Namoro
Em cada verso um suspiro, em cada linha paixão, ser poeta é transforma a vida em poesia e fazer o simples ser emocionante.
"A Paixão Segura não é a ausência de desejo (Eros), mas sim o desejo ancorado na vontade de cuidar (Ágape). É o fogo que queima sem consumir a Quietude, pois é alimentado pelo respeito."
Desastre eminente
paixão proibida
E teve o que quis
Desejou e realizou
Mas o medo era maior que a satisfação
sucumbi e aceitou qualquer migalha
Era o que tinha e foi tudo que teve
Se decidiu em segundos
Não esperava nada além
E foi tudo de uma vez
E foi de mais, não houve trégua
Não ousou intervalos
Não pensou muito no perigo
Só sentiu, sentiu sentir
Sem trégua para decidir
Sem ar para respirar
Sem segunda chance
Tudo de uma vez
E um pouco de tudo
Sem permissão
Tomou o que quis
e não aguentou
Não teve força para desistir
Misericórdia dessa alma
Que lutou contra e a favor
Que desejou não desejar
mas desejou sonhar
pelo desejo clandestino
E quis não querer, mas quis de todo coração ter
E depois se arrependeu
No mesmo instante que acabou
Desejava não mais ter
Mas já tinha amostra para sempre
Era inevitável sentir
Como sentimento explodido
Foi libertado e estava liberado
Para morrer por dentro
Para nunca ser exposto
Foi tudo que tinha e foi à toa
Não valeu de nada e nunca valerá
Deve voltar para o casulo
Mas o fluído foi liberado
A lagarta virou borboleta
Não volta a ser o que era
Foi corrompida para sempre
Um sentimento além do tempo
Que não era sentimento, era falha
Era o próprio casulo
Que agora não mais imaculado
É corrompido e atingido
Como uma flecha que passa pela carne
Passageiro do tempo, desembarcou
Sentiu de mais a flor da pele
Queria mais, e era tudo que queria
Não teve escolha
Uma vida encubada e liberada em segundos
O pavor da perda foi maior que a frustração conhecida
Se tornou só memórias avassaladoras
De uma sentimento sem meio só fim
Onde por anos não conseguiu se livrar
E ficou adormecido como vulcão
E no momento da erupção se apagou
Não sobrou nada
Totalmente dês corrompido
Como se não houvesse depois
Como se não houvesse futuro
O sentimento passou como água sobre a ponte
A tempestade foi acalmada
E só deixou rastro de dor crescente
Dor da perda absoluta
Dor da causa injusta
Dor do amor se transformando em poema
Completamente e absolutamente desejado
Previsto e decidido para sempre
Agora só sente vazio
que para sempre existirá
Mas que fazia parte do processo
Era aceitável até esse ponto
Mas corrompeu até os ossos
Não restou um minuto do antes
E foi agudo
Genuíno
Insaciável
Estava feito
Consumado
Resolvido
Desmaculado
Des rescentido
Des desejado
Foi tudo por ego
Foi tudo em vão
E a alma chorou
E a água não lavou
E o joelho se dobrou
E a carne descansou
E o sentimento adormeceu
Mesmo querendo acordar
Não sobreviveu ao desejo de mais
Que nunca teria e sabia
Amostra única e intensa
De um futuro inexistente
De um pecado carnal
Cometendo a falha da criação
Do esboço da perfeição à negação da mesma
Em segundos se tornou tormenta
Imperfeição da sociedade
Punição do conhecimento
Não cabia mais nada além do que sentiu
E deixou de sentir até se esquecer
Depois desapaixonou
Assim como começou terminou
E não queria assim
Queria completo e completamente
Mas por culpa da prisão
Se acorrentou no próprio ego em vão
No dia seguinte questionou
Pra que tanto e porque menos
E se só tinha aquele momento
Porque não aproveitou totalmente
Precisou passar para perceber
Que o segundos voaram
Como águia faminta
E o desejo se acalmou
Mas deixou saudade do primeiro contato
Do primeiro toque genuíno
Do primeiro rastro de arrepio
E a tempestade de tremedeira
Da adrenalina produzida na veia
Veio a tona
E foi de mais
Não suportou
Se culpou
Se arrependeu
Se tocou da realidade
Da intimidade
Da vontade
Do adeus inevitável
Do pra sempre do medo
Do fim descomplicado
Do começo antepassado pelo agora
Do tempo administrado
Da penumbra do sonho ao lembrar
Do pesadelo do sentimento ressentido
E no mesmo segundo que acabou
Queria relembrar
Como ler seu livro favorito pela primeira vez
Mas só descobrir que é o favorito quando ler
Queria esquecer para sentir de novo o novo
E não mais ter
E não mais conseguir coragem
E querer esquecer a verdade trágica do querer
Do medo entre o coração e a realidade
E ela sentiu novamente a todo tempo
Em seus devaneiros
Desde o primeiro toque até o final
Se lembra do gosto, do gole a seco
Do paladar de adrenalina quente
Da saliva sugada
Do paladar desconhecido e agradável
Do exagero de sabor humano
Do rastro de catástrofe deixado
Só em fechar o olho sente
E não quer abrir
Quer lembrar e esquecer a todo tempo
Só pede a Deus uma cura
Antes de morrer com o medo
Que a vida vala a pena depois
Que não seja desperdiçada nem trocada
Como poema rabiscado
Querendo ser reescrito após amassado
O desejo foi libertado e volta a sufocar
Bem pior que antes
Agora era questão de tempo
Para a memória invadir de tocaia
De cada palavra e suor voltarem ao lugar
Como se adiantasse
Na entropia humana
O sentimento misturou com medo
A desordem do caos foi absorvida
E veio a tona
Desejada
Polida
Catastroficamente planejada
E ao mesmo tempo a calmaria
Da perfeição humana em fazer sentir
E sentir muito
E não querer mais nada
Além do momento
E a pobre alma pede a Deus
Um minuto de paz após
Que seu coração rasgado
Estilhaçado
Se regenere
Como a pele queimada
Que a ferida aberta se feche
Não devia ter machucado
Porque não havia lança
Nem arma
Só a carne delirante
Carne com carne
Como paleolíticos ancestrais
Como lobos famintos
Sensíveis ao cheiro de sangue
Sensíveis a qualquer movimento da presa
Num único desejo de devorar se devorou
Se isso não for suficiente
Reza a todo momento
Que o fim eminente
Rasteje como anfíbio
Demore a chegar
Ou nunca chegue ao destino
Que cada moldura de visão
Seja deixada coberta para sempre
Assim como a neve sobre o Terra
Acalanta com a proteção
Completamente transparente
Mas com fervor de avalanche
Que ela seja feliz sem
Sem e sempre
Para dominar todo o seu ser
Só gastou uma piscada
Não foi nada mas foi tudo
E foi o bastante
Se sentiu arrebatada
Agora cabe ao coração esquecer
Tarefa mais difícil
No tortura do querer
Se desfez a ânsia do medo
E subiu a franqueza do querer
Ansia por mais e não ter
E jamais vai esquecer
Dos momentos que sentiu
Seu coração bater
Ainda mais naquela hora
Saltando pela boca
Abraçando suas veias
Como se sua vida dependesse totalmente
Do momento que viveu
E depois só restou o fim
Mas ainda que não reste nada
Que o sentimento adormeça finamente
Que no dia da morte
Tenha amostra do que viveu
E será totalmente livre
Para dizer em voz alta o que sentiu
Discrepando as palavras pelo ar
Faltando ar para viver
Não mais em sua realidade
O total se desfez
E ficou tudo bem
Sobreviver...
Minha vida...
Sem paixão,
Sem cor,
Sem tempero.
Nada move meu coração,
Nada agita meus temores,
Nem esquece meus amores.
É o nada... do nada.
Apenas SOBREVIVER.
E assim,
a cabeça dói,
O coração palpita,
Não de amor,
mas de tremor.
Minha vida sem jeito,
Sem graça,
Sem sal,.
Meu dia a dia,
na solidão,
na ansiedade,
Na escuridão.
O Homem Magro
A paixão cessou,
mas o homem magro
continua sentado
ao pé da cama —
seco e puro,
como o ar
que respiro.
E chega aquela fase da paixão, que você não consegue nem mais dormir de tanto pensar na pessoa. Bizarro em bom sentido, o quanto o nosso corpo age, quando estamos apaixonados por alguém. Eram pra ser sentimentos secretos, mas aí quando percebemos, já virou uma bola de neve em movimento.
Doce desejo, intensa paixão,
de um sentir profundo és a mais bela idealização.
Proibida, distante, impossível de alcançar,
resta-me apenas, em silêncio, te admirar.
MUSA
Seus cabelos são cascata,
Nos ombros de pura alvura.
És minha paixão abstrata,
Coroada de brandura!
Nessa ilusão cinzelada,
A sua rara candura,
Dessa musa cintilada,
Em infinda formosura
Oh deusa da minha vida!
Nos lábios, rubra cor.
És a doce prometida,
Que aliança o meu amor.
Hei de admirar-te despida,
Sendo o seu servo e senhor!
Pessoas chegam em nossas vidas cheias de alegria e paixão,só Não sabem elas que sou um assassino de variáveis.
Eu vivo de paixão
Me faz sentir meu sangue correr
Meu coração bater descompassado
É a vida me lembrando de viver, plena
"Tu es tudo que eu quero na vida...
paixão louca que eu quero viver..
Somente tu..
Es dono do meu coração"..
________Rosa Negra
ACREDITAS!
As lembranças que magoam
O sentimento da paixão.
Histórias que não são contadas
Pela verdade e nem pela imaginação.
Tenho esperança do retorno
Que nunca volta para casa.
Prefiro viver as minhas
Sinceras fantasias voando sem asas.
Viver na ilusão,
E saber que o teu sim
Nunca foi pela razão,
Mas sim pela circunstâncias,
Da emoção.
Eu sei que não sou como você quis.
Não sou o teu sonho de amanhã.
Não tenho horas e nem minutos.
Mas posso te dizer que o meu amor,
É como as estações
Primavera, outono, inverno e verão.
Tenho um renascimento do amor
Nos dias curtos, no frio um cobertor,
E nos longos dias de sol,
Sou a tua sombra para te proteger do calor.
Acredita sou o teu inicio da história,
Sou o mapa do teu caminho,
A verdade sobre a mentira,
A esperança em um beijo
Descrito em um pergaminho.
Sou o teu início,
Sou o teu em mim.
Sou o teu vício,
Sou o teu em ti.
Acreditas! As lembranças
Não são feitas de saudades.
E que o nosso amor é único,
E vive das nossas cumplicidades.
Acreditas, a paixão,
Só nasce com as felicidades.
Acreditas! Acredita...
Coração.
Nas verdades.
Autor: Cássio Charles Borges
Bigorna.
A vida é um oceano de sentimentos infinitos.
Nele, a paixão surge como fogo breve: ardida, quente, intensa, mas passageira.
Logo atrás, espera o amor — silencioso, paciente, profundo.
Mas entre a paixão e o amor erguem-se muralhas: angústia, insegurança, desespero.
São martelos que batem nas cicatrizes do passado, transformando lembranças em peso, e o peso em prisão.
Pensamos demais, e ao pensar, colocamos os problemas na frente daquilo que poderia nos salvar.
Deixamos que a dor ocupe o espaço que pertence ao amor.
E assim, o coração se torna campo de batalha: entre o que arde e o que cura, entre o que corrói e o que liberta.
Talvez o segredo não esteja em expulsar a angústia, mas em atravessá-la.
Não em negar a insegurança, mas em reconhecê-la como parte da jornada.
Porque só quem enfrenta o desespero pode compreender a profundidade do amor.
E no fim, é o amor que permanece — não como chama, mas como raiz.
A paixão do homem não é razão nem lógica para amar; é o instinto, o impulso da alma livre que trabalha em prol de encontrar um amor despedaçado e restaurar nele uma nova esfera de vida e amor.
Aprisionei a saudade junto da paixão, tranquei a distância — que vá embora com a solidão. Encurralei o tempo e esmaguei a lembrança do meu coração.
