Muda que quando a Gente Muda
Passageiro sem destino
Sou aquele tipo de gente que insiste, que vê o que não existe...
sou triste.
Sou aquele tipo de gente que não desiste, que espera, que labuta...
vivo na luta.
Sou aquele tipo de gente que persiste, que não para, que continua...
vivo no mundo da lua.
Sou aquele tipo de gente que você ama, que você quer, que não cansa de procurar...
trago a esperança no olhar.
Espero o que não existe,
sou triste.
Encontre o que você quer,
em mim - sua mulher.
Passageiro clandestino, sou eu o seu destino!!
Se cada um cuidasse da própria vida e mantivesse a mente ocupada, não existiria fofoca nem gente falando da vida dos outros por aí.
Hoje em dia, usar ponto final já é sinal de ostentação, tem gente economizando até na pontuação, vírgula e exclamação!
Ultimamente, quem mais me procura não é gente… é boleto bancário. E pior: sempre em grupo e nunca com boas notícias.
Essa é uma pergunta que faz muita gente refletir.
Muitas pessoas brigam, discutem, rompem amizades e até família por causa de políticos. Mas, na prática, a maioria dos políticos dificilmente briga pessoalmente por um eleitor específico. O que eles fazem é defender interesses, projetos, partidos e, muitas vezes, estratégias de poder.
Nem todo político é igual, claro. Existem exceções. Mas, de modo geral:
O eleitor costuma defender o político com emoção.
O político costuma agir com cálculo e estratégia.
Enquanto as pessoas se dividem, muitos políticos, mesmo de partidos opostos, conversam, negociam e fazem acordos entre si.
Talvez a reflexão mais importante seja: vale a pena perder paz, amizade e saúde emocional por alguém que nem sabe que você existe?
Opinião política é importante. Debate é saudável. Mas brigar e se machucar por isso quase nunca compensa.
A gente tem medo: medo da vida, medo de nada dar certo, medo do que nos espera, medo de não ser suficiente para nós, medo de não nos encontrar. Em alguns momentos da vida, enfrentamos diversos tipos de medo.
Muita gente vê a carência como algo ruim. No entanto, ela pode ser entendida como intensidade, uma necessidade genuína de conexão, de presença, de trocas que atravessam a superfície e chegam ao íntimo do ser.
Querer receber não é fraqueza; querer doar não é submissão, mas coragem. Companhia verdadeira não se resume a estar junto: é se doar, se arriscar a sentir, se comprometer de verdade. É se expor mesmo diante do risco, aceitar que a dor faz parte do caminho, que ela molda e revela.
A solidão, por vezes, é o espaço onde se encontra a própria essência, onde se lapida e se reconhece, descobrindo bordas e rachaduras, e ainda assim permanecendo inteiro. Estar carente não significa depender do outro nem acreditar que não se consegue viver sozinho. Pelo contrário, é reconhecer a capacidade de existir em si mesmo e, ainda assim, escolher compartilhar quando houver vontade.
A presença do outro passa a ser um complemento que enriquece, e não algo que define. O ato de se abrir, se entregar e sentir — mesmo nas pequenas doses do cotidiano — é expressão de um amor vivido.
É desejar ir além da superfície, buscar profundidade, aceitar que medo, solidão, conflito e dúvida caminham lado a lado com a coragem de sentir, com a força de permanecer inteiro, com a ousadia de amar.
A carência consciente revela coragem. A presença do outro torna-se complemento, nunca exigência. Viver plenamente consigo mesmo e ainda assim se abrir ao que faz sentido é descobrir a beleza de sentir necessidade e intensidade, de não ter vergonha de precisar e, ao mesmo tempo, de oferecer.
É isso que torna a vida rica, viva e, no fim, genuinamente nossa.
A tragédia do nosso tempo não é o excesso de ruído no mundo, mas o fato de muita gente já não suportar o som da própria consciência.
