Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia

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- Aquilo fez o tempo parar dentro de mim, fui sequestrado por uma presença que não era minha, e ao ouvir aquela frase, eu senti algo que jamais sentira antes. Seja qual for a mensagem que o destino queira me entregar, eu simplesmente fechei meus olhos e a abracei. Abracei como se não houvesse o instante seguinte, como se o sutil toque do relógio parasse, e como se aguardasse meu suspiro para dar sua badalada seguinte, sua resposta, ali parados, envoltos, foi também a minha.

Até que sumindo da minha vida você me surpreendeu, não esperava nada de bom vindo de você!

Não fique longe de mim, meu doce, minha paixão. Te quero perto dos olhos e dentro do coração.

Minha vida sempre teve muita gente acompanhando e ninguém ajudando, por isso sou eu por eu mesma, e assim prevalecerá meu ponto de vista sobre mim, as pessoas e o mundo.

Cuido da minha vida, sou o que eu quiser, e não tento fazer do costume alheio o motivo para ostentar minha fé.

Quando teus olhos azuis surgem na memória
minha mente cede, entra em colapso suave
como se o mundo pausasse só pra te olhar

Quando te vejo, é filme sem cortes
rodando na minha cabeça
me convencendo, cena após cena
de que não existe
nem existirá
alguém tão perfeito quanto você

E quando durmo…
ah, quando durmo
até os pesadelos se rendem
porque neles tu apareces
herói improvável
salvando meus medos
e ficando, a cada sonho,
ainda mais impressionante

Tu és presença
mesmo quando ausente
és certeza
mesmo no caos
e és silêncio bonito
que bagunça tudo dentro de mim

O abandono do outro não define minha suficiência.

Minha entrega foi escolha, não erro.

Minha filha é meu cárcere definitivo.
Não por falta de liberdade, mas por excesso de amor.


27/01/2026

Claire…
teu nome me chama sem som…
como se o tempo soubesse
que minha busca
tinha um fim… e era você.

Hara…
coisa rara…
mais que flor que não despetala,
mais que estrela que não morre,
tu és o sopro onde eu nasci.

Eu vi teu rosto antes de sonhar.
Eu caí em ti…
como quem volta pra casa
sem saber que havia partido.

Claire…
por que teu silêncio sabia meu nome…
mesmo antes da dor ter voz?

E eu grito por dentro,
no exato lugar
onde teu peito dizia:
“fica”.

Me abraça com tua ausência…
e eu juro…
tudo que faltava em mim
agora se chama
Hara.

Claire…
não precisei te tocar…
pra saber que minha pele
só reconhece o mundo
depois de ti.

Claire…
não fala nada.
Só sente.

O que a gente é…
ninguém entende.

Mas entre o antes e o depois…
só ficou o teu nome
escrito
na parte de mim
que nunca morre.

🖤 Hara.

Um breve relato da minha vida depois que fui diagnosticado com o transtorno de ansiedade.

Não tenho mais calma, e, muito menos paciência em certos momentos da minha vida, mas uma coisa é certa, tenho dentro do meu ser, uma coisa que é fora do normal, que é o meu discernimento em fazer as coisas da melhor forma possível, as quais eu não abro mão.

A minha adrenalina esta de forma tão acelerada e com isso aumentando a minha pressão cardíaca de tal forma que posso ter um AVC ou uma parada cardíaca a qualquer momento, a última bateu 19x9 no último dia 02 de janeiro, o qual fui parar no hospital.

A minha ansiedade é algo que me faz pensar no amanhã, por maior que ele ainda seja inexistente em minha vida.

Vivo com tremores musculares corretamente, os quais eu sinto e não sai como controlar de tamanha esta sendo a minha ansiedade.

São formigamento no meu corpo os quais me tiram a paciência constantemente.

São ânsias de vomitar o tempo todo.

São lágrimas que escorrerem pelo meu rosto sem pelo menos eu saber o porquê.

Se perguntem ai!

Será que você sabe o que eu estou passando?

Acho que não.

Vocês sabem o que passar dias sem dormir?

Pois eu fiquei 3 dias sem dormir, e mesmo assim eu fui trabalhar e cumprir a minha missão da melhor forma possível, e, isso eu faço todos os dias por mais por mais difíceis que eu esteja passando.

Sinto a falta de um simples abraço, ou, de uma boa conversa, as quais eu mais preciso neste momento para aliviar a minha dor e sofrimento, pois a ansiedade causa isso.

São lágrimas que vem no meu rosto a escorrerem sem motivo algum, e o pior do nada, é ai, que eu fico mais triste ainda não entendendo o motivo delas escorrerem em meu rosto, justamente comigo que sempre fui uma pessoa ativa e alegre.

Peço a Deus todos os dias que me liberte desta tempestade, me trazendo a tranquilidade e minha paz interior novamente.

Termino o meu texto com essa frase.

Ansiedade não é frescura e sim uma doença mental que nos leva ao desespero constante.

Fiquem com Deus.

Fábio Solla.

Sorri, por entre as lágrimas, como a menina que fui, já não agarrada à mão da minha tão amada avó, mas para sempre, presa a ela, por lindas penas brancas a esvoaçar até ao Céu.

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO




Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...

O Ponto Fixo do Trânsito


O Agora é a minha única morada, o ponto exato,
a quietude que o caos me permite reivindicar.
Se o defino, ele já é Presente-Passado,
a matéria de memória, a substância de tudo que o riso dos deuses levou.
Não é um vazio findo, mas o volume da minha história,
a textura viva da cicatriz que me torna necessário.
Mas o Agora é também, e sem trégua, Presente-Futuro,
a tensão que me impede o ócio inabitável.
É o vetor da força que move o Ser para o devaneio lúcido—
a criação de um paraíso possível,
mesmo quando a lucidez me diz que ele é breve.
Pois sei que as coisas transitam ao meu redor
e a minha perspectiva é o único centro real.
Se o mundo gira e a folha cai,
minha presença é o ângulo irrepetível
que dá forma e cor à velocidade do trânsito.
Os Deuses, lá no alto, podem rir da minha seriedade,
rindo da minha busca por um sentido,
zombando da pequena chama da minha vontade.
A gargalhada deles é a confirmação:
A vida é regida pela ironia lúdica, não pelo mérito.
Mas a síntese é a minha resposta:
Eu não preciso de um plano perfeito.
Eu sustento a minha existência apesar do riso,
criando o meu próprio éxtase no intervalo.
Eu sou necessário para completar a canção,
e mesmo sabendo que o futuro é incerto,
eu carrego a coragem indiferente de quem sabe:
O ato de estar aqui, no Ponto Exato do Agora,
já é o maior e mais belo de todos os propósitos.


Confissões de uma Fé Inabalável


Eu rendo minha absoluta confiança ao que é comprovadamente falho.
Eu confio nas cartas metodicamente marcadas do jogo,
nos sorrisos límpidos dos políticos recém-eleitos
e nas mãos estendidas, já bem entendidas, a pedir meu ouro em todas as esquinas.
Eu confio na sorte grande e na alquimia silenciosa dos banqueiros em fazer dinheiro
a partir de juros que jamais poderei entender ou pagar.
Eu confio, sobretudo, nas mãos entendidas que, com uma, distribuem o sopão ao necessitado,
e com a outra, rapidamente recolhem o troco a mais dado pelo caixa distraído.
Eu confio no criminoso que mantém um código de honra limitado,
e naqueles arautos da fé que nos prometem o céu enquanto filipendiam a alma
para, em seguida, arremessá-la ao inferno como um brinquedo usado.
Eu acredito e ponho a mão no fogo nas pessoas maldizentes,
naquelas que não deixam escapar um só fio de maldade sutil
na hora da conversa trivial nos cafés.
Eu acredito fervorosamente na Justiça que, com um aceno,
solta o malfeitor que ceifou a vida de um trabalhador,
deixando a miséria da viuvez e a dor da orfandade como herança.
Eu confio na cortesia eloquente do loquaz,
que busca arrebanhar meu suor sagrado
em troca de um produto etéreo que só existe em sua promessa.
Eu acredito em um mundo onde as guerras que matam inocentes irão, de fato, resolver nossos problemas.
Eu acredito no Papai Noel, coelhinhos da Páscoa, em gnomos e fadas.
Eu acredito em um mundo melhor, onde a grama do vizinho é seca e a minha é verde.
Eu sempre acredito piamente em um mundo melhor.
Eu acredito num mundo onde os pais obedecem os filhos e são espancados por eles.
Acredito piamente que quando acordo todos os dias, todas as pessoas são menos inteligentes do que eu e devem, portanto, aceitar e acreditar no que eu acredito.
Eu acredito na beleza vertiginosa de tudo que me dá prazer imediato,
depois de ver meu suor e sangue sagrado
esvaírem-se em poucos minutos,
diluídos em uma noite de luxúrias vazias.
E finalmente, com a mais sombria convicção:
Eu acredito naquilo que me tira a paz, que está tirando,
porque mereço sofrer, ser insultado e suportar todo escárnio.
Com uma convicção quase religiosa,
eu confio em tudo o que me rouba a visão e a simples,
egoísta e cansativa tarefa de focar no meu próprio bem-estar.

Os teus beijos
sabem a poesia:
adoro escrever
os teus beijos
na minha boca.

⁠Minhas dores me destroem,
Minha mente dói,
Meus pecados distintos,
Saborosa e intensamente
E você é o maior deles.

Um som leve, quase inaudível, como se alguém tivesse suspirado no exacto ritmo da minha respiração, atravessou-me.