Morreu e esta em um lugar Melhor
As pessoas rezam para que Deus as abençoe, oferecendo um amor que dure a vida toda.
Mas quase nunca pedem a Ele que as ajude a se amar.
Percebi isso ao ler os livros de Rubem Alves.
Os adultos acham que sabem mais do que as crianças, por isso ensinam.
Os adultos querem avançar, progredir. Já os poetas entendem que a alma não deseja seguir adiante; ela é movida pela saudade. E ela não quer ir para frente, quer voltar para trás. Os adultos fogem da loucura da vida adulta.
Falam tanto sobre os adolescentes estarem à “flor da pele”, por se sentirem ofendidos ou tristes diante das palavras da mãe e do pai, que esquecem de ensiná-los a ser felizes. Esquecem que o remédio para a alma cansada não é o esquecimento.
Se ainda não entendeu, eu explico com calma.
Os adultos querem que os filhos sigam aquele velho ditado: “os filhos se espelham nos pais” e, com o tempo, se tornem adultos como eles.
Os adultos desejam sucesso, riqueza, status, roupas caras, carros do ano, celulares de última geração.
Os adolescentes, sejam tristes ou revoltados com a vida, pedem apenas uma coisa aos pais: que os escutem em silêncio. Não buscam remédios para tratar distúrbios mentais, depressão ou ansiedade; eles só precisam de escuta.
Os adultos muitas vezes idolatraram o dinheiro e as coisas materiais. Eu, como poeta, peço apenas uma coisa: que me devolvam tudo aquilo que me tiraram, chamado saudade.
Somos tudo aquilo que vemos.
Se você vê o mundo colorido, aprende a encará-lo com resiliência e percebe o lado bom da vida.
Se, como eu, você vê o mundo em preto e branco, percebe nuances que quase ninguém nota.
Voltando ao início: nunca vi nenhum religioso pedindo a Deus que o ajude a se amar. Às vezes, o que os adultos precisam não é ostentação, dinheiro, joias ou luxo, mas silêncio. Silêncio para escutar o que vem de dentro e, assim, compreender os adolescentes.
Os adultos são convencidos. Lembram que crianças e adolescentes não têm contas para pagar e concluem que não podem sofrer. Mas nunca pensam que a dor deles é verdadeira, causada pela ausência de uma vida adulta que os compreenda.
Assim como os mais velhos. Alguns caíram no esquecimento. Às vezes penso: foram tão difíceis ao longo da vida que todos os abandonaram? Ou será que os adultos são apenas ingratos?
Os velhinhos às vezes se parecem com crianças: veem o mundo de forma divertida, coerente e colorida. Não como os adultos, que falam muito e escutam pouco.
Eu, como poeta, devo dizer:
Vocês, adultos, fogem da loucura porque temem o presente. Se preocupam demais com coisas superficiais. Vocês não precisam de dinheiro em excesso; precisam de silêncio e escuta em abundância. E, a partir disso, poderão amar ao próximo, e finalmente amar-se.
Paredes de hospitais.
Hospitais têm um tipo estranho de silêncio. Não é ausência de som… é o silêncio que pesa, que acompanha cada passo como se o chão estivesse escutando nossas orações engolidas. Nessas paredes brancas a gente descobre que o tempo não anda em linha reta. Ele para, tropeça, resolve andar em círculos. Cada minuto que passa tem tamanho de uma eternidade.
Quando é a vida de quem a gente ama que está lá dentro, é como se o coração da gente fosse parar na porta que se fechou. Ficamos sentados em cadeiras desconfortáveis com pensamentos que não sabem sentar direito nunca. A gente imagina, a gente torce, a gente lembra de todas as risadas, de todos os “depois a gente vê”, e percebe que nada tem mais urgência do que vê-los voltar bem.
As paredes do hospital carregam histórias que ninguém escolheu viver, mas que todo mundo aprende alguma coisa. Tem força onde antes só havia medo. Tem fé disfarçada de teimosia. Tem amor fazendo barulho dentro da gente, querendo arrombar cada porta para alcançar quem está sendo cuidado por mãos que não conhecemos, mas que naquele instante se tornam as mais importantes do mundo.
Ali, a gente descobre que esperança não é luz… é brasinha. Pequena, mas impossível de apagar. Enquanto isso, a parede segue muda, testando nossa paciência, segurando segredos que não contamos a ninguém. Um dia, ela vê lágrimas. No outro, abraços de alívio. É testemunha fiel de quem chega quebrado e de quem volta inteiro.
E no fim, quando a porta finalmente abre, a gente respira de verdade pela primeira vez em horas. Aprende a agradecer o que sempre achou garantido. As paredes continuam lá, firmes, como quem diz: “Você não está sozinho”. E a gente volta pra vida diferente. Mais grato. Mais humano.
Não houve barulho nem turbulência no dia em que eu desisti. Foi um dia comum, ensolarado, quente, neutro. Foi um dia normal, um dia sem volta.
Somos às vezes como o vento, em várias direções, mas não existe um controle sob a direção.
Precisamos seguir feito as embarcações à vela, temos nossa força, podemos flutuar no mundo vendo a vida e podemos mudar facilmente de direção, desde que em nossas vidas, o capitão seja Deus.
Eu quero voltar a ser capaz de entregar aquilo que um dia entreguei para te conquistar e fazer você se apaixonar novamente.
Outrora você foi um sonho que,
com o passar do tempo, fez-se concreto. Vislumbrei-te como um pretexto para que eu pudesse ser feliz. Tornaste-te platônico, tornaste-te plausível. Tornaste-te real.
Outrora você foi um sonho do qual eu preferia não ter despertado,
para continuar idealizando um ser perfeito. Amei-te enquanto sonho e pretexto, mas, quando real, percebi que a minha felicidade estava bem longe dali.
Devo dizer que não me sinto capaz de um dia me acostumar à maneira como você vai,
sem nunca olhar pra trás.
Te observo até perder-te de vista, e,
quando não mais te vejo,
a vista embaça, pinga.
Quando a Saudade Aperta
Do nada, vem.
Um aperto no peito,
como se o tempo parasse
só pra lembrar que algo falta.
Não tem aviso.
Só a lágrima que escorre
sem barulho,
como quem entende
o que nem você sabe explicar.
É saudade —
daquilo que foi,
daquilo que nunca foi,
ou talvez só de um pedaço seu
que ficou em algum lugar do passado.
Você respira fundo.
Não pra esquecer,
mas pra caber de novo em si.
E sussurra, quase sem voz:
“Vai passar.”
Mesmo sem saber quando.
Mesmo sem saber como.
Fragmentos que batem
No peito bate um coração quebrado,
feito vitral rachado pela dor.
Mas mesmo em cacos, segue iluminado,
refletindo lampejos de amor.
Carrega em si o peso do que foi,
as promessas que o tempo levou.
Mas entre os estilhaços, algo constrói:
um sonho novo que não se apagou.
Pois há beleza em quem resiste,
em quem ama mesmo sem guarida.
Coração partido não desiste —
ele aprende a pulsar pela vida.
“Nada é mais perigoso do que um homem que curou suas feridas sozinho. Esse homem mergulhou no mais profundo dos seus medos; caminhou nos labirintos da Alma, sem bússola ou luz que guiasse seus passos; gritou pedindo socorro e não conseguiu ouvir o eco dos seus gritos; lambeu suas cicatrizes e sentiu o gosto amargo da solidão; abraçou a solidão e sentiu o arrepio de experimentar a assustadora condição humana; conversou com seus demônios e compreendeu cada um deles e... agradeceu.
No entanto,nada é mais libertador do que curar as próprias feridas, bater o pé no fundo do poço e subir até a superfície.
Sentar no olho do furacão e dizer a si mesmo - Eu sou o furacão!”
Você Tem um Valor Inestimável!
"Quero que você pare por um instante e reflita sobre o quão especial você é. Aos olhos de Deus, seu valor é inestimável, muito além de qualquer medida humana"
Você não é um acidente, nem está aqui por acaso; você é uma criação única e amada, com um propósito divino.
E o mais maravilhoso de tudo é isto:
O Espírito Santo se move em você! Sim, a presença do próprio Deus habita em seu interior, como um consolador e guia constante. Isso significa que você nunca está sozinho(a).
Nos momentos de dúvida, é Ele quem acalma seus temores e te enche de esperança.
Nas horas de decisão, é Ele quem te oferece sabedoria e direção.
Sinta essa presença.
Ela é a fonte do seu testemunho pessoal e da sua força interior.
Permita que o Espírito Santo guie seus passos e inspire seu pensar e agir. Quando você reconhece e vive nessa verdade, sua vida gera bons frutos e você se torna imparável.
Um País Ferido pela Corrupção
Vivemos em um governo onde a corrupção se tornou rotina e o povo, refém da própria esperança. A cada dia, vemos o dinheiro público sendo arrancado das mãos de quem mais precisa e colocado nos bolsos de quem promete mudanças que nunca chegam. Enquanto isso, a população sofre, adoece e se desespera em meio a um sistema que parece se alimentar da dor de seu próprio povo.
O mais triste é perceber que a injustiça virou normalidade. Trabalhamos, pagamos impostos, confiamos — e, no fim, somos traídos. A saúde falha, a educação é esquecida, a segurança é um luxo. O governo que deveria proteger, explora; o Estado que deveria servir, consome. O resultado é um país cansado, onde muitos acabam se perdendo entre o desespero e a revolta.
Não é apenas o dinheiro que nos tiram, é a dignidade. A corrupção não mata apenas com balas, mas com a fome, com a falta de atendimento, com o abandono. E o pior é que, enquanto o povo se destrói entre si, quem comanda continua sorrindo, como se o caos fosse parte do plano.
É hora de acordar. Um país só muda quando seu povo deixa de aceitar o sofrimento como destino e transforma a indignação em força. Porque o verdadeiro poder sempre esteve nas mãos do povo , só falta o povo lembrar disso.
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