Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
A lei do amor é a única que não tem exceção e que deve ser aplicada em todos os tribunais da sua existência.
O justo socorro está disponível para aqueles que têm a humildade de admitir que não podem lutar sozinhos.
Deus não tem a promessa de anular o obstáculo, mas de fortalecer a articulação que se dobra em busca de socorro.
O passado só tem poder sobre você se a sua memória for mais forte do que a sua vontade de seguir em frente.
A compaixão sem discernimento é o alto preço que se paga por tentar resgatar o náufrago que tem prazer mórbido na própria submersão.
Aquele que não tem nada tem cruz pesada pra carregar, ensinando na dor o valor da resiliência e da humildade.
Recomeçar é a prova biológica e espiritual de que a alma tem mais vida do que o corpo pode suportar.
O dia chuvoso tem o poder alquímico de lavar a poeira da alma que a luz do sol insiste em manter visível.
Percebi que o progresso técnico da vida não tem voz comparada ao grito silencioso de um coração quebrado. É inútil tentar provar o amor por meio de dados e gráficos. A superação não está em esquecer, mas em transformar a dor em motivação para ser melhor, e buscar a verdade que sempre esteve na simplicidade do afeto mútuo.
A verdade tem dentes, mas não morde para matar, morde para acordar. Quando a digo, sinto-a arrancar peles de desculpa. O processo é doloroso, ainda assim, necessário. Porque uma verdade tortuosa vale mais que conforto fingido. E sobrevivo à mordida sabendo que cura virá depois.
Viver é colecionar adeuses discretos. Nem todo fim tem trombetas, muitos se vão por uma janela fechada. Eu faço inventário desses pequenos fins, para não esquecê-los. Cada adeus me ensina a salvar pedaços para recomeços. E, mais uma vez, o coração vira caixa de sobras transformáveis.
A dor tem uma língua própria, poucos se oferecem para traduzi-la. Conto-a com as mãos e às vezes com olhos partidos. Não peço aplausos, só que alguém tente entender o sotaque. Quando encontro esse ouvido, a dor muda de tom e emagrece. Dividir o idioma do ferimento é já metade da cura.
A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.
As promessas alheias têm pouco valor, as próprias valem por instinto. Prometer para si é firmar um tratado íntimo. Nem sempre cumpro, mas a tentativa já é território conquistado. Renegociar com gentileza é parte do acordo. E assim construo um caminho que me pertence, aos poucos.
