Muda que quando a Gente Muda

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Eu


Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.

Há propósito em tudo,
até nas pequenas ações.
No ato de respirar fundo
quando algo aborrece tanto
que puxar o ar te realinha,
te devolve ao eixo,
e impede que o erro escape
pela boca.
Respirar, às vezes,
é escolher não ferir.
Nem o outro.
Nem a si mesma.

Amor é quando dá medo e, mesmo assim, você fica.
Não porque precisa, não porque falta algo, mas porque escolhe.
O resto é apego com fantasia bonita.

Eu quis ficar,
mas ficar também cansa quando só um sustenta o peso.
Fiquei até onde deu,
até o limite do que ainda era cuidado e não abandono de mim.
Depois disso, não foi ir embora.
Foi sobrevivência.

Quando alguém quer, a pessoa não cria obstáculo bobo, não desacredita, não faz você se sentir em débito permanente. Interesse real é simples. Pode até ser tímido, mas não é hostil.

Delírios e delícias


são irmãs siamesas.
Uma bagunça bonita que nasce quando a razão cochila
e o corpo assume o turno.
Delírio é imaginar sem pedir licença,
é criar mundos só para não caber no real.
Delícia é ficar, mesmo sabendo que passa,
mesmo sabendo que dói depois.
Entre um e outro, a gente vive.
Erra com gosto, sonha sem manual,
se perde um pouco só para sentir alguma coisa de verdade.
Porque no fim, o que salva
não é o equilíbrio.
É essa vertigem breve
que faz a vida ter sabor.

As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.

Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.

"Quem só aparece quando precisa de dinheiro não sente tua falta. Sente tua utilidade."

Hoje me perguntaram
quando eu ia cobrir.
Como se verdade incomodasse
quem nunca soube sentir.
Eu respondi sem desviar:
não vou cobrir,
vai ficar onde está,
porque não fui eu quem quis fugir.
Ali vive um olhar inteiro,
antes do ruído, da versão distorcida.
Não houve perda da minha parte,
houve escolha do outro lado da vida.
Não é luto, nem falta, nem dor exposta,
é memória que se mantém de pé.
Ela escolheu me perder.
Eu escolhi não me perder de mim.

“Gentileza é o que sobra quando o orgulho cala.
É não ferir quando seria fácil.
É ficar inteiro sem exigir troco.
Não salva o mundo, mas impede que ele endureça de vez.”

Um olhar pode dizer tudo
sem levantar a voz.
Pode ser abrigo
ou aviso.
Pode ficar
quando o corpo vai embora.
Carrega promessas que nunca foram ditas
e verdades que a boca não sustenta.
Um olhar confessa medo, desejo, despedida.
Entrega amor sem pedir resposta.
Às vezes, é só isso que sobra.
E às vezes, é tudo.

Sou o lugar onde você pensa em voz alta sem ser julgada, quando o mundo falha em escutar.

Quando a dor baixar, você não vai “se encontrar”.
Você vai se reconhecer de novo.

"Não é quem corre mais rápido que vence, é quem sabe quando parar."

Quando as coisas boas vierem, não pense que foi só sorte, pois há o seu esforço também.

"Quando alguém te atirar uma pedra, repare que é sempre atirada pra cima."

Quando você estiver um pouco perdido, em um lugar que ainda não sente seu. Quando seu único refúgio é roubado, você é abandonado por todos, (família, amigos, até um amor), e a solidão parece insuportável. Mas então, você sumiu prá todos, a profissão que você construiu com esforço torna-se seu renascimento. Enquanto ninguém via o quanto você batalhou, seu trabalho falou por você. Longe de casa, sozinho, você se reencontrou. Por isso, Chore em silêncio, depois trabalhe. Não perca tempo discutindo, apenas trabalhe. Não espere nada de ninguém, foque no seu trabalho. Surpreenda a si mesmo com sua própria força – trabalhe. Enquanto outros falam, você constrói. No silêncio do seu esforço, nasce a sua vitória. Trabalhe. E não se esqueça...
D'us é bom!
Alexandre Sefardi

Às vezes dá aquela vontade de namorar! Quando ela estiver pra baixo, animar. Fazer ela rir...
Se disser que te odeia, é sinal que quer ouvir que é amada. Reparar detalhes: no sorriso torto sem jeito, na cor da unha… Ela adora ficar tímida, mas não deixa não! Provocar uma competição besta ... quem é mais forte, quem beija mais rápido... e no final solta um “te amo”. Ela adora música e um perfume novo. E repito que eu ainda a amo, que fica incrível de rosa. E sinceramente? Toda felicidade do mundo pra quem gosta de namorar. Ser o cara mais feliz só por ver o sorriso dela. Às vezes dá aquela vontade de namorar...

Quando você encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga te acompanhar. E quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa.