Namoro
Quem dera...
Quem me dera poder confiar sem medo, poder me arriscar. Quem me dera, ao menos uma vez, poder dizer amo-te sem medo, sem medo de errar. Quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo o que existe. Acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes. Quem dera poder me apaixonar sem o temor de que um dia tudo irá se acabar. Poder olhar nos teus olhos, pegar na tua mão. Quem me dera poder acreditar que tudo pode mudar. Acreditar que as coisas irão melhorar. Quem me dera se ela voltasse. Voltasse para mim, para meus braços. Quem dera... Quem me dera não viver na ilusão, acreditar que isso tudo dito é mera ficção.
- Bruno Borges
Se eu te magoei, e não pude converter o que foi feito
Fecho meus olhos, e te imagino com aquele sorriso perfeito
As mil desculpas te peço agora
Pelo o que foi posto pra fora
Se pela minha ignorância não for perdoado
Te esperarei quando chegar a hora
Mil palavras podem ser ditas e nenhuma compreendida
Ações são relevantes
E os meus erros constantes
Sei que algumas agridem e deixam feridas
Mas as minhas suplicas pelo perdão são importantes
Assim continuaremos adiante no calor incessante.
13-09-2013
Mas talvez um dia você perceba que é mais fácil se manter vivo quando se vive por alguém , quando se vive por algo além de você do que viver apenas por você.
Homem misterioso algum devia ser permitido de ler livros em publico, não basta ter um olhar que te devora, ainda usam de um livro na mão. Golpe baixo pra imaginação de qualquer mulher.
O problema com certeza são as lembranças. Elas se mantêm em mim, elas não vão embora contigo na estação da luz.
Que todos falem "eu te amo" ou "eu te odeio" quando essa for a maior certeza de seu coração. Por isso digo-lhes, comecem a usar a verdade no seu dia-a-dia, sua vida se tornará melhor e não tenham medo de expressar seus sentimentos, por mais confusos, loucos, irreais, impossíveis que sejam ... ninguém fica triste por saber que outra pessoa no mundo o ama .
Naquele monte distante, encontrei a flor mais linda
Mais sublime que todas as que tinha no meu jardim…
Desde que a descobri, em plena Primavera
Todos os dias ia vê-la, contempla-la,
Todos os dias cuidava dela
Mais do que as flores que tinha no meu jardim…
Vivi com ela todos os dias
Contei-lhe todas as minhas histórias
E ela, em silêncio, ouvia
Como se a história também lhe pertencesse,
Mais do que as flores que tinha no meu jardim…
Mas hoje é Inverno, la fora faz frio
E naquele monte distante neva.
E eu deixei de ver a flor mais linda
Que todos os dias espera por mim,
E agora só olho da janela para as flores do meu jardim…
Hoje o frio parou, a neve cessou,
O sol voltou a brilhar
E eu voltei àquele monte distante
Ver como estava a flor mais linda
Mais do que as flores do meu jardim…
Quando lá voltei, já não havia flor,
O vento e a chuva levaram-na, pensei eu.
Mas não, soube apenas que outro alguém,
Vendo a mais linda flor sofrer com o vento e com a chuva
Levou-a daquele monte distante para a guardar no seu jardim…
http://ensaiosdescrita.blogspot.pt/2012/09/a-minha-flor.html
Irei fazer de tudo!
Mesmo que não aja motivos para lutar,
Irei usar seus defeitos por direito de te amar.
Que me toque teu olhar...
tua vida... tuas mãos...
E me encha de felicidade
o meu triste coração.
Que me venham o teus lábios,
teu sorriso de manhã.
Venha tua malícia... tua sedução...
ardendo em beijos de hortelã.
Só não quero tuas lágrimas,
nem desejos que as tenha.
Quero teu fogo em brasa,
igual o fogo que devora a lenha.
Ainda sinto falta da ponta do teu nariz frio mesmo em dias de verão, e do seu pescoço sempre quente e pronto para esquentar minhas pernas no inverno. As tardes ainda esperam as gargalhadas despreocupadas com sorvetes, e as noites aguardam ansiosas pelo cheiro da pizza de calabresa e a admiração como meninos bobos por céu estrelado
Eu soletro teu nome no escuro. Treino textos sem sentido para me declarar depois. Ouço sua voz ecoar pelos cômodos da casa. Ascendo a luz, mas não há ninguém.
Nunca tinha vivido uma história tão intensa, nem tão bonita, de arrepiar. Nunca havia me doado tanto, acreditado tanto, como essa agora.
Então eu banquei o sincero e te disse que o que me sufocava era essa demora, esse seu medo de iniciar o que já havia começado.
Sofria de uma doença grave e sem cura chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente, inventava planos, falava ao telefone sem ter ninguém na linha. Sonhava com um sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Criava uma vida, uma personalidade, umas histórias conturbadas, e vivia disso. Vivia das manias, dos defeitos e de umas brigas que nunca existiram. Admirava gravatas nas vitrines. Dizia um sobrenome de casamento. Guardava presentes na gaveta, colecionava cartas que mandava para si próprio. Nunca trancava a porta do quarto antes de dormir. Escrevia para ninguém. Chamava e esperava o futuro para que assim fosse.
E eu fico lembrando do seu jeito sério e suas palavras cuidadosamente escolhidas no momento em que o silêncio prevalece entre nós. Eu dou risada dessa sua cara porque essa coisa de melhor amigo, no nosso caso, nunca fez sentido dentro da minha cabeça.
Havia um pouco da gente em cada canto. Havia a gente. Era tanto, que eu não sabia distinguir você de mim.
Ainda sinto meus cílios dormentes, porque forço meus olhos, para que eu não adormeça, para não deixar de pensar em você.
