Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
Amigos virtuais. A questão é nova, complexa e pertinente. Conhecer, conhecer nem nós próprios nos conhecemos bem, por se tratar de um processo iterativo. Se a amizade implica ver pessoalmente, neste caso os cegos não teriam amigos. Amigos são sempre desconhecidos, que um dia aparecem e nos apaziguam a alma.
“FALSO AMOR”
Nunca entendi muito bem o acontecido,
ainda continuo meio desnorteado,
nunca acreditei que tivesse te perdido,
nunca me toquei que você tinha me deixado.
Nunca dei vazão a qualquer tristeza,
nunca caí em nenhuma depressão,
nunca me esforcei para ter certeza,
nunca senti aperto em meu coração.
Quando ouvia nossa música para mim era normal,
quando alguém me perguntava, eu desconversava,
nunca troquei meu chope por calmante natural,
nem com meus amigos qualquer coisa comentava.
Nunca deixei de ir ao nosso bar comum,
até “Ghost” assisti sem perceber a sua ausência,
nunca fiz comentários para qualquer um,
nunca deixei de usar a sua preferida essência.
Nunca dei margem a qualquer ilusão,
nunca me propus a alimentar a dor,
o que nós tivemos foi uma forte paixão,
uma grande atração, mas nunca foi amor.
“... Costumo fazer algo de forma inesperada.
Coisas planejadas tem tudo pra não darem certo.
Brasília é um exemplo disso...!”.
Quando se sentir quebrado, lembre-se que todas as suas peças continuam ali, inclusive sua felicidade
“Existem sons maravilhosos. O canto dos pássaros sobre a praia, a música preferida, o grito do oceano. Mas nenhum som é mais maravilhoso do que a batida do coração de quem amamos.”
CÉU SERVADOR
"Custo a aspirar ao céu
Tenso, servador, orlado, sem leito e sincrônico,
Que vigia o esquife deste mundo esguio e eclipsante,
Estende regras e aspirações indolentes,
Quebranta com ventos imperadores os domínios caducantes,
Bloqueia os discos viçosos
Na ideia de zarpar desta terra tão sulcada,
Descega os nervos e traduz os temporais,
Supera em vultos o enredo inventado
Por uma humanidade retirada."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
MENTIRA
"Convalesço-me de ti, MENTIRA,
Pois me fortaleces sem meus escorredouros.
Instigas-me aos preços mais resvalados
E desvendas-me imodicamente
Nos meus covis repentinos.
Se me dissesses onde te espelhavas
Antes de me suplicar tuas polidezes,
Eu não te encontraria
Conluiada e hospedeira.
Eu apuraria para ti
O símbolo da veracidade saliente,
Para que fosses mera palidez no combalido incenso
Emudecendo-me e assenhoreando meus todos cavalados."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
TEMPESTADE ELEGÍACA
"Acomodando o deslocamento da tempestade elegíaca,
Sufoquei encontros na humanidade e no êmbolo escaldante,
Condoí o culto de noites padroeiras,
Esburaquei rumores de mim,
Deslizei sobre minhas vistas carícias de tempos ruminantes
No estilo flagelador de aceitar carreamentos,
Anoiteci em chamas tocando minhas ganâncias,
Jaculei por vozes nunca extrovertidas o reto esporângio,
Salguei o caldo de meu muro ignóbil,
Liguei quases e porquês na impostação enfermiça
Imperando na terra tísica com estremecimentos postiços,
Persegui dentro do mais fino logaritmo
Aquele escrúpulo que me anula sorridente
No topo da romaria encompridada."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
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