Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
Eu te desejo.
Mas não te desejo como quem tem fome.
Te desejo como quem deseja pele.
Pele que não é pele, pele que é carinho, cobertor.
Pele como a tua, que é o silêncio, a música.. pele que é dor.
Eu não desejo teu corpo, desejo tua presença.
Ouvir tua respiração, sentir o colchão afundar com teu peso ao meu lado.
Silêncio. Apenas silêncio..
Silêncio pesado, poético, como se o simples fato de existir junto contigo já fosse íntimo demais..
E talvez seja.
Não é sobre o ato.
Não é sobre querer-te nu.
É sobre fechar os olhos.
Não para imaginar o corpo,
Mas sim pra sentir
A ideia dele ali.
A proximidade. O toque. A respiração.
É bonito.
Melancólico.
Poético, quase erótico.
Não é por te querer por inteiro, mas sim, por te querer por perto.
E assim, eu deixo guardado no peito..
Esperando por um toque que nunca será feito..
Tudo fica estático.
E o que faz as coisas voltarem a girar é a tua imagem.
O tempo.
A vida.
Às vezes não consigo entender,
Como passam tão rápido, sem nem ao menos dar-nos chance de perceber.
Ontem mesmo,
Tremia ao trocar o lápis pela caneta.
Hoje, sou poeta, e não sei mais o que fazer.
Já tenho de tomar um caminho, fazer escolhas.. Mas tenho medo de crescer.
Só queria pedir ao tempo,
que fosse um pouco mais indolente.
Que andasse mais devagar,
E me desse espaço para respirar.
Que não me arrancasse da infância, mas que comigo, deixasse ela caminhar.
Que não insistisse em colocar relógios sobre meus ombros.. que não me desse datas, expectativas.. e chamasse isso de futuro.
Mas lá no fundo
Não acho o tempo algo tão ruim assim.
Já que tenho alguém que me acompanha.
Que me lembra
Que eu não preciso carregar tudo sozinha
Que não preciso seguir sempre na linha.
É ela que me lembra
De ás vezes
Ver as coisas como criança
E pensar que talvez, crescer não seja perder.
Talvez seja aprender
E carregar ela pela mão.
Que se tudo parece pesado..
Que eu não pese sozinha.
E ela é quem eu, todos os dias, vejo no espelho.
aquela criança
que um dia fui.
E que ainda em mim, descansa.
Antes mesmo de começar à escrever,
Aprendi à temer.
Quando não passava de uma criança,
Cheia de esperança,
Que brincava de boneca, e sonhava em ser princesa.
Aprendi cedo demais,
Que de fazer maldade, qualquer um é capaz.
Que não precisa ser estranho, pra nos roubar a infância, e impedir de ser criança.
Cresci com o peito doendo,
Tentando curar uma ferida
Que eu nem sabia de onde vinha.
Vivia com uma culpa que não era minha, E um peso tão grande que minhas mãos tão pequenas não sabiam como carregar.
Não conseguia lutar, e ninguém eu tinha pra fazer isso por mim.
Todo mundo me dizia:
"Deixa isso passar!"
E assim, deixei.
Mas o que foi embora, não foi a dor.
Fui eu mesma quem ficou pra trás.
Ninguém ensina
Como crescer direito
Depois de ter a sina
De ser roubada a inocência.
Ninguém me contou
Como se vivia
Depois de ter sido objeto
Antes de sequer poder lembrar
Que eu existia.
Me disseram que o tempo cura,
Mas esquecerem de dizer que o tempo também cobra.
E que se uma ferida não for cuidada, O tempo cicatriza torto, e a dor nunca vai embora.
Hoje, já cresci.
Mas não cresci inteira.
E sim, com um pedaço de mim faltando.
E por isso, carrego comigo um grito antigo.
Que não foi ouvido, mas sim abafado..
E isso antes de eu sequer poder entender o que, e por que tinha acontecido.
E eu sei que não é justo comigo
Carregar sozinha
Algo que nunca foi culpa minha.
Mas ainda sim, fico em silêncio.
E quando a dor chega com força,
Eu pego meu caderno e escrevo.
Por que essa dor
Não vai embora, só ameniza.
Por que não tem como não doer,
Sendo que eu nunca vou saber
Quem eu poderia ter sido.
Se eu não tivesse temido,
Antes de ao menos ter a chance de aprender escrever.
-Victória Licodiedoff Lemos
Eu sou triste
Não do jeito depressivo da coisa -
Mas como quem tenta, e mesmo assim não consegue mais se deixar iludir pela falsa esperança de que a vida importa, e que um dia vai fazer algum sentido.
E parando pra pensar, não faz. Nunca fez.
Nunca sequer importou.
Hoje, me encontro desiludida, e isso me perturba. Me perturba pensar na vida, e saber que inevitavelmente, com ela terei de me contentar.
Que não importa o que eu faça, talvez nada saia do lugar.
Às vezes me pergunto se vivo num limbo,
Se minha vida pra sempre será estagnada, se um dia eu vou piscar e já vai ser tarde demais pra mudar,
Me pergunto se devo sonhar, mesmo sabendo que muitos deles nunca vão se realizar.
Me pergunto se sonhar é coragem, ou apenas uma forma de adiar a realidade.
Tenho medo de acordar, e perceber que tudo mudou, menos eu. Tenho medo de sonhar, me esforçar ... e ainda sim ficar no mesmo lugar de onde sempre estive.
Não quero a minha vida, todo dia contemplar -
só quero parar um pouco de pensar.
Parar de pensar nos meus arrependimentos,
Nas coisas que eu já fiz, nas coisas que já aceitei,
Ou nos momentos que um simples pensamento me impediu de ser feliz.
Quero parar de pensar no passado, de me remoer por coisas,
que já não posso mais consertar.
Como se minha culpa lentamente me consumisse, e virasse o único lugar que já consegui morar.
Então, sim,
às vezes fico triste.
Mas não por causa dos arrependimentos,
Nem das dores,
Nem da incerteza.
Às vezes fico triste só por querer estar viva,
E perceber que
até isso cansa.
Voluntariado se trata de uma atividade social que não tem fins remuneratórios, mas sim tem fins reconstrutivos.
Cooperativismo se trata de uma atividade social que não tem fins arrecadatórios, mas sim tem fins distributivos.
O SEGREDO DA VIDA
Eu cantei o amor,
pra não ser solidão,
da tristeza e da dor,
eu também fiz canção e num canto sozinho, escutei bem baixinho, a voz do coração.
Que sempre me ensinou, que o segredo da vida é manter sempre vivo, o sorriso no olhar,
Que enxergar os pequenos, detalhes da vida, isto que é amar.
Vivo então a sorrir,
confundindo a razão,
que insiste em querer,
vê minhas lágrimas no chão, pois não sabe o segredo, o segredo que a vida,só fala ao coração. ❤
Autor Cicero Marcos
EXISTÊNCIA
De quem somos?
Nos colocamos a perguntar.
Não somos do mundo, nem daqueles que nos rodeiam e nos amam.
Somos d’Aquele que, para o Seu propósito, nos fez; designou nosso trabalho e o tempo que teríamos para concluí-lo.
Ao concluirmos… precisamos nos despedir.
Mesmo que cause dor, não somos donos de nossa existência; somos servos cumprindo um propósito em uma curta vivência.
Mas… por que choras?
Minha obra apenas terminou…
Quando completares a tua, nos veremos novamente, junto ao Autor da vida, que um dia aqui nos enviou.
Fui… até breve. ❤️❤️❤️
Te esperarei lá, com um grande sorriso e com aquele abraço que, por “segundos”, foi interrompido aqui.
Cícero Marcos
Expressões do amor
O amor não se mede em palavras,
até aos gestos às vezes enfada,
explicar o inexplicável ? ...
É melhor não falar nada.
Deixe que os olhos expresse,
o que o coração lhe contou,
há cumplicidade entre eles,
pra revelar o amor.
Amo_te, por que amo, é o que consigo dizer.
Pois, se as palavras não expressam...
é melhor não me atrever.
Autor: Cicero Marcos
Feliz dia dos namorados!! 🥰
"Gente que brilha de verdade não ilumina pra aparecer; ilumina pra que outros encontrem o próprio caminho."
"A fé não é fuga; é impulso. É o vento invisível que empurra a vela quando o barco acha que não anda mais."
CAPÍTULO 4 – A PACIÊNCIA DAS SEMENTES E A SABEDORIA DO TEMPO
A vida não cresce no ritmo da nossa pressa.
Cresce no ritmo da verdade.
Cada sonho que você planta é como uma semente: invisível, pequena, discreta.
Ela não chama atenção.
Ela não faz barulho.
Ela não se mostra no primeiro dia.
Mas ali dentro, onde ninguém vê, já existe um movimento silencioso — um movimento de vida.
O tempo não atrasa.
O tempo prepara.
O problema é que a gente vive cercado de urgências e expectativas.
A gente quer colher antes de plantar.
Quer florescer antes de criar raiz.
Quer vitória antes de aprender a caminhar.
Mas nada que nasce rápido dura muito.
E tudo que nasce profundo cresce pra sempre.
A semente não luta contra a terra.
Ela confia.
Fica ali, escura, quieta, escondida…
mas cheia de fé.
Ela sabe que o sol virá.
Ela sabe que a chuva virá.
Ela sabe que a própria força a levantará quando chegar o momento.
Assim também é a alma humana.
Tem momentos da vida em que parece que nada está acontecendo.
Parece que os esforços não fazem diferença.
Parece que a mudança não chega.
Mas é justamente ali, nesse silêncio, nesse escuro, nesse espaço escondido…
que você está criando raiz.
Raiz que sustenta.
Raiz que protege.
Raiz que impede que qualquer vento te derrube.
O tempo não te rejeita.
O tempo te fortalece.
A vitória não gosta de quem tem pressa.
A vitória gosta de quem é persistente.
E persistir não é nunca falhar.
Persistir é falhar cem vezes… e levantar cento e uma.
Todo sonho é uma árvore esperando para nascer.
Depende de você regar.
Depende de você não arrancar do chão antes da hora.
Depende de você acreditar mesmo sem ver.
A fé é esse fio invisível que liga a semente ao céu.
E quando a colheita finalmente vem…
o mundo olha e chama de “milagre”.
Mas você sabe que não foi milagre.
Foi o tempo trabalhando junto com a sua coragem.
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Capítulo Quarto — Onde a Sombra Também Reza
Existe um tipo de noite que não aparece nas previsões do tempo. Uma noite que não vem do céu, mas da gente mesmo. Ela se aproxima devagar, como quem conhece o caminho da casa: primeiro um cansaço estranho, depois aquele aperto no meio do peito, e por fim a sensação de que o mundo ficou grande demais e o corpo pequeno demais pra carregar tudo.
Nessa noite, mora um personagem silencioso: o ser humano que luta com a própria mente. Às vezes é a ansiedade que dá ordens, às vezes é o pânico que chama pelo nome, e em outras a depressão se senta ao lado como um velho conhecido que nunca foi convidado. Ele olha o espelho e pergunta: “Por que eu sou assim?”
Mas a pergunta verdadeira deveria ser: “Por que eu acho que a culpa é minha?”
A culpa não é. Nunca foi.
Quando a alma dói, não é sinal de fraqueza — é sinal de que ela está viva demais, sentindo demais, absorvendo demais. É como um tecido delicado que se rasga fácil porque foi feito para perceber o mundo com profundidade.
Esse personagem, cansado e solitário, caminha por dentro do próprio labirinto. A mente vira um corredor estreito, cheio de ecos, e cada eco diz uma coisa diferente. Em certos dias, a luz da fé parece um fósforo; em outros, parece um farol. Mas ela sempre aparece — mesmo quando a pessoa acha que não merece.
Há um detalhe sagrado nesse capítulo: Deus não se preocupa com a roupa que usamos na vitória, mas com as cicatrizes que carregamos do combate.
Jesus, esse andarilho de almas cansadas, conhecia bem o peso das madrugadas que ninguém vê. Ele caminhava ao lado dos quebrados, dos tristes, dos esquecidos. E sempre repetia, de um jeito ou de outro:
“Você não é o que te feriu. Você é o que está tentando se levantar.”
É aí que entra a filosofia mística — aquela que olha para o invisível e entende que o sofrimento não é punição, mas passagem. O fogo que queima hoje pode virar clarão pra iluminar o caminho de outra pessoa amanhã.
Dor compartilhada vira mapa.
Dor transformada vira guia.
O personagem desse capítulo, mesmo tremendo, mesmo cansado, mesmo chorando com o rosto escondido na camisa, continua. Ele continua porque existe uma espécie de chamado. Não é voz de anjo, não é ordem divina, não é promessa de céu.
É só a vida sussurrando:
“Você ainda tem algo pra entregar.”
E ele tem.
Mesmo ferido, ele se torna farol para outros que estão na escuridão. Não porque é mais forte, mas porque conhece o caminho. Quem já visitou os próprios abismos sabe orientar quem está à beira deles.
No fim desse capítulo, a lição é simples e profunda:
a dor não diminui ninguém.
A tristeza não define ninguém.
A luta interna não anula a luz que carrega.
O perdão — inclusive o próprio — é um tipo de renascimento.
E cada crise superada é uma página virada dentro do livro sagrado que chamamos vida.
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