Morreu e esta em um lugar Melhor

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"Amo meu lado desordenado de viver a vida.
Ninguém vive com um manual destacando pontos a favor e os contra.
Se você quer realmente ser feliz, faça alguém feliz primeiro.
Doando se dá, doando se recebe."


—By Coelhinha

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⁠O carioca é um ser encantado. No Rio, dois sujeitos que nunca se viram tornam-se como que súbitos amigos de infância e caem nos braços um do outro, aos soluços. E a única cidade em que pode nascer, entre dois desconhecidos, uma intimidade fulminante.

Nelson Rodrigues
Flor de obsessão: as 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
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⁠A perfeita solidão há de ter pelo menos a presença numerosa de um amigo real.

Nelson Rodrigues
Flor de obsessão: as 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
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⁠O amigo é um momento de eternidade.

Nelson Rodrigues
Flor de obsessão: as 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
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⁠Não tente recuperar um minuto perdido,
pois neste minuto poderá perder o que jamais poderá ser recuperado

Inserida por marcostiagobrizola

“Um Sorriso que Traz Vida”


Houve um tempo em que os dias
pareciam cinza demais,
como se o mundo tivesse esquecido
de pintar um arco-íris no céu.
Mas aí surge do nada Samanta,
como quem chega sem avisar,
e de repente o silêncio da vida
começou novamente a cantar.
Sua presença tem algo doce,
como mel que acalma o paladar do coração,
basta um instante ao seu lado
para iluminar qualquer escuridão.
E o seu sorriso… ah, seu sorriso…
é o mais belo que já vi nascer,
um brilho raro e verdadeiro
capaz de fazer a própria tristeza se render.
E como se o destino quisesse
repetir tamanha beleza também,
Esther, a filha mais amada.
carrega o mesmo sorriso que a mãe tem.
Um sorriso que parece dizer
que a alegria sempre encontra caminho,
mesmo quando a vida se perde
no silêncio de um destino sozinho.
E tem também Simon,
com uma energia viva e radiante,
a mesma força bonita da mãe
que transforma qualquer instante.
Eles três, juntos no mundo,
são mais que apenas família ou calor,
são uma mudança repentina na vida,
um sopro inesperado de amor.
Porque às vezes a vida renasce
sem aviso, sem explicação,
basta alguém chegar sorrindo
e devolver luz ao coração.
E assim foi quando Samanta apareceu,
com seus filhos e luz, simplesmente fazendo bem
E de repente, a vida volta a florescer
onde antes simplesmente não havia mais ninguém.


Por Marcos Mattos

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"A vida é um breve atrevimento diante do infinito."

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"O segredo da felicidade é amar cada um dos seus problemas."

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"Um dia eu terei o prazer de viver frente ao infinito."

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"Em um mundo de escuridão, quanta luz uma pessoa consegue aguentar? Na desgraça, um vagalume faz sol, mas é apenas o sol dos miseráveis, o sol dos tolos."

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"A hipocrisia é um frasco de perfume quebrado dentro de um lindo pacote."

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"Para as pessoas que vivem na escuridão, qualquer vagalume é um farol."

Inserida por LiuBittencourt

⁠"Na escuridão, até um vaga-lume parece farol."

Inserida por LiuBittencourt

⁠"O tempo não é um inimigo a ser vencido, mas um mestre que nos ensina a viver no presente."

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⁠"A sorte é o vento que impulsiona o navio da vida; nossos esforços, meros remos em um vasto oceano."

Inserida por LiuBittencourt

O lenhador

Um lenhadô derribava
as árve, sem percisão,
e sempe a vó li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.


O lenhadô, num muchocho,
e rindo, cumo um sarvage,
dizia que os seus conseio
não passava de bobage.


Às vez, meu branco, o marvado,
acordano munto cedo,
pegava nu seu machado,
e levava o dia intero,
iscangaiano o arvoredo.


E a vó, supricano im vão,
sempe, sempe li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.


Numa minhã, o mardito,
inda mais bruto que os bruto,
sem fazê caso dos grito
da sua vó, que já tinha
mais de setenta janero,
botô nu chão um ingazero,
carregadinho de fruto.


Doutra feita o arrenegado
inda fez munto pió:
disgaiô a laranjera
da pobrezinha da vó,
uma véia laranjera,
donde ela tirô as frô
prá levá no seu vistido,
quando, virge, si casô,
há mais de cincuenta ano,
cum o difunto, o falicido.


E a vó, supricano im vão,
sempe, sempe li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.


Do lado do capinzá,
adonde pastava o gado,
tava um grande e véio ipê,
que o avô tinha prantado.


Despois de levá na roça
cuma inxada a iscavacá,
debaxo daquela sombra,
nas hora quente do dia,
vinha o véio discansá.


Se era noite de luá,
ali, num banco de pedra,
cuma viola cunversano,
o véio, já caducano,
rasgava o peito a cantá.


Apois, meu branco, o tinhoso,
o bruto, o mau, o tirano,
a fera disnaturada,
um dia jogô no chão
aquela árve sagrada,
que tinha mais de cem ano.


Mas porém, quando o mardito
isgaiava o grande ipê,
viu uns burbuio de sangue
do tronco véio corrê!
Sacudiu fora o machado,
e deu de perna a valê!


E foi correno...correno!


Cada tronco que ia vendo
das árve, que ele torô,
era um braço alevantado
dum home, meio interrado,
a gritá: Vai-te, marvado!
Assassino! Matadô!


E foi correno! correno!


Cada vez curria mais!


Mas porém, quando já longe,
uma vez oiô para atrás,
vendo o ipê alevantado,
cumo um home insanguentado,
cum os braço todo torado...
cada vez curria mais!


Na barranca do caminho,
abandonado, um ranchinho,
entre os mato entonce viu!
Que vê si apara e discansa,
e o ranchinho por vingança,
im riba dele caiui!


E foi correno, e gritano!
e as árve, que ia topano,
o que má pudia vê,
cumo se fosse arrancada
cum toda a raiz da terra,
numa grande disparada
ia atrás dele a corrê!


Na boca da incruziada,
veno uma gruta fechada
de verde capuangá,
o home introu pulo mato,
que logo que viu o ingrato,
de mato manso e macio,
ficô sendo um ispinhá!


E foi outra vez correno,
cansado, pulos caminho!


Toda a pranta que incontrava,
o capim que ele pisava,
tava crivado de ispinho...


Curria e não aparava!


Ia correno sem tino,
cumo o marvado, o assassino,
que um inocente matô!


Mas porém, na sua frente,
o que ele viu, de repente,
que, de repente, impacô?


Era um rio que passava,
ali, naquele lugá!
O rio tinha uma ponte:
o home foi atravessá!


Pôs o pé.. Ia passano.
E a ponte rangeu quebrano,
e toca o bicho a nadá!


O bruto tava afogano,
mas porém, sempre gritano:
socorro, meu Deus, socorro
socorro, que eu vô morrê!


Eu juro a Deus, supricano,
nunca mais na minha vida
uma só árve ofendê!
Entonce, um verde ingazero
que tava im riba das agua,
isticou um braço verde,
dando ao home a sarvação!


O home garrô no gaio,
no gaio cum os dente aferra,
foi assubino, assubino...
e quando firmô im terra,
chorava cumo um jobão!


Bejano o gaio e chorano,
dizia: Munto obrigado!
Deus te faça abençoado,
todo ano tê verdô!
Vô rebentá meu machado!
Não serei mais lenhadô!


Depois desta jura santa,
pra tê de todas as pranta
a graça, o perdão intero
dos crime de home ruím,
foi se fazê jardinero,
e não fazia outra coisa
sinão tratá do jardim.


A vó, que já carregava
mais de setenta janero,
dizia que neste mundo
nunca viu um jardinero
que fosse tão bom assim!


Drumia todas as noite,
dexano a jinela aberta,
pra iscutá todo o rumô,
e às vez, inté artas hora,
ficava, ali, na jinela,
uvindo o sonho das frô!


De minhã, de minhã cedo,
lá ia sabê das rosa,
dos cravo, das sempreviva,
das maguinólia cherosa,
se tinha durmido bem!


Tinha cuidado cum as rosa
que munta vó carinhosa
cum os seus netinho não tem!
Dizia a uma frô: Bom dia!
Como tá hoje vremêia!
Dizia a outra: Coitda!
Perdeu seu mé! Foi robada!
Já sei quem foi! Foi a abêia!


Despois, cum pena das rosa,
que parece que chorava,
batia leve no gaio,
e as rosa disavexava
daqueles pingo de orvaio!


Ia panhano do chão
as frô que no chão cai!


Despois, cum as costa da mão,
alimpano os pingo dágua,
que vinha do coração,
batia im riba do peito,
cumo quem faz confissão.


Quando no sino da ingreja
tocava as Ave Maria,
no jardim, ajueiado,
pidia a Deus pulas arma
das frô, que naquele dia
no jardim tinha interrado!


E agora, quando passava
junto das árve, cantano,
chei dágua carregano
o seu véio regadô,
as árve, filiz, contente,
que o lenhadô perduava,
no jardinero atirava
as suas parma de frô!

Inserida por Pequenosol

ÁPORO

Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.

Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?

Eis que o labirinto
(oh razão, mistério)
presto se desata:

em verde, sozinha,
antieuclidiana,
uma orquídea forma-se.

Inserida por Pequenosol

Um soneto em seu olhar

Uma tristeza contida
Reconheci aturdida
Quando cruzei seu olhar

Uma profunda ferida,
Abriu-se em dois minha vida
Sem chão, sem teto, sem ar!

Fui eu a navalha afiada
Sem tato, desgovernada
Que perfurou envenenada
Rasgando-lhe o coração?

Quero morrer compungida
Vagando sem rumo na vida
Ressequida, de alma exaurida
A conclamar seu perdão.

Deise Jacques.

Inserida por Pequenosol

Cada um no seu íntimo sabe tudo que carrega dentro de si... Existe uma história única e uma verdade que só cabe a cada um conhecer.
E isso é importante: Se autoconhecer.

Sentar com você mesmo, tomar uma xícara de café com seus medos, mágoas e frustrações passadas. Abraça-los.
Fazer um brinde com a sua essência e comemorar pela incrível capacidade de florescer tantas e tantas vezes.
E, de pazes feitas com o coração, se amar, recomeçar e amar o mundo.

Viver é um dom. ⭐

Inserida por karine_guerreiro

⁠Tudo o que um ser humano precisa é de respeito e de alguém que confie nele. Tem que fazer por onde, tudo o mais nasce desse plantio

Inserida por rozzibrasil