Muda que quando a Gente Muda
Um dia a gente entende que beijar alguém para esquecer outra pessoa não funciona.
O coração não obedece ordens, e tentar enganá-lo só faz a saudade falar mais alto.
Um dia percebemos que nem todo encanto é cuidado, e que algumas pessoas passam pela nossa vida mais para ensinar do que para ficar.
Um dia descobrimos que se apaixonar não é escolha é acontecimento. Simplesmente chega, bagunça tudo e muda a gente.
Um dia entendemos que amor de verdade mora nos gestos pequenos: no ouvir, no ficar, no respeitar.
Um dia percebemos que o óbvio não emociona, que a rotina cansa quando não há sentimento.
Um dia aprendemos que agradar todo mundo tem um preço alto: o de se perder de si mesmo.
Um dia entendemos que quem menos fala, às vezes, é quem mais sente.
Um dia percebemos que somos importantes para alguém, mas já não estamos mais presentes como antes.
Um dia sentimos falta de um amigo, de um tempo, de uma versão nossa… e percebemos que o tempo não espera.
No fim, um dia entendemos que a vida é curta demais para todos os sonhos, todos os beijos e todas as palavras que ficam presas na garganta.
Então só restam duas escolhas:
ou aceitamos os vazios que a vida deixa,
ou temos coragem de viver intensamente, mesmo com medo, mesmo errando.
Há tanta gente que tem medo da solidão, porque na realidade têm medo de se enfrentarem a si mesmos, medo de descobrir a grande verdade: “estou vazio”.
Há gente que em nada nos acrescenta, só nos diminui!
Eu tenho que estar certa que vale a pena, apesar das respostas interiores e sinais. Não tenho medo de viver, apenas tenho cuidado, porque há gente que não merece a minha entrega natural e intensa.
Só sei estar inteira, só ou acompanhada.
Dou graças a Deus por alguma gente perceber e sair do meu caminho!
Se não houvesse gente tão preconceituosa, aprenderiam muito com as diferenças, em vez de reclamarem, julgarem e condenarem.
Há um dia em que todos precisamos de força para sair do charco!
Muita gente vive fechada no seu mundinho, não se dá ao trabalho de olhar para o mundo do outro, nem deixam que entrem no seu para serem ajudadas!
Não espere poeta
que recebam a tua poesia
em braços acolhedores
a gente deste mundo
feito fosse o teu poema
um bebe recém nascido
e ainda sujo de sangue
chorando e querendo leite e embalo
Não espere que a coloquem
em carinho de respeito,
de quem toca uma alma
e acolhe sinceramente
Não espere poeta
que sejas acolhido
feito um bebe dolorido
de estar nascido neste mundo feio
e ter
perdido
suas asas
no quinto
partido!
Com o tempo a gente aperfeiçoa, mas a essência permanece nas entranhas, ninguém esquece suas origens...
O mundo está repleto de gente boa, acredito, mais que más. Porém se você não as encontra em teu mundo, também não se encontra em você..
A gente aprende fazendo, sofrendo, vivenciando...
Sorrindo ou chorando compreende...
Se arrepende, se reprende , se apreende, e se liberta amando do bom senso...
Quando poeta se redime num verso, num regime do eco sistema, sublime se exprime
num poema me compenso
O reflexo do que a gente executa
Pode ser cicuta para a alma
Ou flor de laranjeira que alivia e acalma
Depende de você.
A gente engana dor
pensa que não vai esquecer mas esquece,
pensa que não vai aguentar mas aguenta,
pensa que não vai mais sofrer mas sofre,
Pensa que não vai mais doer mas dói
pensa que não vai mais amar,
mais ama.
Além do mais, há mais e a gente soma
A gente sempre se engana
A gente engana a dor.
CRENDICE
Quem me disse fui eu...
Achava que jamais iria envelhecer
Mas a gente reconhece a velhice
Na esquisitice de ver a mãe da gente morrer
E continuar a viver em nós.
Muitas vezes o silêncio é uma chicotada nas costas,
a melhor resposta para gente sem vergonha e sem noção.
Tenho muita retração confesso!
Por gente enigmática, de olhar obscuro,
Ar intransigente, olhar adiáfano que despe a gente.
Tenho páura da obsessão, do embonecamento,
Do poder exagerado de quem vive de passado.
Tenho é muita repulsa por quem usa desculpas,
O tempo todo como um jogo de tabuleiro,
Se esconde atrás dos frondes e têm cartas na manga.
Não me merece e nem faz por onde,
Tenho receio de quem usa, ardio e outros meios,
Pra sedução, usa sunga, ousa tanga,
Troca muambas, bugigangas e mais
Pousa sobre as pedras feitos lagartos de fogo,
Ou escorpião, com agulhão ventoso, venenoso.
Entro em retraimento, ante tudo isso,
Entrego para o vento os feitiços,
Agrego o pavor do amor falso e todo tipo de vícios.
