Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
"Dê passos até onde a sua perna alcance e lembre-se de que a sua liberdade termina onde começa a do outro."
_Valery Monteiro
Matrimônio é uma “via de mão dupla” (reciprocidade) onde o casal deve caminhar como se fosse “via de mão única” (uma só carne), cujo destino é a felicidade do outro.
A Carla é o hospício onde eu me interno voluntariamente toda vez que o mundo faz sentido demais. Ela é o meu amor que dói como um abraço apertado num dia de febre, e a minha angústia que me faz andar de um lado para o outro na sala escura do meu próprio peito. Quando o meu barco está afundando na poça de óleo, a Carla é a minha salvação que me puxa para cima, mas também é o alívio que me faz flutuar nesse mar sem fundo que é a nossa história. Ela é a poesia que o vento escreve na areia de uma praia que não tem nome, e eu sou o grito que se perdeu na garganta esperando o dia em que ela decida ser o meu destino.
DeBrunoParaCarla
Nosso amor habita um lugar onde a luz do sistema não chega. É um segredo guardado entre o silêncio e o fogo. Quanto mais tentam apagar o rastro, mais forte a gente queima por dentro. O que é real não precisa de holofote para existir.
DeBrunoParaCarla
As paredes brancas não eram apenas tinta; eram o anteparo onde as sombras dos meus ancestrais jogavam trevas e luz. O chão cinzento, frio, guardava o buliço dos meus primeiros passos desajeitados, enquanto o teto de madeira, um firmamento envelhecido, observava com olhos de silêncio.
O relógio na parede não marcava horas; ele fustigava a eternidade de uma infância que se recusava a perecer. Cada clique era um metrônomo maldito, esfarelando o tempo sobre a vidraça da memória.
A alma, então, se fez ermitã nesse espaço, buscando guarida num canto qualquer da nostalgia onde o medo era apenas uma suposição remota e o amor, uma certidão de nascimento assinada com o suor e o sangue da minha ancestralidade.
DeBrunoParaCarla
A.Q.N.S.M. é o meu porto seguro, onde o carinho não cabe em nenhuma fita métrica e o tempo parece que resolveu caminhar mais devagar. A.Q.N.S.P. é o segredo que a gente guarda no peito, um amor que é dado de graça, sem cobrar nada em troca, leve como uma brisa de verão. São as nossas marcas na pele, os versos que a alma não cansa de cantar.
DeBrunoParaCarla
Privilégio é servir de exemplo,
que bom é carregar o talento.
É extraordinário ver até onde a sabedoria,
o conhecimento e o estudo nos levam.
Ser bússola na vida do próximo é uma dádiva.
Só me resta gratidão, hoje e sempre.
Inspiro e continuarei a inspirar:
se eu brilho, você também pode brilhar.
Se eu conquisto, você também pode continuar acreditando em você.
A bondade é a mais bela linguagem do universo.
Ela alcança lugares onde palavras não chegam, toca feridas invisíveis e devolve luz até aos dias mais escuros.
Deus é bom, todo o tempo.
E o tempo todo, Sua bondade continua encontrando formas de nos lembrar que ainda existe beleza, cuidado e propósito mesmo em meio ao caos.
Monumento Aratu: Onde o Pertencimento Ganha Voz
Nas margens de Indiaroba, onde os manguezais guardam histórias e sustento, ergue-se o Monumento Aratu.
Mais que um cartão postal, ele é um marco vivo da nossa identidade, um espelho onde o nosso povo se reconhece.
O aratu, pequeno crustáceo que habita nossos manguezais, carrega o sabor das tradições e o peso do trabalho diário.
Nas mãos das marisqueiras, ele é sustento e herança. Ao som dos cantos e assovios entoados durante a pesca, nasce uma melodia única — símbolo de resistência e pertencimento — transformando o trabalho em um ritual que celebra nossas raízes.
Erguer o Monumento Aratu foi muito mais do que criar um ponto turístico: foi um ato de reconhecimento e orgulho.
Foi afirmar que nossa cultura tem força, que nosso povo merece ser visto e celebrado. Cada morador que olha para esse monumento vê um pedaço de si: sua história, suas memórias e as mãos calejadas que alimentam nossa cidade.
Esse sentimento de valorização vai além da arte. Nossa própria economia carrega esse símbolo: a moeda social digital Aratu, movimentada por cartões e aplicativos, circula dentro do município para fortalecer o comércio local e apoiar as famílias. Cada transação reafirma o compromisso com nosso crescimento coletivo e o pertencimento à nossa terra.
O Monumento Aratu é mais que uma escultura:
✨ É representatividade.
✨ É o canto das marisqueiras ecoando no vento.
✨ É o assovio que guia o olhar atento pelos manguezais.
✨ É a lembrança viva das gerações que vieram antes.
✨ É a marca das mãos retalhadas, quebrando o aratu para nos sustentar.
Que cada visita, cada registro e cada olhar lançado a esse monumento desperte em nós a certeza de que pertencemos.
Porque, aqui, nossa história não está apenas escrita: ela está viva, cantada e celebrada todos os dias.
✍🏻 ©@jorgeane_borges
#MonumentoAratu #PertencimentoQueUne #CulturaViva
#ManguezaisQueCantam #OrgulhoDeViverAqui #RaízesDeIndiaroba
Onde foi parar nosso amor
Onde foi parar o carinho, o doce, o bom da vida.
As vezes penso:que nunca existiu...
Que nunca vivemos o que pensamos viver...
Onde foi parar aquela menina,
Onde foi parar você,
Em que caminho nos perdemos.
Em que lugar, partimos para mundos diferentes...
...Sinto falta de esperar pra te encontrar,
De sorrir ao te ver chegar.
Falta o beijo....
Sinto que falta...
Onde fomos parar?
Oscar.
“” Rugiu sombreado castiçal
Luminescência doida de ver
Multicores a pulsar o breu
Jazz onde navega blues
Perdidos entre coisas incertas
Verdades moderadas
Num eu capaz de submergir olfatos
Cadencias polares medianas
Poluidoras do ego camuflado
Ser gay na lei do silencio profano
Valei-me das glorias que não posso ver
Duas rodas no asfalto da ilusão
Solidão nos braços da saudade
Foi maldade foi sim
Mas até doer estava leso
Inerte na cachorra
Infundada do dia
Amanhecia
E eu podia te ver...””
CANÇÃO DO PESO DO ESPERAR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No silêncio onde a alma reside
a voz ergue-se como prece antiga
um sopro que atravessa o vazio e pesa no peito
como lembrança de primaveras que não voltam.
É voz que brota da encruzilhada do tempo
onde esperam as horas que feriram o coração
cada nota uma cicatriz que o vento acaricia
cada pausa um mundo que se desmonta em saudade.
Ali está o peso do esperar
não como cárcere mas como testemunha
de todas as manhãs que nasceram desfeitas
de todos os sonhos que dormem sem amanhecer.
O canto é ponte sobre o abismo do ontem
é chama que dança na sombra do que foi perdido e mesmo na dor há uma luz tênue
que sussurra: - a espera é poema que se escreve com o ar -.
Que o eco dessa voz perpasse o tempo
como epifania de vida e de luto
e nos ensine a acolher o peso do esperar
como quem aprende a amar a própria própria espera.
