Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
“A bíblia não é um amuleto de sorte onde é só fazer um pedido e logo será realizado, ela é um presente de Deus onde todos aqueles que desejarem, possam abri-la, e se encantar como o seu conteúdo”
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QUANTO VALE UMA VIDA?
Cidade: Barão de Cocais
Estado: Minas Gerais
Local onde eu nasci para o mundo, por escolha dos meus pais...
Lugar repleto de riquezas naturais...
Região explorada pela Cia Siderúrgica Vale para retirada de minerais...
Devastaram a paisagem e afugentaram alguns animais...
Mas, não foi suficiente, ainda querem mais...
Mais uma barragem está prestes a se romper, como já aconteceu em outros locais...
Reincidentemente, todos em Minas Gerais...
Tragédias estampadas nos jornais...
Sim, já estamos nos plurais...
Os problemas do passado continuam atuais...
Agora escancaram um novo risco de soterramento em ritmos chacinais..
Puro descaso, há muitas provas cabais...
Precauções totalmente anormais...
Manutenções que deveriam ser semanais passaram a ser anuais...
Atitudes radicais...
Visando lucros fenomenais...
Vale, quais são os teus ideais?
Até parece que estão lidando com rivais...
Destruindo casas, farmácias, escolas, igrejas e hospitais...
Os moradores são seres humanos, não são imortais...
E ainda há as perdas materiais...
Tiraram das crianças as tranquilas canções de ninar e impuseram as sirenes matinais...
O que será necessário para cessar todas estas ganâncias sobrenaturais?
Sanções governamentais?
Retiros espirituais?
Retaliações mundiais?
Vale, por favor, dá para ser um pouco mais racionais...
E deixar os Mineiros viver em paz?
Um mundo de paz, onde não há guerras e nem descriminação, onde podemos ser quem quisermos sem se preocupar com o que os outros dirão, pois nesse mundo cheio de amarguras sempre há uma sombra que nos diz o que deveríamos fazer para prejudicar as pessoas que querem nosso bem, mas com nosso ódio e orgulho acabamos caindo nas lábias da serpente do destino, onde acabamos nos autodestruindo, para que outros não vejam o quanto você é forte e corajoso, eles acabam criando uma imagem negativa de sua pessoa. Para alguns, um crime sem julgamento, mas para você apenas um erro, não deixe que pessoas desse jeito te abale, são essas pessoas que fazem você crescer, pois pelos machucados que elas lhe causaram, você acaba não se abalando mais pelas opiniões dos outros, mas sempre lembre disso, não é só porque você ficou forte e ninguém mais te atinge que você fará o mesmo, sempre mostre a outra face, pois é essa face que destruiu o espírito corrupto que está preso naquela pessoa, e você por sua vez acaba libertando aquela pessoa de seu pesadelo.
Não sei por onde começar há tanto por dizer
Mas sei o que dizer doa á quem doer
Nascemos para viver há quem vive para sofrer
Nascemos sem nada ter e morremos sem o obter
Moçambique independente relíquia portuguesa
Digo isso pelos imóveis e afirmo com certeza
Dizem que o estrangeiro veio para ajudar
Mais se fores a notar, alguns vêm nos usar
Não tenho receio em dizer a dura realidade
Os medias, que censure-me a vontade
Mas o povo necessita da verdade
E os governantes?
Uma mudança de mentalidade
O partido no poder pratica a cleptomania
E o Moçambicano só manifesta a miopia
Isso afecta a economia que resulta a atrofia
Políticos são iguais com visão de megalomania
Aliados fazem-nos passar por humilhação
Maltratando brutalmente a nossa população
Com seus cães policiais comandados por oficiais
Testam a sua raiva em imigrantes nacionais
Animais irracionais, cegos em rituais
Sucessos nas finanças fazem (pactos espirituais)
Seus filhos são sacrificados por meticais
Sua vida não anda pela obra dos seus ancestrais
Chegas a pensar que apodreceste os nerónios
A igreja que frequentas só aumentam-te demónios
Aquele que estudou tem um salário magro
Há quem caneta não pegou e tem um bom cargo
Colegas malquerentes cobiçam a tua cadeira
Vão a palhota e acabam com a sua careira
Até o auxiliar de limpeza quer chefiar a empresa
Disputa de cargos é frequente nesta relíquia portuguesa.
Uns dizem Moçambique é Maputo
Maputo é a zona industrial
Por isso que a energia sai do centro para a capital
Tal hidroelétrica parece ser sul-Africana, por quê?
Não é usufruída em toda tribo Moçambicana
«Chonga Maputo» boa iniciativa do governo
Mas é só para os prédios nunca chegam no nosso terreno
Tanta desordem súbita todos os dias
Emprego, trabalhos inacessíveis estão todas as vias
Indianos chegam ao país montam tabacarias
Lojas de quinquilharias, parques e mercearias
Vendem suas bijutarias e outras mercadorias
Nós na nossa terra servimo-los por quireras
País liberto das guerras não das garras das feras
Estrangeiros na Arquitetura e nós na Agricultura
Isto é uma loucura mentalmente uma tortura
A vida é dura e não dura diga-me, qual é a cura?
Onde estão os meus amigos quando eu preciso?
Quem são os meus amigos que até hoje não visualizo?
(São os novos ou antigos?), estou ainda indeciso
Não são os mortos nem os vivos (que fique o aviso)
Este monólogo não é recente e já me assombra o juízo
Quando olho-me atentamente, já virei um narciso
Embora descontente consigo soltar um riso
Vivo assim indiferente e apartado da «ISO»
Estou frustrado, zangado e sinto-me abandonado
No chão fui lançado, pisado e humilhado
Excluído, ignorado, sem motivo apartado
Quase sempre isolado, no ermo refugiado
O que fiz de errado? Por que sou desprezado?
Sei que serei mal interpretado pelo que tenho falado
Então, que fique explicado por que estou revoltado
(Males tenho enfrentado sem ninguém do meu lado)
Tudo que faço não presta, para vocês sou um falhado
Toda malta me detesta e na rua sou apontado
Tratado como a besta, de todo mal sou culpado
Mas se olhas a minha testa
Não há nenhum número marcado
Escrevo assim e assado, de como estou inspirado
Escrevo hoje estressado e amanhã mais relaxado
Escrevo o quanto sou odiado e o quanto posso ser amado
Mas escrevo preocupado se serei devidamente captado.
Não sou um chorão em busca de consolo
Se achas-me um bebezão, és mesmo um tolo
Isto sai-me do coração, digo-te, não enrolo
Estende então a sua mão, dá-me então o seu colo
É simples amigão, será que é pedir de mais?
Quero acreditar que não, sejamos cordiais
Estou sozinho na escuridão onde os demónios são reais
Afundo nesta podridão, deambulando em espirais
Conheço bem a solidão, já explorei todas vantagens
Hoje acabou a diversão, preciso de novas viagens
Sair do meu quarto, contemplar novas paisagens
Ouvir novos sons, escutar novas mensagens
Mas sozinho já não, necessito de um companheiro
Dispenso a multidão, procuro o verdadeiro
Os poucos que virão, que venham por inteiro
Está é a condição para atarmos o laço derradeiro
No Inverno, no Verão, no Outono, na Primavera
Em qualquer estação, estarei a sua espera
Serei o seu guião, seu escudo contra a quimera
E espero de si irmão que remuneres da mesma maneira
Termina assim este monólogo que inicia com uma questão
Os meus amigos quem são, os verdadeiros onde estão?
Será que aparecerão e os falsos se afastarão?
Ou nem se quer saberão por desconhecerem esta Compilação.
Um dia acordei e do nada existia
De seguida chorei, respiro desde esse dia
De onde cheguei? Da barriga, foi o que ouvia
Na época acreditei, negar não podia
Cresci convicto da existência de um ser divino
Que criou o céu, a terra e o líquido cristalino
E teve um filho que a transformou em vinho
Este foi o ensino me transmitido desde menino
Até que um dia despertei de repente
Eu não sabia até então recentemente
Que percorria por um trilho cegamente
E tudo que eu via foi criado pela mente
Mas como poderia ter percebido anteriormente
Desta cegueira se via sempre o sol nascente?
E como poderia convencer o outro ente
Que fomos manipulados desde o ventre?
Assim fiquei, percorro por um caminho diferente
Dos meus parentes e de amigos principalmente
Olhado de lado por pensar diferente
Abandonado, deixado, isolado de toda gente
Fazer o quê? Se não seguir em frente
Adaptar-me a vida de um jovem descrente
Aproveitar às horas que perdia semanalmente
Na igreja, quatro horas especificamente.
Levantando do chão como José Saramago
Dei costas a religião com um semblante amargo
Anuncio a revolução a este combate armado
Munido da Razão, tenho ateísmo como aliado
Dogmatismo e cristianismo é tudo igual
Catolicismo, islamismo, et cetera e tal
Mas quem sou eu para criticar afinal?
Um neo-ateu, que leu e acha-se intelectual?
Não, acho que não, deixo isso ao vosso critério
Rezem ao vosso deus para que desvende o mistério
E espero, que seja antes da minha ida o cemitério
Porque o tempo é escasso e eu levo a sério
Deus pode isso, deus pode aquilo
Deus pode tudo e comunica-se em sigilo
Deus não faz o mal, permite o cancro do mamilo
A SIDA, Pesticida, sofrimento no asilo
Morte nos hospitais, desastres naturais
Crimes paranormais, corrupção nos tribunais
Saque de dinheiro em edifícios paroquiais
Em igrejas, que mais parecem centro comerciais
Pauso por aqui, a lista seria interminável
De futilidades, de um ser abominável
Sinceramente falando, que currículo desagradável
O mais engraçado, é que alguém o acha amável
Só mesmo rindo, calado e assistindo
Aproveitar o dia lindo, vendo o céu se abrindo
A vida são dois dias, nascer depois morrer
Outros são utopias nunca irão acontecer.
Não sei por onde começar, há tanto por dizer
Mas sei o que dizer, doa a quem doer
Nascemos para viver, há quem vive para sofrer
Nascemos sem nada ter e morremos sem o obter
Periferia é o lugar distante do centro urbano
Desprovido de quase tudo que é básico ao ser humano
Prometem-nos melhorias, de cinco em cinco anos
E na campanha o político profere os clássicos enganos
Ninguém olha por nós, ninguém ouve a nossa voz
Ninguém sente por nós quando nos falta pão e arroz
Vivemos ao «deus dará», jeová, buda ou alá
Mas enquanto nenhum dá, lutaremos a sós por cá
Com os meios que possuímos, com o pouco que temos
Até onde conseguirmos, enquanto ainda vivermos
A vontade não é pouca, motivação não nos falta
(Olha só para esta roupa, que já é de longa data)
Água entra quando chove, por baixo e por cima
À noite ninguém dorme, a casa fica uma piscina
As crianças deitam-se na mesa, não há como usar a esteira
Os adultos a espera do sol, é assim, não há maneira
E quando a chuva passa, chega a cólera e a malária
Enchem filas nos hospitais, cadáveres em mortuárias
Por simples falta de drenagem em uma rede viária
Já nem dá para reportagem, esta é a rotina diária.
Energia eléctrica oscila como piscadelas
Postes sem iluminação permitem crimes nas vielas
Aqui é mesmo assim, jantar à luz de velas
Não é romantismo, daí, fechamos as janelas
Água na torneira fecha antes da tarde
A pressão é baixa, levo horas num balde
Muitas vezes nem sai e chega factura do FIPAG
A qualidade é baixa e ainda querem que eu pague?
Já não bastam as taxas e os impostos?
Só se lembram daqui quando querem votos
No meu bairro nada muda, só aumenta o agregado
Nove cabeças na mesma casa com um mínimo ordenado
O que será do futuro desta nova geração?
Se salário não dá para pão, imagina para educação
Daí que muitos jovens se entregam a exploração
Lambendo botas de um patrão em troca do cifrão
A vida é bela só na tela, quando passa a telenovela
Na periferia é só mazela, cada casa é como cela
Mulheres se entregam a vida ou a pilotar panelas
Homens acabam em obras ou em biscates nas ruelas
A todos aqueles que sonham em sair daqui um dia
Lembrem-se que vossas raízes estão na periferia
Dêem um pedaço de vós, pratiquem a filantropia
Só ajudando a maioria, viverão em alegria.
O que é a lucidez senão um mero instante onde você sente que está no clímax de sua consciência.
Esse deslumbre de lucidez te leva muitas vezes a tomar decisões erradas que não te dão possibilidade de arrependimento. Você sente que está tão certo dessa verdade que se torna dono dela e somente o seu ponto de vista é válido. Essa armadilha que é a lucidez te leva a estupidez de afastar pessoas que te amam.
Amar o inimigo é desfazer um elo do mal que inssiste em destruir tudo por onde vai. Quebre este elo e faça um elo de amor ao próximo.
O quintal é um lugar
onde nós enterramos
os tesouros de nossa infância.
Aí chega o futuro
e transforma-nos em adultos,
enche-nos de preocupações,
de tal maneira que nos faz
esquecer em que ponto da vida
deixamos de nos importar
com a existência de mapas.
Para esta semana:
observe os caminhos por onde passar;
nas pessoas que você guarda dentro;
nos abraços que te ligam;
nos sorrisos que te dão certeza;
no amor, ná fé e na sua religião.
❥
Vó
Da onde tirei essa ideia de gostar de jiló
De apreciar o café sem açúcar, só o pó
De beber leite na caneca esmaltada
Mesmo que acabe com a língua queimada
Foi por causa da Senhora
De onde vem esse prazer em cozinhar
Do gosto pela comida fresca,sem requentar
O feijão com farinha quando acaba de ser cozido
E a preferência pelo chá, ao invés de comprimido
Foi por causa da Senhora
Dessa loucura pelo cheiro da terra e do mato
De não importar se o presente é caro ou barato
Se a roupa é ou não de alta costura
E tanto faz se é doce de leite ou rapadura
Foi por causa da Senhora
Quanta influência a Senhora em mim exerceu
Durante o período aqui nesta terra que a Senhora viveu
E mesmo aqui não mais estando
Os meus passos a Senhora continua influenciando
Ah, que saudade da Senhora
Mas uma coisa me conforta
Meu amigo Santo Agostinho assim exorta
"A morte não é nada"
Então, logo estaremos juntos ao fim aqui da minha jornada
Ah, como eu amo a Senhora!
Nunca vai se haver um bem comum em um mundo onde o pensamento que predomina é o bem restrito, predominando egoístas onde deveriam estar espontâneos.
Que limbo é este onde
Pelo meio da noite às vezes aparecias
Mas apenas para desfazer esquecidos silêncios
Porque bem sabes ao terceiro Whisky
O amor é sempre eterno
