Minha Amiga Brigou Comigo

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Nessa dúvida cruel, e nessa minha incerteza, eu tenho sentindo, um medo de te perder.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

⁠Minha a lua, meu sol em cada amanhecer.
Minha a lua, a poesia que os meus olhos
Amam ler.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

A minha falta de coragem, me sufoca, me adormece.⁠

Inserida por hamilton_rodrigues_2

A minha casa tem paredes coloridas, e flores por todo o quintal.⁠

Inserida por hamilton_rodrigues_2

⁠Quando eu larguei o medo, a minha vida fluiu.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

Sou um pássaro, cadê, a minha árvore.⁠

Inserida por hamilton_rodrigues_2

⁠Na minha casa, só, quem escreve sou eu.
O resto, usam celulares.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

⁠Uma poesia, é melhor que café.
A minha mãe, é quem falava isso.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

⁠A minha mãe, teve onze filhos. Nenhum, virou jogador.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

A minha casinha na árvore, que alegria.
Quando eu sonhava de lá.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

Ah, se ela fizesse parte, da minha paisagem.

Inserida por hamilton_rodrigues_2

Aproveito ao máximo as fases da lua da minha vida para retribuir aos que me fazem bem.
Aos demais, ignoro-os, esqueço-os tão fácil, pura e simplesmente.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ERA

Como se fosse hoje, minha mãe partiu
Num treze de maio que o Maio sentiu
Como se fosse a mãe dele a fugir
Para outro maio de sentir
Como ele sentiu.
Era Fátima no altar do mundo
Era esse o mundo de minha mãe
Deixando os que amava em horror profundo
E a Fatinha dela, pequenina, também.
Era o desabar de vidas coloridas
Entre flores vivas, vividas
E num relâmpago destruídas
Por um raio de vidas partidas.
Era, como se fosse hoje, treze de um maio
De há quarenta e cinco idos, falidos
Nos gemidos de minha moribunda mãe
Ao ir-se sem o primogénito ver...
Meu Deus, que razão de sofrer !?
Que castigos!
Só depois de tu ires, ó Cristo é que foi a tua mãe!
Eu que tanto queria partir em vez da minha
Choro agora e sempre, pela manhãzinha
A dor que só sente quem a não tem...

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ESCURO

Minha alma só tranquiliza
No negro da noite dos vendavais.
É aí que ela encontra refrigério
No sossego do mistério
Daquela brisa
Que batiza
Hipnotiza,
Acalma
E exorciza
Os espíritos malignos
Nos malfadados signos
Dos mortais.

(Carlos De Castro, in Terra onde não se faz Censura, 04-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

A MINHA CARTA A GARCIA

Neste corpo a quebrar, há sinais
De várias cores a assinalar
As etapas de uma vida de ais
E de outras mais coloridas de pintar
As telas rudes do meu mar.

De estrelas belas a brilhar
Sobre as negras ondas
Das marés longas
Deste viver sem ainda saber
Do vir, do estar e do que sou
Entre esferas de milhões por ter
Vergonha de ser
Incrédulo, sem primeiro ver.

Então, quero antes desaparecer
Entre as brumas
De espumas
Sem ler
O epitáfio já reservado:
"Aqui jaz um inconformado
Que da vida só leva um fado,
A sua carta a Garcia,
Na escura noite da luz do dia."

(Carlos De Castro, in Poesia Só e Chega, em 16-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

O FLAMENCO DA POVEIRA

⁠Como ela dançava e cantava o flamenco
Nas praças da minha infância,
À compita com Juvenço
Moço tropa de bota alta
Tipo peralta,
Mas homem sem substância.
Rodopiava louca
E batia em sincronia
O tacão
Dos sapatos da ilusão
E cantava com voz rouca,
Já com energia pouca,
Nos tempos de servidão.
Emília, a ti Poveira,
Mulher de raça
Sem trapaça
E dos copos
Só, sem tremoços,
Que a esmola não dava trocos
Para mais que o copito
Absorvido
Engolido
De súpeto
Feito ímpeto
Na garganta ressequida,
Ferida,
Naquela tarde de esfolar o pito.

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 30-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠⁠DORME MINH'ALMA

Que felicidade, que maldita sorte!
Conseguir que a minha durma!
Mesmo sem ser já na morte
Nem nas vésperas da soturna!

Dorme, minha alma, dorme
Em teus lençóis, tão tranquila
Enquanto descansa a fome,
Da minha miséria sibila.

Ó, forças da natureza,
Deixai minh'alma dormir
Em silêncio e singeleza,
Na incerteza do que há de vir...

Lá, pelas encostas da vida,
Naquelas montanhas de calma,
Eu peço, eu rogo à gente dormida,
Que deixem dormir a minh'alma!

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 02-08-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Para poucos fiéis, missa curta; a minha.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

DOU-VOS

⁠A minha tonta cabeça.
Fazei dela bola de futebóis
Nas vossas disputas de álcoois.
Dou-vos os olhos quase mortos
Tristes e absortos.
Dou-vos o peito magoado
Sem jeito de construção
De um novo estrado
Para tapete de chão.
Dou-vos barriga e vísceras
Algumas com úlceras.
Dou-vos os braços e pernas
Já de ossos com cavernas.

Só não vos dou o meu coração
Esse órgão de eleição -
Já o dei a alguém
Que Deus tem -
Desde que nasci até então,
Àquela que me deu a vida
Sofrida,
À minha querida
Mãe!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠NA TERRA DOS ESTARRECIDOS

Lá, na minha terra, gostam de mim,
Mas muito ao de longe,
Porque ao longe,
Assim
Feito num monge,
Não lhes calco os calcanhares
Nem lhes corto os discursos,
Iguais aos dos ursos
Arraçados de muares.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro