Minha Sede de Viver e uma Ameaca Atomica

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Uma indagação às operadoras de telefonia celular: Se meus credores me acham quando querem, por que os aparelhos de meus devedores estão sempre fora da área de cobertura?

PROFANO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se não fosse pecado
para os olhos teus,
uma queda nos meus,
tua fé te poupasse
de qualquer vingança...
Meu amor desgarrado
teria um brinquedo,
um instante, um segredo,
uma doce lembrança.

BOCÓ HONORÁRIO


Demétrio Sena - Magé


Ocorre muito comigo: rever uma pessoa com quem convivi por algum tempo, mesmo sem ter me tornado um grande amigo, e me apressar para cumprimentá-la efusivamente, sendo recebido com um olhar de "eu, hein..."; quando muito, com aquele "oi" mascado como um restinho de fumo. Então retorno ao meu canto, se ambos estivermos no mesmo ambiente, ou sigo meu caminho xingando a mim mesmo, em pensamento.


Mas não tomo emenda: quando, pouco tempo depois, vejo outra pessoa com quem tive uma convivência semelhante (quem sabe, na realização de um trabalho, um projeto em comum), corro logo para o quase abraço, como se fôssemos velhos amigos de infância que se perderam e acabam de se reencontrar. Aí dou de cara com o mesmo "eu, hein" silencioso... os mesmos lábios dormentes. Razão pela qual nunca passo muito tempo sem me xingar em pensamento.


Sou desses bobões que dão muita importância para pessoas. Que veem amizades em relacionamentos breves e até superficiais. Acho marcante uma boa conversa de rua com um desconhecido, que para mim, a partir daquele momento já não é um desconhecido. Se participo de algo por alguns dias, com esse desconhecido, ele praticamente se torna um amigo de vida inteira... desses com quem me preocupo e chego até a pedir notícias a um conhecido em comum.


Pensando bem, não penso mesmo em tomar emenda. Não ser assim me deixa vazio. Ser de outro jeito é como não ser quem sou. Passar por esses constrangimentos de me sentir situado por alguém é menos pior do que sentir o vazio de não sentir nada por uma pessoa com quem tive pelo menos um momento agradável. Pessoas, para mim, são pessoas. Nunca soube tratá-las como algarismos em equações vivenciais.
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Respeite autorias. É lei

O poço do fanatismo

Demétrio Sena - Magé

Pouco importa se o que você frequenta é uma célula, uma seita, religião, filosofia, grupo. Se não faz de você uma pessoa melhor, não vale nada. Se lhe faz afrontar o mundo e se julgar melhor do que o próximo, qualquer próximo, você perde o seu tempo. Se põe a sua auto estima no chão e se também a põe lá no alto, em um patamar ilusório, não passa de uma fraude. Fanatismo, extremismo, excesso litúrgico em qualquer fé professada levam para o fundo do poço. Se pela fé que professa, você percebe que já não é você, e sim, um fantoche que mãos habilidosas, hipócritas, interesseiras, maliciosas e mercadológicas manipulam, a sua fé não lhe merece. Muito menos os seus lideres merecem a sua fé.

Mire-se no espelho de sua realidade atual. Compare essa realidade com os tempos de paz e lucidez que você já teve algum dia, sem precisar de guru, mestre, pastor, pai religioso, guia, padre, qualquer orientação pretensamente espiritual. Você vai perceber que o seu estado de espírito não vem do alto, do baixo nem das laterais. Vem do seu íntimo; da sua disposição para ser feliz. Do seu equilíbrio pessoal, perfeitamente possível; completamente capaz de conduzir os seus passos por caminhos seguros. Sua alma só será salva pelo caráter, seu amor ao próximo, a si mesmo(a) e sua observação de quem lhe rodeia e quer, na verdade, como aquela ovelha da qual sempre terá leite, lã e obediência.

O medo do diabo, do Próprio Deus - Terrivel, como religiões fundamentalistas apresentam - e outros seres invisíveis que a psique manipulada manifesta, nada pode lhe oferecer além de momentos hipnóticos ou surtos neurológicos em ambientes escolhidos. Na realidade crua oramos, rezamos e ritualizamos cada vez mais, enquanto nos curamos ou morremos, na mesma proporção da fé ou não fé. Alcançamos ou não, as "graças" providenciadas por coincidência ou ação persistente bem sucedida (que sobrenaturalizamos quando e como convém). E a célula, seita, religião, filosofia ou grupo não ajuda ninguém a entender com alguma serenidade, os valores humanos que realmente nos salvam.
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Respeite autorias. É lei

É uma tragédia sem vilões,
Que parte os nossos corações,
uma mãe que se consumiu a dar,
filhos que permanecem sem poder salvar,
e um mundo que assiste em silêncio.

Não é só tristeza.
É a respiração difícil da impotência,
quando o amor sobra

e a dignidade falta.


Janeck Tolentino

⁠Em uma sociedade virtual, mediada por imagens e selfs de felicidade, seres humanos são como mercadorias descartáveis. Chateou? Joga-se fora!

Tenho apenas uma vida, e só Deus sabe quanto tempo me resta. Mas em cada dia que Ele me conceder, desejo gastá-lo inteiramente para Ele.

⁠A ansiedade gera uma expectativa voltada para o futuro, portanto, esvazia o momento presente

Imagine que o universo não se desenrola em sequência,
mas se desdobra como uma teia infinita,
onde cada ponto é inteiro,
onde cada instante contém todos os instantes.


Não existe aqui ou ali, antes ou depois
tudo pulsa simultaneamente,
como se o espaço fosse tecido de momentos
sobrepostos,
e o tempo fosse apenas a ilusão de observarmos
uma única linha.


Cada vida, cada pensamento, cada gesto
não está confinado a um corpo ou a uma época.
Eles existem em todos os lugares,
reverberam através de mundos que nunca se cruzaram,
tocam dimensões invisíveis
e ainda assim permanecem parte do mesmo ser.


Você não é apenas você.
Você é a centelha que percorre
cada partícula do cosmos,
o fio que conecta o que foi e o que será.
Enquanto pensa que está em um ponto,
você está em todos.
Enquanto sente que termina,
você é infinito.


Tudo o que existe está acontecendo agora,
não em ordem, mas em totalidade.
O nascimento e a morte não são opostos
são faces da mesma presença que se manifesta simultaneamente.
O universo inteiro é um instante eterno
se observando em mil perspectivas,
mil versões, mil vidas coexistindo.


A consciência não viaja, ela abrange.
O “eu” não se move, ele se espalha.
O que você vê como separação é apenas percepção,
uma limitação do olhar que escolhe focar
num ponto enquanto ignora os bilhões de outros pontos
que são você, também.


E nesse entendimento, a solidão desaparece.
Não há nada ausente, não há nada perdido.
O amor, a dor, a alegria e o medo
não são eventos isolados
são ecos simultâneos,
residindo em cada átomo do cosmos,
vivendo em todas as formas que já existiram
e em todas que ainda existirão.


Tudo é agora.
Tudo é você.
Tudo é inteiro,
em todos os lugares,
ao mesmo tempo

Somos a luxuria em uma apologia..


Somos servos do capitalismo...


Somos cegos por vaidade não sabemos o tamanho da floresta negra...


Tudo é um ultraje ate amanhã por convivência sempre haverá um percentual absurdo de realismo...


Somos escravos da coisificação...
Historicamente o questionadores são insensatos, cegos e turbulentos.
Os criadores são criados por suas criaturas ...


Escravos do conhecimento carregam o fardo da ignorância e a descriminalização...


Discursos são condenados pois o lup das verdades tem a base em mentiras coletivas... e sombras sao as sobras de ideais frustrado da corrupção moral...

⁠Tempo? O que é? Nada mais que uma sucessão de iguais frações!

⁠O medo não é uma placa de pare; na verdade, sinaliza para se ter atenção!

Todos temos o costume, quase como uma tradição automática, de chamar os coletores de lixo de lixeiros.
Mas a verdade incomoda: os verdadeiros lixeiros somos nós.
Eles não produzem o lixo.
Eles apenas carregam o que descartamos sem pensar.
São trabalhadores mal pagos, invisíveis aos olhos de uma sociedade que consome, suja e aponta o dedo.
O lixo nasce nas nossas escolhas, nos nossos excessos, na nossa indiferença.
Eles apenas recolhem o que produzimos — física e moralmente.
Não são lixeiros.
Nós somos.
Eles são funcionários que sustentam a limpeza de um mundo que insiste em sujar.

Uma estrada só deixa saudades para aquele que sabe apreciar as paisagens e sonhar além do horizonte.

" É uma tragédia silenciosa que muitas almas generosas enfrentam neste mundo tão barulhento, onde quem sente demais parece sempre ser deixado por último. "

"É uma tragédia silenciosa que muitas almas generosas enfrentam neste mundo tão barulhento, onde quem sente demais parece sempre ser deixado por último."


Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.

" Se me fosse dado ouvir o teu coração uma vez ainda! Num único pulsar, apenas um, todo o meu cosmos — órfão de sentido — se ergueria em vibração, como se a eternidade tivesse sido redimida. Mas o que é a eternidade senão a repetição do mesmo? Nietzsche sussurra: “o eterno retorno é o peso do destino”.

Uma organização que fala sobre carreira não promete futuro — ela permite construí-lo.

Eu sou várias pessoas,
e cada um desperta uma dessas versões em mim.
Em todas elas, tento entregar o meu melhor,
mas não esqueça: eu também sou espelho.
O que eu reflito depende da frequência
que você decide emitir.

Não sei se foi a sua beleza ou a sua inteligência que me encantou. Mas, sabe de uma coisa? Pela primeira vez, eu senti o efeito do ópio.