Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
DORA DA MINHA DOR
Clamei por ti noites inteiras.
Eras a Dora
Da minha hora,
Que foi amar-te nas clareiras
Das selvas em que vivi.
E eu sempre a chamar por ti.
E a Dora que agora
Me desadora,
Esta perfumada e rica senhora
De berloques de jóias gamadas,
De mamas por gigas sustentadas,
Faz de conta que não existo
Na sua memória cruel!
Não adiantou eu dizer: Sou o Manel,
O que te aliviou o "vírgulo"!
Pelo visto e sem mais vírgula
É triste lembrar assim
Quem não se lembra de mim...
Ah, Dora, mulher fatal,
Que matas qualquer mortal
Como me mataste por fim!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 31-05-2023)
A pátria minha, é aquela que eu invento nos meus sonhos.
Daí me chamarem sonhador louco de uma pátria irreal.
TÃO BREVE
Minha ida e dolorosa mãe,
Linda moçoila, se soubesses
A triste sina deste penar,
Voltavas no meu pensar,
E, se pudesses,
Para sempre, sem vacilar:
Eu não teria hora para nascer,
Nem tempo para acordar.
Guardavas-me dentro de ti
Para me livrar
Desde que nasci,
Desta vida de sofrer
Em que me afundam
Tantos que abundam,
Só pelo prazer
De me ver
Por ti, a chorar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-03-2024)
QUANDO VIERES TRAZ-ME SAUDADES
Quando vieres,
Se vieres
E quiseres,
Ó minha amada,
Traz-me uma coisa de nada...
Sabes que sou como o tronco
De uma árvore a apodrecer,
Inexoravelmente,
Implacavelmente
A sumir-se num ronco,
Que dá dó de se ver.
Ó minha idolatrada,
Desgastada
E dolorosa amiga,
Revela quem me castiga
Este lombo carcomido
Desta árvore corpo esvaído,
Sem saudades já de nada
Nesta vida desditada.
Ó amor desta emoção,
Ó minha ténue inspiração,
Quando vieres e quiseres,
Traz um coro de mulheres
Vestidas de branco ou negro
Que te satisfaçam o ego,
Encostadinhas a ti
E trazei-me saudades,
Sem vaidades,
Que até isso eu perdi.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 08-10-2024)
A minha calma, visto isso,
faz nervos a muito boa gente.
Vou ter de ser mais nervoso,
para que os outros possam
ter mais calma.
Em 1990, no começo do ano, minha primeira professora chegou com um Monza para a aula; dei-me ao luxo de ficar observando a então moderna antena que se recolheu quando ela desligou o carro. Era para sermos muito felizes, mas as reuniões já no começo do ano letivo, do mesmo jeito que acontecem hoje, fizeram com que ela deixasse a turma, que foi assumida pela professora Ester.
A Ester não tinha o Monza encantador, mas foi a minha professora do restante do ano. Ela me presenteou com o livro "A loja da Dona Raposa". Já são quase 30 anos, e o livro está guardado, podendo ser guardado por outros 30.
A dedicatória dela ainda está comigo: "só se aprende a ler, lendo; a escrever, escrevendo ; a amar, amando." Não a vi mais. Mas tenho a lembrança de alguém que marcou a minha vida.
Toda vez que vejo um amigo professor desempenhando seu papel de forma amorosa, lembro-me dela. E sei que estamos em alguma memória por aí, assim como ela está.
1990, uma escola em São Bernardo do Campo, e a minha primeira professora, Ester. Ela me deu um livro, "A loja da dona raposa". Tenho ainda o livro, e a dedicatória que ela escreveu. "Everton, só se aprende a ler, lendo, a escrever, escrevendo, e a amar, amando". O tempo passa e guardo as sabedorias que me ensinaram. Nem sei se ela ainda vive, se ainda é professora, mas sei que ela me ensinou algo relevante.
Estação solidão
O sol decidiu mudar
Encontrei-o em minha rua
No meu momento de sestear
Não era encontro com a lua.
Nas esquinas de asfalto quente
Os apressados vão e vêm
Emitem gestos inconscientes
Não têm tempo para ninguém.
A grande vontade de falar
Sei que quero, mas não devo
Ele insiste em ficar
Nesse clima que é longevo.
Esperava-se pela chuva
Esperava-se pelo frio
Pretendia usar as luvas
Sonhava com o sombrio.
Bom são as cortinas abertas
Sempre se busca o claro
O sol entrou pelas frestas
O sombrio tornou-se raro.
O que se espera é o fim
A mudança da estação
O que é que será de mim?
Se vêm o frio e a solidão.
Quem é essa que eu vi?
Que entrou na minha memória;
O teu rosto está aqui;
Desenhado em minha história.
É ... Sou eu ... Rosa.
Rosa do Rosinha minha canoa, a Rosa de Pixinguinha, a Rosa do pequeno Príncipe, a Rosa de Hiroshima e Nagasaki, a Rosa do deserto, a Rosa da pantera cor de Rosa, a Rosa de toda cor, Rosa com cheiro de Rosa, Rosa calcinha, morena Rosa, Rosa chá, Rosa tom Rosa pastel, a Rosa da Rosa, a Rosa da manga Rosa, O nome da Rosa, a Rosa do Outubro Rosa, a Rosa de Sharon, a Rosa dos ventos, a Rosa que chora, a Rosa que ri, a Rosa que vai, mas volta, A Rosa da irmã Rosa, A Rosa que Agradece, A Rosa filha da Dita, A Rosa irmã, A Rosa tia, A Rosa paciente sem paciência, A Rosa roxa da fibromialgia, A Rosa Mãe da Betânia, A Rosa amiga da Rosa, da Leninha, da Regina, Paulino, Ana Paula, a Rosa de Deus ... hummm ... então você está aqui, sabia que não precisaria te procurar muito, lembro do dia que você Rosa confessa Jesus Cristo como teu salvador, eu estava lá, mas bem antes disto lembro quando a dor doeu mais doida e você Rosa perguntou onde está Deus, e quando a corda apertou mais apertado a lhe tirar o ar, o folego, o sentido, Eu senti, por tantas outras é que Hoje Rosa sei porque escolheu estar com Deus. Lembro do teu primeiro Salmo, "....bem aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos teus caminhos, pois feliz será e irá bem...".
Gratidão é o que tenho em meu ser. Se me fez o bem agradeço, se me fez o mal agradeço, pois o meio em que hábito não mais pode abalar o amor de Deus, a redenção de Jesus e a unção do Espírito Santo, em minha vida e no mundo. Não pense que é egocentrismo, é que aprendo a cada dia que eu posso e devo me amar!
Não sei qual gatilho que te fez desabafar, mas deixo aqui minha solidariedade e brado junta:
- Sofrimento, angústia, cansaço e outras sensações ruins, não é e nunca será tradução de ser guerreira.
Ser guerreira é ligar o foda-se, gritar, chorar, gemer de dor, meter o pé, por para correr e dar um basta. Não aceitar que tudo e todos se acomode em nossas costas e ainda vir com o papinho da mulher guerreira. Se eu assumir a guerreira literalmente, não haveria um se quer a proferir 'mulher guerreira' de forma tão romantizada e todos se apressariam em auxiliar e tornar nossa jornada mais leve!
Sou mulher e não caminhão.
Minha querida.
A capacidade de se colocar a mercê da vida, é o que nos faz vencedores à melhor versão de nós, a cada dia vindouro!
Betânia
Minha querida, em minha vida, o dia mais memorável foi quando você passou a fazer parte dela.
Entre erros e acertos, você é a expressão do que deu certo!
Enquanto você estava em formação no ventre, falava para Deus que queria que tivesse a pele alva como neve, longos cabelos negros, olhos brilhantes como as estrelas e pupilas negras como a noite, com o conjunto da obra perfeito, munido com inteligência, sapiência e elegância de uma rainha.
Teu sorriso é lindo, sorria mais!
Tua destreza de organizar e delegar, é fascinante!
Tua resiliência de ressignificar para o bem, é extraordinário.
O equilíbrio que há em ti, é excepcional!
Minha taça está vaziaaaaaaaa!!!!
Vinho, tenho sede, queridinhos!!!??
Desconstruído o bom senso!
A moda como nunca visto.
A Q horas vão soltar os dragões embeleza dores.
Faz pouco tempo que te peguei no colo quando nasceu, e esses anos que fizeste parte de minha vida, eu só tenho a agradecer por você aceitar que eu faça parte de tua vida. O amor que tenho por você é ímpar e me faz bem.
O parabéns é para hoje, a felicidade é eterna. Deus está sempre a te regar com bênçãos e vitórias. A jornada da vida se faz para nosso amor-próprio e crescimento pessoal. Faça do hoje um ressignificar para toda vida. Eu a amo e quero o seu bem.
ao som da musica francesa,
ferem aos meus olhos,
não me deixa dormir.
traz na minha boca, o gosto de fruta no pé,
com cheiro das manhãs de outono,
na brisa que abraça o corpo.
vem,
dança comigo.
Joy Brasil.
Poderia me ouvir?
Hoje está sendo um daqueles dias que me encontro com fixação de ir contra minha vida. Não estou encontrando razões para continuar. Só quero livrar o mundo e eu desse rascunho de vida que sou. Está posição de substituído do amor a vida, entoa forte a me pertubar. O amor escoa pelos tropeços de minha existência. Não consigo mais chorar. Há este gosto amargo na boca. Uma única dor pungente.
O problema nem está no fato da minha vida ser um livro aberto e sim nas pessoas que eu realmente gostaria não se dedicaram a leitura.
Escrever é benção e maldição na minha vida. Colho frutos e pedradas. Me esvazio e me sinto cheia. Me acalmo e enlouqueço. Tento manter uma certa privacidade, mas as palavras sempre me expõem. Me sufocam. Eu continuo sendo ninguém na fila do pão, muito provavelmente nem digna de ser lida. Mas mesmo ciente disso, não consigo segurar o impulso de traduzir em letrinhas o tsunami constante que vive dentro de mim.
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