Muda que quando a Gente Muda
Descaminho
Quando decidi estar com você
Aprendi além daquilo que imaginei um dia aprender
Aprendi o que é a mentira, o que é o errado
o olhar e o sorriso, falsos
e que não existe intervalo entre o amor e o ódio
entre o bem e o mal
Aprendi quando devo ceder para obter
Aprendi que sou capaz de aprender
o que é a mentira , o que é o errado, o que é o ódio e o que é o mal
autoflagelo para suportar o inóspito
Aprendi com a retórica do sofista
Aprendi que um desatinado pode me ensinar
contudo, aprendi a perder o juízo para surpreender
aprendi tantas banalidades
tresloucada, olho-me ao espelho e o reflexo é você.
Quando você encontra alguém que torna tudo mais leve, mais bonito e mais verdadeiro, entende que não foi acaso. Foi o amor chegando devagar, ficando sem pedir licença e mudando tudo para melhor.
Quando nós começamos alcançar prazeres em todas tarefas do dia dia é um sinal positivo que atingimos a sabedoria emocional na vida e ao mesmo tempo encontramos um nível elevado de equilíbrio emocional entramos em um processo de colisão espiritual positiva com nossas mentes, corpos e almas, nesse momento aflora em nossos corpos um estado de êxtase inexplicável, "Viva intensamente a tão almejada felicidade"
"Muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus."
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
PARTIDA
Quando parti alguém que amamos e nós deixa sem notícias... Ou despedidas... O coração dói e alma chora.
" Quando ergo os olhos ao céu noturno, vejo estrelas que cintilam como se fossem portas abertas para o infinito. Elas me recordam que a vida não se encerra em minhas angústias, mas se prolonga em algo maior, eterno. Na brisa suave que acaricia meu rosto, percebo o toque invisível de uma mão amiga, lembrando-me que não estou só. "
O AMANHECER DA ALMA.
Quando a aurora rompe as sombras da noite, é como se um cântico silencioso atravessasse os espaços, convidando-nos a renovar o coração. O sol que desponta não ilumina apenas os vales, os montes e os rios; ele acende também uma chama íntima, recordando ao espírito humano que a vida é movimento, ascensão e promessa eterna de felicidade.
A beleza do dia que nasce não reside apenas no espetáculo da natureza, mas no símbolo que ele encerra. Assim como a Terra se veste de claridade após as horas escuras, também nós, viajores do infinito, somos chamados a emergir das sombras da dor, da ignorância e das provações. Cada manhã é, em si, um convite de Deus à esperança.
A vida espiritual não conhece crepúsculo definitivo. A morte, que tantos temem, é apenas o repouso de uma etapa, prelúdio de uma alvorada ainda mais bela. O espírito, imortal em sua essência, amanhece incessantemente. A cada existência, a cada experiência, desvela novos horizontes, amplia a visão, depura os sentimentos. Assim, a felicidade não é uma miragem distante, mas o resultado da marcha perseverante sob o olhar da Lei divina.
No alvorecer do espírito, a beleza maior não está no brilho exterior, mas na paz que nasce da consciência reta, no amor que se dá, na fraternidade que se semeia. A natureza ensina essa lição em silêncio: o sol não guarda sua luz, mas a reparte; a árvore não retém seus frutos, mas os oferece. Da mesma forma, a alma só encontra a verdadeira ventura quando aprende a doar-se, transformando cada amanhecer em um hino de gratidão.
Para meditar:
Que cada dia seja para nós uma alvorada da alma. Que aprendamos a saudar a manhã não apenas com os olhos voltados ao horizonte terrestre, mas com o coração aberto à eternidade. O destino do espírito é a felicidade; não a felicidade ilusória que o mundo oferece e retira, mas aquela que floresce no íntimo e que cresce, segura, à medida que nos aproximamos de Deus pela prática do bem.
Eis o grande chamado: viver o dia que se levanta como oportunidade sagrada de crescimento, luz e amor. E então, mesmo quando a noite dos sentidos chegar, traremos em nós a certeza luminosa de que uma aurora mais pura nos espera, porque o espírito jamais deixa de amanhecer.
Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.
O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.
A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.
Eu perdi o meu pai
No auge da pandemia
Quando a vacina ainda não vinha
E o silêncio do mundo era feito de incertezas
Sem proteção, sem respostas —
Só a dor crua da perda.
Quatro anos depois
Perdi a minha mãe
Quase lado a lado com os seus aniversários:
Ela em 19 de dezembro,
Ele em 20 de janeiro…
Como se o calendário guardasse um luto
E os dias se recusassem a passar
Sem lembrar de quem tanto amei.
No meu mundo existem memórias,
Milhares de lembranças que doem
E me moldam,
E me ensinam que a ausência é presença disfarçada:
Nos risos que ecoam,
No silêncio das manhãs vazias,
No sabor da saudade que não se despe.
Saudade do filho caçula
Que mesmo sem vocês
Segue o legado.
Segue a força, a coragem e a verdade
Da Família Araújo de Vasconcelos —
Que não se acaba,
Que não se perde,
Que vive em mim.
E no meu eu…
O amor permanece,
Imenso, indelével, eterno.
Resiliência
Quando crescer, quero ser como essa formiga…
Pequena no corpo, gigante na coragem.
Quero sair da zona de conforto, quebrar padrões,
enfrentar as dificuldades que eu mesma escolhi atravessar.
Ser chamada de louca
por não aceitar o raso, o fácil, o morno —
enquanto tantos preferem o comodismo,
mesmo morrendo um pouco a cada dia.
Vão desistindo dos sonhos,
deixando as expectativas pelo caminho,
com medo da morte…
sem perceber que respirar não é, necessariamente, estar vivo.
Quero ser como essa formiga,
porque o céu nunca foi o meu limite.
Aprendi que não existe sacrifício sem aprendizado,
nem queda que não ensine sobre altura.
E nem todos que estão à beira do abismo querem pular…
Às vezes, estão apenas em silêncio,
admirando o quanto precisaram escalar
para, enfim, sobreviver.
Quando o nosso coração encontra a verdadeira Paz, nossos olhos vêem os desafios como oportunidade para trabalhar nossa fé.
A noite avançava lesta, como só acontece quando as palavras se unem para dançarem uma valsa perfeita.
