Morreu e esta em um lugar Melhor
Não somos esquecidos porque nos afastamos, pois as vezes necessitamos de um momento de exclusão, somos esquecidos porque deixamos de ser importantes. São simples tropeços que nos revelam os verdadeiros amigos.
Existe um preço muito alto a se pagar no que chamamos de "sucesso" e esse preço não estou disposto a pagar.
Na vida tudo passa, então aproveite as oportunidades que Deus lhe deu de um novo dia, uma nova chance, um novo começo, e vá à luta, pois a batalha é sempre vencida por aquele que tem fé e amor no coração.
Um sorriso sincero pra mim, num momento de desespero, significa: não importa o que aconteça, sempre estarei aqui do seu lado.
Se eu pudesse fazer um único pedido,
seria dividir contigo o meu destino.
Segurar tua mão até o fim da estrada
e chamar tua presença de minha morada.
— Patrick Wallace
O LEGADO DO SUCESSO
Se seus planos são para um ano, plante cereais.
Se são para dez anos, plante árvores.
Se são para cem anos, eduque as pessoas.
Se são para a eternidade, ilumine-se.
Quem ilumina a própria consciência deixa de escrever apenas a história de uma época e passa a deixar um legado que atravessa e transforma gerações.
Nem tudo é igual
Nem todos são diferentes
Mas tudo tem um ponto em comum
Paralelas que às vezes se cruzam
Pai!
Ah, se eu pudesse voltar no tempo...
Só mais um pouco. Só mais um instante.
Para aquelas conversas que não tinham relógio, que não tinham fim.
Ah, se eu pudesse te dizer o tamanho do vazio que ficou.
Da falta que me faz ter pra quem contar - minhas alegrias bobas e minhas tristezas mais fundas.
Eu nunca imaginei, nem por um segundo,
que tudo aquilo ia virar passado.
Que um dia eu ficaria só eu, a lembrança e essa saudade que não me deixa.
Porque eu aprendi que tudo passa.
Menos você.
Sua falta não passa. Seu conselho não passa. Seu jeito de brincar com a vida ainda mora em mim.
Um coração feliz é jardim florido a exalar emoções,
Desperta a alegria por onde passa e aquece a alma de quem o tem por perto.
No fundo
De todo abismo
Existe um chão
Em que brotam
Girassóis
E lições de vida
Capazes de fazer
Você voar
De novo
A tua ida aos céus
Um carro preto, tão escuro quanto o céu, aconchegava dentro de si um belo casal de humanos.
Humanos estes que, a todo momento, ficavam batendo nos cantos.
Um jovem casal belissimamente lindo!
Pena que o jovem rapaz não sabia o que estava vindo…
Ao ligar o velho motor, tomou-se pela dor,
porém preferiu ignorá-la, para não tirar de sua garota o sorriso.
Garota elegante, com olhos cor de madeira e cabelo cor de petróleo,
olhava-o com certa ambiguidade em seu olhar.
Pena que o jovem não houve de notar.
À toa, o carro gastava seu óleo.
Cada hora da noite — noite esta que se assemelhava mais à eternidade — os dois, novamente, demonstravam um amor que, confesso eu, nunca antes recebi, um amor cheio de reciprocidade.
Como queria estar igual aos pombinhos, amando na flor da idade!
Continuemos…
Seguiram-se amando, trocando beijos e palavras lindíssimas.
Pena que, para o jovem rapaz, estas seriam as últimas.
O seu olhar a fitava, amava e a desejava ao seu bombeador de sangue.
A sua mão a tocava, ou melhor, tratava-a como a uma mulher.
Depois de um tempo, a viagem seguiu.
Um caminhão, maior que minha mão, foi de encontro ao carro.
Talvez para cobrar-lhe uma antiga dívida?
Pena saber que, para o jovem, o combinado custou caro.
A jovem, por sua vez, teve a sua saúde mantida.
Colocaram o jovem sobre uma caminha — acredito que se chame “maca” —
e levaram-no, com certa despreocupação, a uma salinha cujas paredes e cujo teto eram brancos e sem vida.
No lugar, não havia nada, mas isto não era um problema ao rapaz,
pois ele sabia que, ao fim, teria perto de si sua mulher.
Os dias corriam de um lado ao outro, claramente sem rumo algum.
No entanto, não havia preocupação,
porque carregava a imagem daquela detentora de seu coração.
Não se queixava de remédio nenhum.
Os olhos, ainda brilhantes, namoravam a porta.
Sempre achei aquela porta digna de ser aberta por uma linda dama
que, no momento em que estivesse eu dentro de uma ilusão, me visitasse na cama,
que segurasse, em suas mãos de coelho, uma deliciosa torta, sorrindo para mim enquanto uma fatia corta.
Desculpe, continuemos…
O tempo muito se passou,
e a moça, no prédio, nem sequer pisou.
Pelo grau do acidente, o pobre rapaz perdeu parte de sua coordenação motora da região inferior.
Se ao menos ela o visse, poderia facilmente tratar de seu caso com o seu simples amor.
Se ao menos… Se ao menos tivesse…
Aos poucos, o movimento no interior foi diminuindo…
Mesmo em sonhos, não a conseguia ver ao seu lado sorrindo.
O lugar tornou-se um velho prédio onde todos os profissionais ficaram à disposição.
Suas pernas, já saudáveis, entrelaçavam os dedos ansiosamente.
Seus dentes chocavam-se uns contra os outros de nervoso,
e seu coração se quebrava em sua totalidade. Neste momento, arrisco dizer que parte dele foi eliminada pelos sucessivos vômitos de tristeza.
Ao final de seus dias, ficava de prantos em sua pequena mesa.
Na hora de sua partida, pegou seus pertences, derrubando um oceano de mágoas pelo chão.
No instante em que deixou o hospital, olhou ao pobre e triste céu,
querendo ver novamente sua amada e cobri-la com um lindo véu.
Pobre jovem… não há nada neste mundo material para segurar sua mão.
O homem foi caminhando a um local cheio de pedras com formato de paralelepípedo.
O lugar era belo; havia uma quantidade rica de flores deixadas por aqueles que, igual a ele, sentiam as mesmas dores.
Ele, a fim de honrar o local em que estava inserido, levava consigo um lindo conjunto de rosas que, milagrosamente, deixaram-no com o peito aconchegado.
“Como eu a amo!
Como eu a vislumbrava!
Uma mulher que, durante sua vida, feliz o meu coração deixava!
Como eu a amo!”
Foi por ti que descobri que o amor é estonteante.
Inefável és tu, que fazes de mim um ser íntegro.
Doravante, não me deixes desacompanhado jamais.
Em meio ao turbilhão da vida, conceder-se o precioso instante de contemplação é um ato sublime. Que, ao olhar para o horizonte infinito, possamos redescobrir a arte de simplesmente existir, com a alma leve e o coração em paz, imersos na grandiosidade deste mundo que, com sua beleza serena, nos ensina a arte de viver.
O colonialismo não é uma máquina de pensar, não é um corpo dotado de razão. É a violência em estado puro, e só se curvará diante de uma violência maior.
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
.
Deus me mostra um novo caminho, porque o que eu vinha destruí; por medo de um dia por ele querer retornar.
Aquele que amou a tristeza jamais sofreu um única noite, pois, ao conhecer as cores compreendemos os tons do mundo.
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