Minha Vó
Não é pelo amor que sinto, nem pela admiração que tenho por você, mulher da minha vida, que deve pensar que sou um tolo fraco ou ingênuo.
Meu coração é intenso, mas minha mente é firme.
Eu te dei liberdade para ir e vir, porque respeito sua escolha.
Eu te dei ferramentas para caminhar, mas também o alerta: cuidado para não se perder em seus próprios passos.
Amar não é ser tolo. Amar é ter coragem.
E coragem é saber dizer: eu estou aqui, mas não sou refém. Lembrando que, o chinelo é para ir e vim. A corda é a tua escolha não vá se enforcar
Tô me afastando sem pedir licença,
sem carimbo, sem protocolo, sem perdão implorado.
Minha estrada não tem cronograma,
nem calendário que dite o compasso da minha respiração.
Quem não deseja estar na caminhada comigo
fica pelo acostamento da própria escolha.
Eu sigo, inteiro, mesmo que em pedaços,
porque minha alma não negocia liberdade.
Se você não tem alma, não é livre,
não espero nada de você.
O vazio não me alimenta,
a ausência não me prende.
Eu sou o corte que rompe o silêncio,
sou a palavra que não se curva,
sou a sombra que se ergue contra o peso do mundo.
E sigo — sem licença, sem permissão,
com a força de quem não precisa pedir para existir.
O inspirador para mim, é ver pela manhã uma página em branco e o cursor intermitente na minha frente…
Liberdade vigiada
Minha voz não nasceu para o silêncio
Mas tentam calá-la
Com leis que servem ao poder
Com dogmas que não aceitam perguntas
Com costumes que se erguem
Como muros
Entre o direito de existir e eu.
Dizem
Não fale
Não questione
Não ouse
Não seja atrevida!
O medo é a corrente mais afiada
A prisão mais invisível
Usam-no como chicote
Fazendo de cada gesto de coragem
Um risco de punição.
Mas a palavra não se apaga.
Ela encontra frestas
Escapa pelas brechas do tempo
Grita em olhares
Se escreve nas ruas
Se levanta na boca de quem resiste.
Liberdade de expressão
Não é concessão de governantes
Nem favor de religião
Nem migalha de convenção social.
É direito de ser humano
De pensar
De discordar
De criar
De recriar
De questionar
De expandir
De viver sem algemas no pensamento.
Revoltante é saber que
A história repete seus cárceres
Vozes queimadas em fogueiras
Enterradas em ditaduras
Tantas hoje esmagadas
Em nome de ordem
De fé
De mercado.
Mas eu insisto em dizer
A liberdade é chama que não morre
Quanto mais tentam sufocá-la
Mais se espalha no ar
Mais vontade tem de se soltar
Mais cria coragem
Para chegar a outras mentes
Que criarão a mesma coragem
E gritarão.
E quem hoje se julga dono da verdade
Há de perceber
Cedo ou tarde
Que nenhuma força
Cala para sempre
A voz da humanidade.
Minha voz-mulher
Minha voz traz o peso do dia
o suor do trabalho
os livros abertos na madrugada
o colo dado aos filhos
mesmo quando
o corpo e a mente pedem descanso.
Sou mulher-profissional
-esposa
-mãe
-filha
sou tantas
mas nunca menos.
Minha voz
pede escola viva
uma educação
que não se conforme
que desperte
meninas e meninos
para um amanhã mais justo.
Minha voz
pede pão
dignidade
igualdade
pede que o mundo
seja para cada pessoa.
Mas tantas vezes
ela não chega.
E, quantas vezes
chega distorcida.
Fica presa
em paredes de silêncio
esbarrando em ouvidos fechados
em corações instransponíveis
e indisponíveis
Minha voz
é cortada, ferida
maltratada,
assassinada todos os dias
em tantas outras mulheres
que sou eu também.
Ainda assim,
eu insisto.
Minha voz resiste.
Porque quando uma mulher fala
fala por todas.
E mesmo que não alcance o infinito
ela encontra ecos
nos corações
de quem não desistiu da vida.
Minha voz é luta.
é ancestral
é fogo
é presente
é presença
é futuro.
Em 2026, encerro o ciclo de ser utilitário na vida alheia. Decidi que minha energia só será investida onde a reciprocidade não é um favor, mas o padrão
De longe minha alma faminta
gloriosamente perdida...
como sempre o terror
entre um mundo outro
a luz folgaz entre o ardi o
celebre ar frio
de cada fagulha perdida
em cantos no maior primor...
de uma dança sentida...
selada em pontos de silencio
em vetores estranhos...
purpura como uma canção
que vem com vento
em sonhos terás a alegrias
no manto de muitas luas
entre trevas dos quais sonhos
caminham em todos lugares
nunca se acaba pois
centelha boa como água
que flui do rio
mesmo sujo turvo
um dia foi alegre
cheio de vida
Descobri o amor
Entendi o amor
Da minha mãe
Da minha avó
Enfim, compreendi
Que estava vazia
E me sentia só.
Antes de ser mãe
Estava iludida
E não era desse mundo
Sentia solidão
Sem conhecer
Um sentimento tão profundo.
Vivia sóbria
Envolta em uma névoa
Mas embebi-me de amor
Comecei a sentir vida
Comecei a sentir medo
Entendi o que era a dor.
A dor da angústia
A busca chegou ao fim
O que era perdido, fora achado
Sem nem saber
Que estava procurando
De repente, era passado.
Não existe amor maior
Nem nada melhor no mundo
Que o amor maternal.
Descobri que antes
Eu não sabia amar
Nada era especial.
Desde a minha conversão a Cristo, tenho percebido mudanças no meu convívio com as pessoas. Algumas acolheram essa transformação, enquanto outras não aceitaram e se afastaram.
Deus sabe exatamente o que faz em nossas vidas a partir do momento em que aceitamos Cristo Jesus como nosso único Salvador. A partir daí, é Ele quem assume o papel de autor da nossa história, conduzindo cada capítulo segundo a Sua vontade.
Cresci achando que minha mãe era dura demais. Hoje, olhando para os jovens, percebo que ela estava, na verdade, salvando a minha vida.
Pega minha mão, abre o coração
pro novo amor chegar
Pega minha mão, me leve para algum lugar
deixe o amor entrar
Toda falsa profecia deverá virar nada. Todo plano que meu Pai no céu não planejar para minha vida deverá ser dissolvido e dissipado. A ideia divina acontecerá agora.
"Eu tomei uma decisão, nunca mais falar com mulher na minha vida (...) quem vai falar com mulher, é o meu marido. Eu vou virar gay!"
Cansaço da Alma
Minha mente… tão cheia, tão gasta, tão só,
grita em silêncio, sufoca no nó.
O corpo, exausto, cambaleia sem chão,
não corre mais — só carrega a solidão.
Já não há brilho nas coisas que vejo,
só lembranças amargas do que foi desejo.
O mundo pesa, e cada passo é dor,
como se a vida esquecesse do amor.
Quis desistir tantas vezes, calado,
por dentro partido, por fora marcado.
Mas algo ainda pulsa — uma tênue esperança,
de um reencontro, um renascer, uma dança.
Preciso de pausa, preciso de abrigo,
de um colo sereno, de um olhar amigo.
De palavras suaves que toquem meu peito,
que façam lembrar que ainda há jeito.
Necessito dela — da presença sentida,
do afeto que um dia encheu minha vida.
A falta que faz… é mais que saudade,
é um vazio que rui minha sanidade.
Mas não me entrego, não hoje, não agora,
há uma faísca que insiste e implora:
por cura, por paz, por carinho e calor,
por voltar a acreditar de novo no amor.
Neste momento, estou focada em três prioridades: em mim mesma, no meu futuro e na minha paz. Se você não está contribuindo para nenhuma delas, por favor, não atrapalhe meu caminho.
