Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
"Há encontros que parecem promissores, mas só nos testam. Onde reina a vaidade, o amor não cria raízes. E enquanto muitos disputam o efêmero, a verdadeira paz está em não ser escolhido por aquilo que nunca teve essência."
Mesmo no campo de batalha da alma, onde o sofrimento cala e o silêncio pesa, sigo orando — porque sei que Deus recolhe cada lágrima, escuta cada gemido, e escreve minha história com graça. Não luto por sucesso, luto por fidelidade. E mesmo sem ver, caminho, pois a cruz já venceu a escuridão, e o céu é meu lar prometido."
— Purificação, inspirado em Billy Graham
A essência do ser reside na simplicidade do sentir, onde o tempo é mera ilusão e a plenitude, a única métrica.
Vamos fugir pra algum lugar onde o Sol só brilha pra nós dois
Vou te levar pro mar mais calmo
Longe de toda essa confusão
Pra algum lugar onde o tempo é só nosso
Como se não houvesse amanhã ou depois
- "Como a Brisa do Teu Mar"
Nasci no ventre do eco,
onde o tempo não ousa entrar.
Ali, o mundo me olhou de costas,
e eu tive que ser meu próprio espelho.
Trago os ossos do pensamento à flor da pele,
mas ninguém ouve a dor que não sangra.
Tudo em mim é vidro —
mas cortante, não frágil.
Chamei a ausência pelo nome,
ela respondeu com o meu silêncio.
E no frio do sentido negado,
vi que até Deus evitava meus olhos.
A mente, em espirais de pedra,
caminha sem chão,
mas insiste em buscar
uma saída onde não há porta.
Sou o cárcere que se nega a abrir-se,
sou a chave que teme a liberdade.
Ser é um verbo afogado —
mas ainda respiro.
E se tudo isso for o belo?
Essa dor sem forma,
esse grito contido,
essa esperança disfarçada de exílio?
Pois talvez o belo more
não no alívio,
mas no gesto de seguir
mesmo sem horizonte.
Ergo-me na arena do próprio abismo,
onde o eu se fragmenta em mil centelhas,
buscando forjar-se na chama do querer —
não para existir, mas para criar sentido.
Cada passo é um martelo erguido
sobre as correntes do hábito e da lei,
e o coração, ao pulsar sua forja interna,
martela o mundo em novos ritmos.
Não temo o vácuo que escuta o grito,
pois vejo nele a vastidão do possível;
o ser que supera o peso do próprio ser
ergue as asas no sopro do eterno retorno.
Aqui, no limiar do nada e do tudo,
descubro que o poder não é domínio,
mas a dança audaz de afirmar a vida
mesmo quando a dor sussurra vitória.
Que o sol reapareça em cada queda,
e que eu seja o artífice da própria aurora.
Deus não é algo onde você pode colocar ele na sua linguagem medíocre, mais respeito com o todo Poderoso.
O homem e a felicidade.
Um belo dia, onde flores e abelhas se beijavam, onde rio e mar se namoravam. Um projeto de homem triste, pulava sobre as pedras, cantarolando "Pula um, pula dois, deixa a felicidade pra depois" Ele não sabia cantar para felicidade, então nesse dia, ele avistou na distância em que os olhos percorriam, uma menina, meio desengonçada, mas encantadora! Ele a flagrou em olhar de pensamento, não hesitou em perguntar:- Menina, o que pensa? A menina o respondeu:- Penso em como ser feliz.
De qual felicidade eles tanto precisavam, será que eles ainda acreditavam que poderiam ser feliz? A conversa não teve continuidade. Mas o projeto ainda estava ao lado dela. Olhando em direção contrária a qual ela olhava. Dias se passaram. As estações sorriam, mas eles continuavam em chuva. Choravam, sem parar. Mas sem sair do lugar. O tempo passou. E o dia tão chuvoso do olhar. Terminou com um começar.
A menina era inteligente, o garoto nem tanto. Logo percebeu que já era feliz. Só estava em momento, olhou para o lado, e o projeto ainda chorava. Então ali ela o abrigou, dentro do lar do abraço. Ele se encaixou a ela. O que era chuva e embaçar, se tornou sol com vista para o mar. No encontro do riso dela, ele encontrou felicidade singela.
Moral: A felicidade está tão perto da tristeza, tão quanto a mentira está da verdade.
A onde nasce o rio Dom Pedro?
De quanto chão me resta para estar perto do futuro.
De quanta bobagem necessita o homem para criar mais desastres.
Faltam-me estrelas em gota para irrigar o seco céu da boca.
Trocou-se a simplicidade do riso por espelhos e gritos das raças.
De quanto rio resta a nadar,se de nada ira de sobrar.
O chão que sofria junto a pele, racha e se parte.
A corrente que fere alma prendendo o passado na gaiola da memória.
Ainda há de criar asas e voar meu passarinho.
Ainda há de cantar a liberdade para dentro de seu ninho.
Mas ainda há uma veia de lembranças do que nasceu esperança e morreu criança.
Vi flechas mirarem futuro e caírem nos pés de um maldito burro, que por sua ganância assassinou o meu novo mundo.
E olhando agora, que mundo o Brasil se tornou?
De quem se tornou parte o Brasil?
De que passado resta a memorar?
Quem permitirá viver o futuro ou presente, se pretendem roubar até o conhecimento de nossas mentes.
Dizem que o conhecimento ninguém o tira.
Dizem que o passado não vive no novo.
De algo posso realmente dizer, ainda tenho esperança que possamos renascer de novo.
Faltará de tudo um pouco; nascimento meio lento do que chamam de consciência, ela que pintada de negra ainda não pode ser incolor. Que pena ser utópico um algo tão simples, ainda assim vi muita gente no berço da dor. No parto da realidade encontro a verdade, ainda não aprendemos que na nossa brasilidade não deve existir distinção de cor a dar oportunidades. O pais é preto no formato de toda cor. No lixo da desigualdade virei poeta e de minha poesia tudo que tem vida vira arte. E tudo que é arte faz parte! E de que parte você faz? Parte de todo um mundo! Onde ainda irei de acreditar que ser brasileiro é ter calor, e ser do mundo é ser universal. E se somos universal somos temperados, e olhe bem! Tudo que tem tempero e sabor, é gostoso, como dizia mainha:- Você não é todo mundo, mas todo mundo faz parte do mundo.
Não importa se são dois ou três passos, se um passo for necessário para chegar onde você quer, já será o suficiente. Muitos acham que a quantidade valoriza o alcançar do objetivo, mas a verdade é que o efeito da primeira tentativa basta para dar ou não valor ao que você impõe o seu cansaço.
Conheço os prazeres da carne, e nada é tão gostoso quanto uma conversa onde visões se direcionam e se respeitam entre si.
Pensares que somente o teu punho detém do formar das letras?
Onde a paixão pelas formas maiúsculas do grito, a beleza nas minúsculas por baixo tom, assim se pode ouvir das palavras as clarezas, mas, não a certeza de que és dono de uma única palavra. Palavras são donas de si, dos seus significados, também dos próprios sentimentos, você só transparece no escrever o que elas já diziam ai dentro, me acentue te darei a leitura, ou, a interpretação, decida-se; A palavra é feminina, por isso os palavrões por serem masculinos, se encantam com o equilíbrio de verdades tão primorosas.
O intelecto dispõe de razões, nada difere da metafísica. Em questões onde corre a própria escolha e a razão pela qual deve ser feita, você entende que a necessidade de escolha na vida é só uma razão, as vezes seguir em frente é muito melhor do que decidir entre sim ou não.
A nossa alma é como um portal para a Eternidade de Deus. É um lugar onde podemos nos conectar com o Divino, nos encontrar com o nosso eu mais profundo e compreender quem somos a partir de um lugar de amor, verdade e paz. É a chave para descobrir nossa verdadeira natureza, nossa verdadeira essência, e viver uma vida espiritualmente plena. É o caminho para alcançar a imortalidade, pois por meio dela podemos entender o que é o amor divino eterno e nos tornar parte dele.
Eu tive uma conversa muito profunda e calorosa com o padre, onde ele me disse que escrever é uma ótima forma de encontrar a paz. Ele me incentivou a escrever sobre os momentos mais importantes e significativos da minha vida, para que eu possa me conectar com a minha essência e ter mais tranquilidade. Foi uma experiência muito gratificante e que me ajudou a entender melhor a importância de viver a vida com gratidão.
