Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
É muito mais fácil usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover do que se comportar como verdadeiro filho d'Ele.
Está para nascer alguém mais Feliz do que os que podem (com)partilhar suas tristezas e mais Triste do que os que não podem (com)partilhar suas alegrias.
Feliz é aquele que encontra espaço para partilhar as próprias tristezas. Porque a dor repartida, mesmo que não desapareça, torna-se mais leve ao ser acolhida por outro coração.
Do mesmo modo, está para nascer alguém mais triste do que aquele que não encontra com quem partilhar as próprias alegrias.
Porque a felicidade guardada em silêncio perde cor, e um riso não ecoa inteiro quando não encontra outro riso para acompanhá-lo.
A vida se constrói nesse movimento de ida e volta: consolar e ser consolado, celebrar e ser celebrado.
Quando temos a quem confiar nossas lágrimas e a quem oferecer nossas risadas, descobrimos que a verdadeira riqueza não está em acumular, mas em compartilhar.
Talvez a maior bênção da existência humana não seja estar sempre Feliz ou sempre amparado, mas nunca estar só.
Sempre que a saudade desiste de fingir costume e me abraça um pouco mais apertado, o que me consola é a gratidão e a certeza do azar de ter tido tanta sorte.
Um dos maiores e mais belos propósitos da Fé é constranger o impossível.
Porque a Fé não é ausência de dúvida — é presença de confiança.
Ela não se alimenta de garantias, mas de esperança.
É o gesto mais ousado de quem planta mesmo sem ver o solo fértil, de quem continua caminhando mesmo quando o chão parece ter desaparecido debaixo de seus pés.
A Fé é essa força bruta silenciosa que, ao invés de discutir com o impossível, o constrange com pureza, entrega, insistência e resiliência.
Ela não o vence pela lógica, mas pelo amor.
E quando o impossível, envergonhado, se curva diante da perseverança dos que creem, é ali que o milagre acontece — discreto, sereno, e profundamente humano.
Sem a ajuda do braço mais forte — parte da sociedade e do próprio Estado —, o crime jamais se sustentaria.
Ele não sobrevive apenas da astúcia dos que o praticam, mas da conveniência dos que fingem não vê-lo e da conivência dos que o retroalimentam.
Grande parte da própria sociedade que o demoniza também é criminosa, só comete crimes diferentes.
É no silêncio das instituições, na corrupção disfarçada de burocracia e na indiferença coletiva que o crime encontra solo fértil para florescer.
Enquanto a força que deveria combatê-lo continuar a servi-lo — por medo, interesse ou omissão —, a injustiça deixará de ser exceção para se tornar estrutura.
E nesse cenário, o verdadeiro perigo não está apenas nos que transgridem a lei, mas nos que a manipulam em nome dela.
Com tantas “lideranças religiosas” mais preocupadas em fazer política do que evangelizar, tomara que ninguém espere encontrar toda essa permissividade escatológica lá no céu.
Quase sempre mais empenhadas em conquistar palanques do que corações, é natural que alguns confundam fé com estratégia e altar com palco.
Mas o risco maior não está apenas no que se faz aqui, e sim no que se passa a acreditar: que a permissividade, a manipulação e o jogo de interesses poderiam ter algum espaço no céu.
O céu — seja entendido como metáfora de transcendência ou esperança — não se molda aos desvios humanos.
Ele não precisa de campanhas, slogans ou acordos.
Ali não se barganha silêncios, não se negocia salvação e nem se legitima vaidade em nome de Deus.
Tomara mesmo que ninguém espere encontrar lá a mesma mistura de poder e conveniência que alguns apaixonados cultivam cá.
Que a expectativa do sagrado permaneça alta o bastante para nos lembrar que espiritualidade não se mede por seguidores, mas por verdade; não por palanque, mas por compaixão; não por permissividade, mas por integridade.
E que, diante de tantas distorções e adequações, ainda caiba em nós o desejo de uma fé que não se deixa contaminar — e de um céu que não se pareça, nem de longe, com os arranjos terrenos.
O diabo é um gênio: arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
E o mais curioso é que, enquanto muitos se oferecem como voluntários nessa medonha barganha espiritual, poucos percebem que toda e qualquer promessa de salvação germinada nas sombras termina cobrando pedágio na luz.
Há discursos tão cheios de “boas intenções” que parecem ouro, mas tilintam como ferro-velho quando batem na realidade.
E assim o país vai sendo posto em prateleiras invisíveis, negociado em nome de causas que nunca foram nossas, enquanto os que juram defendê-lo, esquecem que quem vende a própria consciência não costuma devolver o troco da história.
No fim, talvez o que mais deveria nos assustar não seja esse “diabo” — mas a quantidade de gente disposta a aprender com ele o ofício da negociação.
Deus nos livre dos bem-intencionados cheios de razão, que nem de longe estão de fato preocupados com a nação!
Talvez a conversão mais urgente e necessária seja parar de usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover.
Porque, quando a fé vira biombo, a devoção perde o brilho — e o sagrado perde o silêncio que o protege.
Há os que invocam Deus como quem veste uma fantasia: para parecer maior, mais puro e muito mais certo do que realmente é.
Mas Deus não é disfarce.
Não é medalha para pendurar no peito de quem busca aplausos.
Nem é escudo para fugir de críticas, nem trampolim para saltos de vaidade.
Usar o nome d’Ele como vitrine é profanar o altar que deveria moldar o coração.
E talvez seja por isso que tantas palavras ditas em Seu Santo nome soam tão ocas: porque não nasceram do arrependimento, mas da autopromoção.
A fé verdadeira não chama atenção — chama responsabilidade.
Não ergue palcos — ergue consciência.
Nem vende imagem — transforma caráter.
E O Caminho, a Verdade e a Vida — deve estar muito "Entristecido" com a romantização dos atalhos, das mentiras e das mortes — descaradamente defendida, e até praticada — por inescrupulosos que insistem em usar seu Santo Nome.
Talvez a dor mais silenciosa do Sagrado seja ver Sua mensagem, feita para libertar, transformada em arma para manipular.
Ver mãos que deveriam curar, apontarem dedos.
Vozes que deveriam consolar, retroalimentar discurso de ódio.
Ver corações que deveriam ser moldados pela misericórdia — se tornarem instrumentos de Ambição, Vaidade e Poder.
Enquanto isso,
O Caminho segue ignorado por quem prefere atalhos;
A Verdade, torcida por quem lucra com mentiras;
E a Vida, reduzida por quem abraça a morte — de reputações, de esperanças, de dignidades…
Sequestrar a mente humana não é tão difícil, mas o sagrado não se deixa sequestrar.
O Cristo não vira cúmplice só porque O invocam em vão.
E a fé continua sendo o que sempre foi:
um convite para viver o que se prega,
não um salvo-conduto para quem apenas prega o que não vive.
Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas nenhuma é tão execrável quanto a que se apodera da fé religiosa.
Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.
A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.
O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.
O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.
Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.
Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.
No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.
E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.
Talvez um dos fenômenos globais mais proeminentes — e perigosos — da atualidade seja a reinvenção da velha arte de dividir.
A polarização se atualizou, ganhou verniz tecnológico, novas linguagens e plataformas, só para redescobrir, com atraso, mais do que trágico, o preço da humanidade.
E a lógica do “nós contra eles” nunca foi gratuita.
Para que ela se sustente, é preciso mais do que slogans e inimigos fabricados: exige mentes disponíveis.
Algumas são alugadas por conveniência, outras vendidas por desespero, ambição ou fé cega.
No mercado das manipulações, o contrato é raramente lido, mas quase sempre cobrado.
O aluguel se paga com verdades fabricadas, recortadas e maquiadas até parecerem legítimas.
A compra, essa, exige a medonha moeda corrente: poder, visibilidade, likes, pertencimento, proteção, cargos ou silêncio cúmplice.
E quanto mais cara a consciência, mais sofisticada a narrativa que a embala.
Não é tão difícil sequestrar uma mente humana.
Basta oferecer uma certeza confortável, um culpado conveniente e a ilusão de pertencimento.
Difícil mesmo — quase impossível — é alugar a cabeça da maioria de um povo sem antes comprar algumas.
São essas poucas cabeças vendidas que legitimam o coro, afinam o discurso e tornam a manipulação socialmente aceitável.
Os inquilinos da manipulação certamente não movimentam somente as moedas simbólicas.
Narrativas também têm lastro.
Quando a mentira se sustenta por tempo demais, alguém está financiando sua permanência — seja com dinheiro, seja com influência, seja com o sacrifício deliberado da verdade.
E, no fim, quando tudo parece ruído, polarização e caos espontâneo, resta a constatação mais incômoda: não se trata somente de mentes enganadas.
Trata-se de consciências negociadas.
Porque enquanto alguns alugam suas cabeças por ignorância transitória, outros as vendem com escritura registrada.
E alguém — invariavelmente — está se vendendo.
Há, porém, uma dobra ainda muito mais sutil nesse tecido: muitas verdades fabricadas deixam de ser só mentiras bem contadas para se tornarem verdades funcionais, dependendo de quem as defenda.
Não é o fato que as sustenta, mas o lugar de onde são proclamadas.
Quando a narrativa vem amparada por carisma, poder, fé ou pertencimento, ela dispensa provas.
A autoridade simbólica substitui a realidade, e a repetição apaixonada ocupa o espaço onde antes morava a dúvida.
A mentira, então, não precisa convencer — basta circular.
Mas o mundo apaixonado não percebe isso porque a paixão suspende o pensamento crítico.
Troca-se a pergunta pelo aplauso, a escuta pela defesa, a busca da verdade pela necessidade de vencer.
A verdade deixa de ser algo a ser descoberto para ser algo sob proteção — mesmo quando é frágil, contraditória ou vazia.
Há conforto nessa entrega.
Pensar exige risco.
E pode custar o grupo, a identidade, o rótulo, o abrigo emocional.
A paixão, ao contrário, oferece chão firme, ainda que falso, e a tranquilidade de não precisar rever nada.
Por isso, verdades fabricadas prosperam melhor em tempos de devoção do que em tempos de reflexão.
Elas não exigem coerência, exigem lealdade.
Não mendigam compreensão, mas repetição.
E talvez o mais perturbador não seja que muitos não percebam esse mecanismo — mas que alguns percebam… e ainda assim, escolham permanecer apaixonados, defendendo com fervor aquilo que jamais ousaram examinar.
A polarização é trevosa!
Às vezes, o barco resolve balançar um pouquinho mais, só para nos lembrar que o Filho do Homem tem autoridade até sobre a tempestade.
Quando eu era mais medo que fé, olhava mais para as águas agitadas…
Agora, sendo mais fé do que medo, já posso Vê-lo, vindo ter comigo, caminhando por sobre as águas!
Ele sempre está agindo!
Aos meus — consanguíneos e em Cristo — tende bom ânimo!
Talvez acreditar que mais ninguém esteja Ferido — seja só outra forma medonha de Ferir.
Porque a dor, quando não ouvida, vira eco.
E quando presumimos que o mundo está inteiro, deixamos de perceber os cacos que alguém tenta segurar com as próprias mãos.
A verdade é que ninguém sai ileso da travessia — enquanto uns sangram por dentro, outros tentam esconder os cortes com sorrisos.
Estamos quase todos lutando com dores, dificuldades e problemas…
Ainda que diferentes.
Mas ignorar o sofrimento alheio é como esbarrar em uma ferida aberta fingindo ser só o vento.
Empatia não é diagnóstico — é presença.
É a coragem de admitir que talvez o outro também esteja lutando uma guerra que não machuca e apavora somente você.
E que às vezes, só de reconhecer a batalha, já deixamos de ser um potencial inimigo sem perceber.
Se não soubermos enxergar a dor do outro, a nossa também ficará sem testemunha.
E nada fere ainda mais do que sofrer sozinho num mundo que insiste em parecer inteiro.
A vulnerabilidade compartilhada e o reconhecimento mútuo do sofrimento são, talvez, os caminhos mais curtos para nos sentirmos menos frágeis em um mundo tão quebrado.
Em meio a tantas dores, dificuldades e problemas, quem presume não tê-los — ou imagina que o resto do mundo segue ileso — acaba sendo, sem perceber, a parte mais perigosa deles.
O Crime Organizado costuma ser mais previsível que muitos Líderes Religiosos que se ajoelham diante da política.
E talvez seja exatamente aí que mora o perigo: na previsibilidade do perverso e na imprevisibilidade dos que deveriam ser farol.
Quando o crime se apresenta, já sabemos o que esperar — sua brutalidade não promete virtudes, nem esconde seus métodos.
Ainda que precipitado nos infortúnios da própria escuridão, ele consegue ser até mais honesto do que quem tem agenda oculta para cumprir.
Mas quando a fé, aquela que deveria ser abrigo, se confunde com palanque;
quando o altar, aquele que deveria ser refúgio, vira plataforma;
quando a palavra sagrada, que deveria orientar consciências, começa a servir a conveniências… passa a ser usada para se esconder, aparecer e se promover,
então a confusão deixa de ser acidente e se torna estratégia.
A fé não é o problema.
O problema é quando ela é sequestrada por ambições.
Quando mãos que deveriam erguer feridos, erguem partidos.
E quando vozes que deveriam consolar, inflamam disputas.
Quando líderes que deveriam curar feridas, as utilizam como moeda política.
E, por ironia muito amarga, enquanto o crime mantém sua lógica previsível — tão trágica quanto constante — a espiritualidade distorcida por interesses se torna um território nebuloso, onde o risco não é apenas o engano, mas a perda do discernimento coletivo.
Porque quando quem deveria apontar o caminho se ajoelha diante do poder, os que com ele caminham é que se perdem.
Com tanta gente Machucada no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidados.
Vivemos tempos em que o afeto deixou de ser apenas gesto; virou responsabilidade.
Já não basta estender a mão — é preciso saber onde tocar, como tocar — e até quando tocar.
Porque a pele do outro, tão marcada pelas cicatrizes da jornada, reagiu aprendendo a se proteger antes de se abrir.
E, ainda assim, o mundo continua faminto de ternura.
Talvez por isso os carinhos sejam hoje tão raros e tão preciosos: eles precisam atravessar medos, memórias e desconfianças antes de chegar ao coração que ansiosamente os espera.
E, quando chegam, chegam devagar — quase pedindo licença — porque sabem que qualquer descuido pode reacender dores antigas.
Mas o cuidado não enfraquece o carinho; ele o aperfeiçoa.
É no gesto atento, na palavra que não invade, no silêncio que acolhe, que o afeto encontra seu caminho seguro.
Afinal, quem carrega feridas aprende a reconhecer quem toca para ferir e quem toca para curar.
E talvez seja nisso que a Humanidade ainda tenha Salvação: na coragem de oferecer Carinho mesmo quando ele exige mais cuidado… e na Humildade de recebê-lo mesmo quando ainda Dói.
De repente, nossas necessidades mais básicas voltam a ocupar o centro das atenções.
É hora de arrastar as pautas para o centro do palco novamente…
Começaram pela “Insegurança” — e começaram ditando o tom.
Tiros. Mortes.
Não pouco — nem um, nem outro.
Tiros deliberados deveriam sempre nos assustar, nos impactar.
Mortes também.
Mas o Crime Desorganizado já entendeu que, para sensibilizar uma sociedade que — infelizmente — também já banaliza quase tudo, às vezes é preciso passar só um pouquinho além do ponto.
Apreensão de meia dúzia de fuzis…
Meia dúzia de mortes…
“Coisas da vida”!?
As 121 mortes reencontraram a sensibilidade de muitos — e reaqueceram um debate que nunca se fecha.
Reaqueceu de forma apaixonada, embora desinteligente.
Mas reaqueceu.
Até colocou em evidência o Crime Desorganizado e o Organizado… como se não coexistissem, como se não se retroalimentassem mutuamente.
Sem a sinergia entre Saúde, Educação e Segurança, não há base sólida para pleitear ou defender qualquer outra necessidade.
Qualquer outro direito.
Que bom que existem os recessos e os excessos!
Daqui a pouco, todos entram em recesso — e se calam.
Nós, seguimos nos preparando espiritualmente para o Natal, para o réveillon…
Depois do futebol, ainda tem carnaval.
Ah, se não fossem os recessos, os excessos e as distrações…
Se tivéssemos nos interessado por política antes de as Redes Sociais parirem essa corja de Políticos-Influencers, talvez não estivéssemos tão apaixonados por esses Criadores de Conteúdo brincando de governar.
Eis que o Ano Eleitoral se aproxima…
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