Morreu e esta em um lugar Melhor
Se me pedisse um conselho, te diria: “Não importa quanto tempo você esteja vivendo ou tenha vivido com alguém… cuidado com a verdadeira face dessa pessoa.”
Hoje acordei sorrindo e sabem porque? Porque Deus me deu a graça de viver mais um dia e me permitiu abrir meus olhos e contemplar a VIDA... "simbora viver esse novo dia que acabou de raiar?" (Priscilla Rodigheiro)
A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.
O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.
Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.
Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.
Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.
Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.
A palavra é magia. A língua, um cajado de feiticeiro. E o som — ah, o som — é a matéria-prima da realidade ainda informe. Quando cantamos com o coração, vibramos o campo. Quando dizemos a verdade, limpamos o espaço. Quando silenciamos com sabedoria, preservamos o templo.
Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunhas.
O sábio não caminha em um só mundo, mas em muitos. Ele conhece as trilhas invisíveis, os portais ocultos e os atalhos do tempo. Para aquele que vê além, o passado e o futuro são apenas reflexos de um mesmo instante eterno.
Toda porta é uma escolha. Quando um portal é aberto, só a consciência define se ele levará à ascensão ou à queda.
O tempo é um rio, e Binah é sua corrente. O iniciado sabe que, no coração da correnteza, há sempre um ponto imóvel onde tudo já aconteceu e nada jamais acontecerá.
Aquele que vê a Árvore como um simples desenho, nunca colherá seus frutos, mas aquele que se torna um com seus ramos, jamais conhecerá limites.
Aquele que vê o mundo como separado, ainda dorme. Aquele que vê o mundo como um só, começou a despertar. Mas aquele que já não vê nada além da Luz, esse encontrou o caminho de volta.
Pra se ter um alto grau de conhecimento,é preciso assumir um alto grau de risco,em um auto experimento .
A vergonha é um tipo de tristeza. Ela faz você se sentir pequeno, sem graça e até desanimado. Mas ela tem uma causa especial: a própria pessoa. É uma tristeza que vem de você mesmo, de ver algo em você que não gosta. Você olha para si, vê o que fez, não aprova e se sente mal. É você quem causa a própria tristeza. Você é a pessoa envergonhada. Então eu pergunto: o que será que significa alguém que não tem vergonha?
Alexandre Sefardi
Felicidade não tem uma definição certa.
É um sentimento quieto que vai passando pelos dias e deixando eles mais bonitos e cheios de sentido.
Felicidade é o carinho da mãe quando a gente mais precisa.
É o olhar de um amigo quando a gente se sente sozinho.
É uma palavra calma que acalma a gente nos momentos difíceis.
Felicidade são poucas palavras que dizem muita coisa.
É uma frase dita no momento certo e que vale mais do que muitos livros.
Alexandre Sefardi
Para alguns, a leitura é um hobby. Para outros, é sobrevivência. É a arte de respirar através das palavras, de fugir sem partir, de sentir sem se perder. E talvez seja por isso que quem ama ler nunca está verdadeiramente sozinho: porque sempre existe uma história pronta para acolher seu coração e silenciar, ainda que por alguns instantes, o barulho do mundo.
Posso me afastar dos livros por um tempo, mas sempre volto, porque há histórias que não moram nas estantes moram dentro de mim, e cada página lida é uma parte da minha alma encontrando o caminho de casa.
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