecimento, contra a areia que roçava os tendões e tentava sepultar a centelha final. A areia não era neutra: sibilava, entrava pelas gengivas, raspava a língua. Sobreviver não bastava. Havia que coagular a dor, transformá-la: o peso da solidão, o sussurro venenoso da desistência, tudo virou húmus amargo para uma vontade que recusava morrer.
O solo rachado não ofereceu descanso, ofereceu lições. Rachaduras cuspiam pó que cheirava a ossos e foi nelas que aprendi a perfurar, a furar a crosta do desespero com unhas encravadas. Busquei, com um fervor áspero, uma nascente que se escondia debaixo do olhar dos mortos, uma força profunda, mútua com a escuridão, que não se entrega ao alcance.
As sombras permaneceram comigo, não como inimigas, mas como mapas invertidos: eram faróis que apontavam para onde eu jamais devia olhar de novo. E então, o tronco que antes dobrava sob o sopro do mundo começou a endireitar, não por graça, mas por insistência, por teimosia sórdida. Mesmo naquele deserto que parecia ter consumido até a fé, a vida voltou, torta e obstinada, rasgando a casca do nada para cuspir, por um instante, seu próprio clarão, sujo, ferido, impossível de apagar.
Há um lugar onde guardo meus silêncios mais puros. É como um armário de madeira que não range. Quando tenho medo, entro ali e fecho a porta. O barulho do mundo fica distante como um inverno. E eu, reclinado, ouço uma paz que não pede provas.
As promessas antigas voltam como roupas apertadas. Tentam servir um corpo que não é mais o mesmo. Algumas chegam a machucar, outras, aquecem ainda. Aprendi a escolher quais vestir e quando renunciar. Despir-se também é forma de honestidade.
Há amores que não partem, apenas se retiram do mundo visível, recolhendo-se às fissuras mais íntimas da alma, onde permanecem como um eco teimoso que o tempo não consegue dissolver. A saudade, então, deixa de ser ausência e se torna uma presença densa, quase palpável, feita daquilo que não se pode mais tocar, mas que insiste em existir com uma força silenciosa. Trago em mim os vestígios do que fomos, vozes que já não soam, sorrisos que o tempo apagou, promessas que agora repousam como ruínas dentro da memória.
E nesse vazio paradoxal, onde tudo falta e ao mesmo tempo transborda, compreendo que amar nunca foi possuir, mas resistir à permanência daquilo que se perdeu. Porque há histórias que se encerram no mundo, mas se recusam a terminar dentro de quem aprendeu a sobreviver carregando eternidades em forma de dor.
- Tiago Scheimann
Há uma diferença entre estar vivo e estar consciente da vida, e eu já não consigo mais separar os dois, porque cada instante carrega uma análise implícita, e, nesse excesso de lucidez, a simplicidade se tornou inacessível.
A vida não me deu respostas, me deu resistência, e talvez isso seja mais útil do que qualquer explicação, porque entender não muda o que aconteceu, mas resistir muda o que ainda pode acontecer.
A vida não ficou mais leve, eu que aprendi a carregar o peso com uma dignidade que nasceu do sofrimento.
A dor mais profunda não vem da perda, mas do reconhecimento de que nunca se teve o que se protegeu com tanto zelo. É olhar para as mãos cheias de afeto e perceber que não há onde depositá-lo.
Há uma forma de existência que nasce depois do colapso, uma existência que não depende mais de sentido, apenas de permanência.
Fora Ditadura
Demétrio Sena - Magé
Atadura nunca mais,
por não haver mais fratura.
Nem existir mais ferida.
Fechadura muito menos;
não havendo mais prisão,
haverá mais sonho e vida.
Dentadura nunca mais,
em um futuro sem cárie,
para barganhar os votos.
E ruptura jamais,
pois nunca mais o poder
de alienar os devotos.
Nunca mais escravatura
nua e crua, equiparada,
para sempre a lei de gente
supere a dos animais.
Mais nenhuma crueldade
nem verdade aguilhoada.
Ditadura nunca mais.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Como se fosse a primeira vez !🌈
Sabe aquele casal que entenderam que ficar juntos não era mais possível ?
Que viveram uma história embaladas em dramas, mas cheia de romance e com intensidade em cada detalhe ...
Que por descuido perderam tantos dias de viver o AMOR , e preferiram seguir suas vidas sequelados a novas escolhas, que os fizeram ter certeza depois de tudo passar que não se decide se Ama ou não Ama , apenas se vive.
Acreditar que o tempo pode curar, pode apagar ou fazer esquecer...
Como assim ?:
Só se cura o que está doente;
Só se apaga o que nunca foi escrito na alma ,
E só se esquece o que não viveu com coração.
Eiii, para tudo isso se ver uma nova chance ,um recomeço ou então mais uma vida sem história, sem encaixe e sem amor .
Sei onde eles estão agora , perto mais uma vez de coração ,embora longe desejam estar juntos o quanto antes e nesse desespero de um encontro:
Uma entrega total , "como se fosse a primeira vez!"
Os inimigos mais perigosos não vêm armados, mas disfarçados, elogiando e sentando-se à mesa como grandes amigos.
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