Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda

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Não sei onde habita o meu ser - se em mim, se no que fui, ou no que ainda não ousei ser

"O estranho que habita em mim ainda não é o mesmo que vive lá fora. O de dentro carrega a verdade de sua estranheza, e o de fora busca a aceitação, na esperança de que um dia os dois se encontrem"

Sonhos são recados do que a gente evita sentir e do que a gente ainda não aprendeu a reconhecer como essencial do nosso ser

Tenho algum problema, no qual ainda não descobri, nem sei quando desejo descobrir e se estou em descoberta, talvez nem problema eu tenha.

Muitos não vivem relações maduras porque ainda buscam suprir um vazio de infância no parceiro

AINDA NÃO É O FIM.


Como o servo suspira por água,
a minha alma suspira por Ti.


Minhas lágrimas me sustentam, Senhor;
és o meu alimento,
pra não desistir.


Por que estás abatida,
ó minha alma,
dentro de mim?


Espera em Deus,
o socorro virá;
ainda não é o fim.


Lembro-me
de quem Tu és.


A minha alma, mesmo abatida,
sustenta a fé.


Direi ao Senhor:
Tu és a minha rocha,
e é esta rocha
que firma o meu pé.


Por que estás abatida,
ó minha alma,
dentro de mim?


Espera em Deus,
o socorro virá;
ainda não é o fim.

"Não conseguimos despertar alegria em ninguém se a nossa própria alma ainda não encontrou um lugar onde possa sorrir de verdade."

Minha fé não prescreve, não caduca e ainda tem efeito vinculante.

A fé é a confiança que temos mesmo quando a resposta ao que pedimos ao Senhor ainda não chegou, quando o milagre ainda não veio. A fé é a declaração de que Deus tem um Tempo para tudo e, mesmo em silêncio, continua Agindo em nossa vida.

Quem realmente te conhece percebe quando você não está bem, ainda que você diga o contrário.


— Jess.

Não sou o que vejo em mim,
sou o que ainda não me permiti ser.


— Jess.

Se tua história teve momentos tristes, não há como mudá-los, mas ainda assim, você pode escrever o seu final.

A falta que sentimos do que ainda não vivemos…

Em muitos momentos da vida, acreditamos estar sentindo falta de alguém.
Mas, se formos honestos e silenciosos o suficiente para observar, perceberemos que não é exatamente da pessoa que sentimos falta.

Sentimos falta da história que começamos a escrever com ela.

Não é ausência.
É interrupção.

A mente humana tem uma capacidade extraordinária de projetar futuros. Antes mesmo que algo exista de fato, o cérebro já ensaiou diálogos, construiu rotinas, imaginou casas, viagens, pertencimento. Criou uma narrativa inteira — sem que nada disso tenha acontecido no mundo real.

A neurociência chama isso de simulação prospectiva.
O cérebro antecipa experiências para se preparar para elas.
Mas, emocionalmente, ele não diferencia tão bem o que foi vivido do que foi apenas imaginado com intensidade.

Por isso, quando algo não se concretiza, não sofremos apenas pela perda de alguém.
Sofremos pela perda de um caminho inteiro que já havia sido aceito internamente como destino.

É o luto do que não aconteceu.

E esse luto é silencioso, porque não há memórias suficientes para justificar a dor.
Há apenas expectativas que não encontraram lugar na realidade.

Mas existe uma segunda camada, ainda mais sutil.

Quando aquilo que imaginamos não se realiza — principalmente quando depende do outro — o cérebro muda de estado. Ele sai do campo do vínculo e entra no campo da conquista.

O que antes era afeto passa a ser desafio.

Isso acontece porque o sistema de recompensa do cérebro, regulado principalmente pela dopamina, não responde apenas ao prazer de ter algo. Ele responde, sobretudo, à possibilidade de obter algo que ainda não foi alcançado.

A ciência chama isso de erro de previsão de recompensa.

Nós nos tornamos mais motivados quando:
• quase conseguimos,
• quando há incerteza,
• quando não está garantido.

O desejo cresce na ausência.
Não porque aquilo seja mais valioso, mas porque ainda não foi resolvido.

Assim, o que parecia amor, às vezes era ativação.

Não era a pessoa que nos prendia.
Era o estado interno de busca.

Quando conquistamos, o cérebro reduz esse impulso — porque aquilo já não exige esforço, já não representa novidade, já não carrega tensão.
E então confundimos estabilidade com perda de interesse.

Na verdade, são sistemas diferentes operando:

O da conquista busca intensidade.
O do vínculo busca continuidade.

Um produz excitação.
O outro produz construção.

Se não soubermos distinguir, passamos a vida tentando reviver o primeiro, incapazes de permanecer no segundo.

Por isso, muitas vezes, queremos mais aquilo que não temos do que aquilo que já está presente.
Não porque seja melhor.
Mas porque o cérebro foi desenhado para perseguir, não para repousar.

E é aqui que mora o equívoco.

Relacionamentos não são metas a serem atingidas.
São realidades a serem habitadas.

Metas terminam quando são alcançadas.
Vínculos começam exatamente aí.

Quando entendemos isso, algo muda.

Percebemos que não estamos tentando esquecer alguém.
Estamos apenas ensinando o cérebro a encerrar uma simulação que continuava rodando sozinha.

Não precisamos lutar contra o sentimento.
Precisamos retirar a energia da projeção.

O que não aconteceu não precisa ser resolvido.
Precisa apenas deixar de ser continuado dentro de nós.

E, pouco a pouco, o desejo deixa de ser urgência.
A ausência deixa de ser falta.
E a mente, que antes insistia em terminar uma história imaginada, aprende a voltar para aquilo que está vivo — agora, concreto, imperfeito, mas real.

Porque maturidade emocional talvez seja exatamente isso:

Parar de confundir intensidade com verdade.
E escolher, conscientemente, aquilo que cresce com o tempo — não aquilo que apenas nos acende por um instante.

Saudade sentimento abstrato que enche de subjetividade,em busca de um amor ainda não encontrado,por esta preso a um amor não correspondido...

Ainda que não pareça, a dor sempre foi amiga. E a desistência, apenas a consequência do que é viver fora de si mesmo.

A reflexão foi o que me construiu quando as respostas ainda não existiam.
— Emanuel Bernardo

Achei?


Eu vivo de achismos
Vivo de achados
Eu vivo de sentimentos
Vivo do que ainda não foi encontrado


Eu penso de menos
Falo de mais
Vivo nos meios
Onde não dá pra voltar atrás


Eu sou confusa
Mas decidida
Me sinto intrusa
Nas ruas da vida


Pareço desconhecida
Nas camadas da minha alma
São tantos vazios
Isso não me agrada


Parecem quadros sem fotos
Pedaços incompletos
Lacunas perdidas
Me sinto incompreendida


A vida parece perdida
Rodando sem direção
Talvez uma andarilha?
Ou ela perdeu a visão?


O mapa eu tenho
E a lanterna está em mãos
Mas onde está minha mochila?
Deixei na estação?


Acho que esqueci algo
Mas não posso voltar pra pegar
Já estou longe do início
Mais longe ainda de acabar


Perdi o que?
Eu não me lembro
Será que era algo chique?
Ou coisa de muito tempo?


Será que está na mochila?
Em qual estação eu a deixei?
Acho que foi aquela da vila
Eita, eu desleixei


Se eu olhar pra trás
Ainda tem como voltar?
Ainda estou com um pé atrás
Mas não posso arregar


Vou olhar rápido
Só pra não esquecer
Uau, bem válido
Como eu pude me perder?


Entre dúvidas e escolhas
A pressa me fez correr
Mas nos trilhos da saudade
Encontrei forças pra viver


Agora eu voltei
Preencheu os pedaços
Em meu coração te guardei
Senti falta dos abraços


Jesus, obrigada
Por me deixar voltar
Sem você eu não era nada
Era apenas mais uma a vagar


Fe Vaz ~ 04 de dezembro 2024

A busca em Mil Rostos


Eu ainda te procuro,
Mas não no mundo onde você está.
Minha busca se fez arte,
Um jeito secreto de quem não te alcança.
Procuro o gosto leve do teu beijo
Em páginas que um poeta dedicou,
Em versos que escrevo, só para você,
Onde a rima é o eu te amo que restou.
Eu me perco na melodia de um piano,
Esperando um acorde que me traga a tua voz.
Observo em cada tela de cinema
Um par de olhos que lembre os teus.
Ah, seria mais fácil te ter aqui,
Sem véus e sem metáforas,
Mas o destino tem seus muros, e sei que é impossível.
Meus pés estão cansados, mas a alma não recua.
Transformo a dor em beleza:
Ainda te encontro em cada livro lido,
Em cada canção que me faz parar e ouvir,
Em desenhos de um sol que se põe,
Em paisagens que parecem esperar por nós.
E assim, de formas tão sutis e belas,
Eu vou te amar eternamente.

⁠Nao confunda a bondade de uma pessoa com fragilidade. Uma fera ainda repousando em paz e silêncio ela continua veroz e astuta
Não substime seu poder!

" Não posso me esquecer, ou melhor, ainda me lembro, dessas perfumadas palavras:

'Fica sempre
um pouco de perfume
nas mãos que oferecem rosas
nas mãos que sabem ser generosas.'"