Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
E se sentirem minha falta
Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.
Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.
Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.
E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.
Avisem a minha amada...
Avisem a minha amada
como quem contempla
o céu ao amanhecer,
pois nela mora a calma do mundo
e o caos bonito que escolhi amar.
Seu sorriso é abrigo
quando tudo pesa,
seu olhar, um convite para ficar.
Entre silêncios e promessas mudas,
meu coração aprende a chamar
seu nome.
Se ela soubesse quantas vezes
vive em meus pensamentos sem pedir licença, veria que meu amor
é casa aberta, onde sempre haverá
luz acesa.
Avisem, sim,
a minha amada, mas saibam:
é comigo que ela habita.
Porque amar é permanecer,
mesmo quando o mundo tenta nos separar.
Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.
Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.
Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.
E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.
Deixa eu partir
Se você não vinha pra ficar,
por que bateu na minha porta?
Por que falou de futuro
sabendo que seu coração era ida?
Não se acende um fogo no escuro
e depois culpa a chama por queimar.
Sentimento não é brincadeira,
nem algo que se aprende a desligar.
Eu tentei ser forte, juro que tentei,
mas amor não aceita meio-termo.
Quando você ficou pela metade,
levou inteiro tudo o que era meu.
Agora recolho o que sobrou de mim
e peço silêncio pra poder seguir.
Se não era amor,
me solte da dor,
me deixa em paz,
deixa eu partir.
Percebi que era você quando o mundo ficava em segundo plano
e a minha vontade era só ouvir tua voz,
mesmo no meio do caos,
mesmo sem assunto.
Percebi que era você quando o meu peito aprendeu teu ritmo,
quando meu corpo reconhecia tua ausência
antes mesmo de eu admitir,
e o silêncio passou a ter teu nome.
Percebi que era você quando baixei as defesas,
quando te entreguei meus medos sem ensaio,
quando confiei minhas partes quebradas
sem medo de você ir embora.
E entendi que era amor quando não precisei provar nada,
quando cuidar virou natural,
quando te escolher todos os dias
pareceu a coisa mais simples do mundo.
Amor que fortalece!
Senhor, minha força é a Tua graça,
meu poder vem da Tua verdade,
de todo mal o Senhor me afasta,
permaneço fiel à Tua vontade
Senhor, meu caminho é a Tua sabedoria,
a minha paz é a Tua presença constante,
és benção viva para o meu dia
cura divina a todo instante
o Senhor é compreensão profunda,
é também consciência e direção,
fonte de amor que inunda,
luz eterna e salvação
“Senhor, Teu amor me fortalece,
minha alma, em paz, agradece”!
Amém!
Todavia,
não me importo nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, pois a entrego inteira ao que me atravessa
— ao amor que me desfaz,
à fé que me refaz, à chama que insiste mesmo quando tudo em mim é cinza.
Se caminho é porque
algo maior me chama pelo nome,
e aceito perder-me para que outros se encontrem em mim.
Que minha dor seja ponte,
que meu silêncio seja abrigo,
que meu cansaço ensine alguém
a descansar.
Não me pertenço
— e nisso encontro paz.
Vivo como quem se derrama,
não como quem se guarda.
Se algo em mim tiver valor,
que seja apenas isto:
ter amado até o fim,
sem poupar o coração.
“Eu não nasci pra ser comum. Meu ego é confiança, minha disciplina é rotina e meu foco é obsessão. Cada derrota vira aprendizado, cada treino vira evolução. Enquanto muitos sonham com o topo, eu trabalho em silêncio até chegar lá. Lenda em construção.” 💪🔥
No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.
Ao longo da minha trajetória, muitos se foram, mas não sinto falta, o que partiu, na verdade nunca me pertenceu.
A escrita me encontra na noite, instante em que a melancolia se aproxima e se torna minha mais fiel companhia.
Sentado aos pés de uma figueira, imerso em pensamentos que desafiam até minha própria compreensão, percebo a tênue fragilidade do tempo. As horas se dissolvem como grãos de areia escapando pelos dedos da consciência, e o mundo ao redor se reduz a murmúrios sutis, o canto distante de um galo, o sussurro das folhas, ecos de lembranças e dilemas que insistem em me perseguir. Sem perceber, sou tragado para dentro de uma introspecção que transcende o instante, como se cada fragmento de percepção fosse simultaneamente revelação e enigma.
Ultimamente, sinto-me no automático, como se minha existência estivesse programada para repetir incessantemente as mesmas tarefas diárias. Cumpro cada gesto sem reclamar, contendo pensamentos inquietantes que ousam emergir, pois sei que, aos olhos da sociedade, questionar ou sentir demais é rotulado como rebeldia. Ironia cruel: a conformidade, esse silêncio interno imposto, revelou-se a verdadeira prisão, mais implacável do que qualquer algema visível.
Tive uma segunda chance, já atravessei portais invisíveis e experimentei, em minha própria vida, o esplêndido sabor da glória de Deus. Vi rostos iluminados de todas as idades, ouvi louvores que transbordavam amor sincero ao Senhor. Desde então, carrego em minha alma uma saudade profunda do céu, pois sei, com convicção, que para a linda cidade um dia voltarei.
Quase não restam lembranças boas da minha infância. Talvez nunca as tenha vivido, ou talvez algo em mim tenha morrido antes mesmo de aprender a ser feliz, deixando apenas um vazio frio onde deveriam habitar memórias e calor.
Quando as lembranças da infância se entranham no meu peito, rasgam-me as entranhas e arrancam minha carne ao ritmo de memórias que não perdoam, tudo o que superei , daquele passado terrível com tanto esforço vira pó, e eu fico a arrastar o cadáver de quem fui.
