Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
Gostaria ainda de acreditar em Papai Noel, Salvador da Pátria e Céu como região latifundiária, onde os "escolhidos" se regalam!
Lá, até Jesus Cristo seria para eles um serviçal.
Ainda que a vida lhe pareça insípida, lute, batalhe feito as crianças que o elixir da eternidade para elas é a esperança.
A VENDA DO SENHOR LANDIM
Ainda me recordo, o som dos cascos do animal batendo forte na estrada, puxando a charrete azul, no raiar do dia.
Todo mês eu e meu pai deixávamos o sitio para irmos a cidade, era uma alegria danada, pois depois tanto tempo, chegou o dia. Ir na venda do senhor Landim, era algo especial tudo parecia tão grande e diferente da vida que conhecia.
Senhor Landim era um velho gordo, chato, mas que, vendia de tudo, arroz, feijão, fumo de corda, mortadela, manteiga derretida, carne seca, bacalhau até hoje, prefiro imaginar que o cheiro era do peixe.
Mas ali também se vendia uma preciosidade, uma iguaria para nos moleques do sitio, GUARDA CHUVINHAS DE CHOCOLATE, o melhor chocolate de todos os tempos. - Se esperava um mês inteiro, só para poder ganha um.
- E....
Exigia uma técnica para se comer, tudo era com muito cuidado:
- Primeiro: Retirava se o papel, devagar, comendo somente a pontinha, deliciando o manjar dos deuses.
E depois em um frenesi, enfiava todo resto na boca;
e só restava o cabinho.
Que por sinal, se mastigava por horas, tudo na esperança, de ainda ter um pouquinho do sabor.
A mente sabia, que, somente daí eternos trinta dias, teríamos a chance de ter, aquele delicioso prazer, novamente.
Passados mais de vinte anos, a venda ainda existe, e por incrível que pareça, os chocolates também.
Mas seria um crime, parar e comer um hoje.
Porque o encanto está na lembrança, que se tem do momento; E não, do chocolate hidrogenado que ele é feito.
Então guardo na memória o sabor, do melhor chocolate de todos.- Guarda chuva de chocolate da
VENDA DO SENHOR LANDIM.
É muito difícil para o homem ainda, acostumado a procurar respostas no mundo das formas, resolver seus problemas através dos pensamentos.
Exigirá dele um ação "cirúrgica" complexa, que para maioria é incompreensível.
E quando chega a compreender esse processo, o de resolver os problemas através dos pensamentos, com sinceridade e sem máscaras, normalmente esses pensamentos recaem primeiramente sobre si, mostrando que "resolver os problemas", diz mais respeito a ele do que a fonte que estimulou essa condição, "Problemas".
"O amor,é um fogo sagrado, de uma estranha claridade, que,ainda mesmo apagado, deixa o clarão da saudade."
Sedução Intensa
Esta noite, amor,
o ar entre nós é uma faísca.
Nem te toco, e ainda assim
meu desejo já desliza pela tua pele
como um sussurro que queima.
Caminho na tua direção
e cada passo é um convite silencioso,
uma promessa feita apenas
com o jeito que meus olhos te procuram.
Teu corpo me lê sem palavras,
e o meu responde,
aproximando-se devagar,
como quem sabe
que a antecipação é parte do prazer.
Deixo minha mão pairar perto da tua,
mas não encosto — ainda.
Quero que sintas o imã,
a força suave que te puxa,
a vontade que cresce no espaço
entre o quase e o agora.
E quando finalmente te toco,
não é um simples gesto:
é o acender de um incêndio,
o calor que explode num só suspiro,
a certeza de que tu e eu
fomos feitos para este momento.
Porque sedução, amor,
não é pressa.
É a arte deliciosa
de te conquistar
antes mesmo de me entregar.
MINHA ÓTICA
No lixão ainda vejo flor.
Na favela ainda vejo ator.
Na escola pública ainda vejo escritor.
Na roça ainda vejo professor.
Na rua ainda vejo doutor.
Aos olhos de Deus,
somos todos
pedras preciosas.
Muitas já lapidadas,
outras, ainda em sua
forma bruta.
Acredito, sim.
Mas acredito também que ainda há tempo.
Tempo de resgatar o que nos foi roubado pela pressa, pela competição inútil, pela máscara que sufoca a essência.
Nos perdemos na vaidade, mas podemos nos reencontrar na humildade.
O orgulho nos afastou, mas a verdade pode nos unir.
Não precisamos de aplausos para existir.
Não precisamos de palco para sorrir.
A vida é feita de chão, de poeira, de mãos dadas sem contrato, de olhares que não cobram nada.
A grandeza está no simples, e o simples é o que nos salva.
Que tenhamos coragem de despir a arrogância,
de abandonar o peso das aparências,
e de voltar a rir como crianças — livres, sem medo de ser o que somos.
"Num azul pálido de céu por debruçar, ainda há flores que teimam em ser outonais,como o são as mãos que atiram beijos ao vento“
Posso ler a biografia de alguém, saber muito sobre essa pessoa; e ainda assim, permanecer sem conhecê-la. Do mesmo modo, posso conhecer a Bíblia e saber muito sobre o Deus descrito nela, em teoria. Porém, se nos faltar intimidade, então não poderei dizer que o conheço, e o mesmo ele não poderá dizer sobre mim.
Se você quer investir em alguma
coisa na sua vida, invista na sua paz.
Ainda é o melhor investimento
que você faz.
E o ano está quase acabando.
Mas antes dele terminar, que possamos ainda
restaurar as nossas forças,
as nossas boas energias...
Fazermos as pazes com a nossa vida e
deixarmos de reclamar, pois ainda dá tempo
de tudo que não vai bem,
ainda melhorar.
A suíte
A casa era grande.
Grande demais para o que eu sentia, talvez. Ainda assim, deixei a luz acesa. Não por alguém, mas porque apagar seria admitir o escuro. E eu ainda confundia claridade com salvação.
Houve um tempo em que acreditei que abrir era virtude. Que permitir era sinal de força. Hoje sei que abertura demais também cansa. Também fere. Também confunde.
O quarto ficava ao fundo. Sempre fica. Não por mistério, mas por necessidade. O íntimo não gosta de ser primeiro. Gosta de ser alcançado. Chegaram sem chegar. Entraram sem perceber que não se entra assim.
O cuidado morreu sem alarde. O medo continuou. No chão, marcas. Não sei dizer de quem. Sei que eram muitas. Sei que eram minhas também.
Deixei ficar porque era confortável. E porque havia em mim uma fome antiga de partilha. Achei que emoção se ensinava pela convivência. Errei. Emoção não se aprende por uso. Emoção é nascimento ou é ausência.
As sandálias vieram da rua. Trouxeram o mundo para dentro do lugar onde eu me limpava. Algo em mim percebeu, mas tarde. Sempre tarde. Retirei a sandália com um gesto simples. Às vezes, a lucidez não faz barulho.
Arrastei coisas que não eram minhas. Não por amor, mas por cansaço. Quando a força vira rotina, a gente chama de vida o que já é peso. E segue.
Eu morava no silêncio. Não como quem se isola, mas como quem respira. A pressa não me alcançava ali. A casa era grande demais e, talvez por isso, eu tenha achado que precisava ser ocupada.
Quem entrou espalhou-se. Confundiu abrigo com posse. Deitou onde eu sonhava. Comeu do que eu guardava. Aos poucos, fui ficando estrangeira daquilo que era meu. É estranho perceber isso. Mais estranho ainda aceitar.
Bebi da água errada. Não por ignorância, mas por sede. A sede explica muita coisa. O lar, então, deixou de ser lugar e passou a ser pergunta. Fechei portas por dentro. Pela primeira vez, não quis olhar.
Os nomes vinham como vento. Ficavam. Ocupavam. Não pediam. Usavam. Tudo era palco de um movimento que eu não dirigia mais. E não era destruição. Era desgaste. O que se perde devagar dói diferente.
Até que a noite cansou. Ou eu cansei da noite. Não sei bem.
Retirei a sandália. Abri a porta. Não para receber. Para deixar ir. A saída aconteceu sem drama. O que precisava passar, passou.
Voltei à cama. Sentei. Respirei. Há momentos em que respirar é uma decisão.
Ainda moro na bagunça. Porque reconstruir não é limpar, é sustentar o vazio enquanto ele se organiza. A porta de entrada permanece fechada. Não por medo.
Por atenção.
Por mim.
Se Jesus fosse julgado ainda hoje, soltaríam Barrabás e crucificaríam a Jesus! Os condenaríam pelos seus próprios pecados.
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