Minha Amiga Brigou Comigo

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Eu não me abaixo para recolher provocações
porque faz mal a minha coluna...
que prefiro mantê-la ereta.
Mas ...
se for para recolher pérolas...
minha coluna se curva com imenso prazer.

Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...


Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...


Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...


✍©️@MiriamDaCosta

Ode à Mariazinha da Praia das Conchinhas
(Erê/Entidade da Umbanda)



Erêzinha minha, tão queridinha,
com sua meiguice e carinho,
nunca me deixa só no meu caminhar,
sorri como a brisa fresquinha
que beija a maré baixinha...


pequena guardiã da areia dourada,
dança e trabalha entre conchas
estrelas do mar e brincadeiras
sua voz é brisa, sua presença é estrada,
que conduz a alma cansada...


nos olhos pequeninos
traz a profundidade do Oceano,
na pele o sol desenha um manto,
e em cada gesto tão puro e singelo
há um refúgio doce e belo...


Mariazinha, criança do mar,
és poesia que insiste em ficar,
como concha que guarda segredo antigo,
como onda que sempre retorna ao abrigo...


Erêzinha da praia e da espuma,
nascida do primeiro sussuro da maré,
com tua doçura me atravessas
como raio de sol nos dias cinérios...


Nunca me deixas só!
és faísquinha de luz e és clarão,
és concha que ressoa o meu silêncio,
és mar sereno dentro do meu coração...


Mariazinha, tua meiguice alenta e cura,
teu carinho é sol que ilumina a noite
para que o dia seja tenro
sobre a areia escaldante da vida...


Trazes nos olhos o mistério do Oceano,
e nos pés a dança inquieta das marés
tu não caminhas;
tu adoças os caminhos,
e me obrigas a seguir,
mesmo quando o meu coração
quer naufragar...


És a guardiã das conchinhas,
mas em cada uma delas
há um pedaço meu
que o Mar te confiou...


Mariazinha, menina doce do mar,
com teu sorriso miúdo,
acolhes meu passo cansado
como quem sabe o peso do silêncio...


És conchinha guardada na palma,
tesouro pequeno, mas infinito,
presença que o Oceano me dôou
para que eu nunca esquecesse
a ternura escondida
nas marés da vida...


Teu carinho é brisa leve,
que me envolve sem nada pedir
e tua presença é farol discreto,
luzinha que não deixa a solidão
se tornar escuridão em mim...


Mariazinha, tão queridinha,
és infância que retorna em onda mansa,
és a poesia que se escreve sozinha
na areia úmida da minha lembrança...


Mariazinha da Praia das Conchinhas
a te dedico essa ode cheia de riminhas
para agradecer do fundo do coração
todo o teu carinho e proteção ...


Salve a tua Praia e as tuas conchinhas!
✍©️@MiriamDaCosta

A alternância do equilíbrio...


Às vezes preciso dessedentar
a minha força
com a minha fragilidade...


outras vezes preciso nutrir
minha fragilidade
com minha força...


É nessa alternância
que reside meu equilíbrio...
✍©️@MiriamDaCosta

Sou feita de coragem tímida
e de timidez corajosa.


A minha coragem
não sabe, e tampouco necessita,
gritar, espernear, brigar, atacar...
Ela dispensa o espetáculo,
rejeita o barraco,
não se alimenta de plateias
nem de aplausos ruidosos.
A minha coragem
age em silêncio,
sustenta-se de coerência,
permanece inteira
mesmo quando ninguém vê.


E a minha timidez
não conhece o medo
nem a insegurança.
Ela desconhece o exibicionismo,
não precisa se expor para existir.
A minha timidez é escolha,
é recuo consciente,
é abrigo do essencial,
é a dignidade de quem sabe
que nem toda força
precisa ser anunciada.


Sou essa contradição harmônica,
quem caminha baixo
mas não se curva
e paira alto,
quem fala pouco
mas não se omite
e diz o necessário,
quem escolhe emudecer
quando dialogar
não tem valor,
quem é silêncio por fora
e convicção por dentro.
✍©️@MiriamDaCosta

A minha felicidade é autônoma e independente.

Não pede licença,
não mendiga afeto,
não negocia solitude
em troca de migalhas emocionais.

Ela não se apoia
em promessas frágeis,
nem se pendura
no humor alheio dos dias.

Aprendeu a caminhar sozinha
sobre cacos,
sobre ausências,
sobre o que veio
e partiu para o além
e o que não veio...

Não confunde companhia
com salvação,
nem presença
com pertencimento.

A minha felicidade
não nasce dos sorrisos e risos,
não necessita de aplausos e frases feitas
nem morre na minha solitude.

Ela existe.
Inteira.
Mesmo quando algo me falta.

✍©️@MiriamDaCosta

A minha promessa para o Ano Novo (2026)


Odeio promessas!
Promessas são pactos frágeis
assinados com o medo do futuro.


Não prometo nada
a mim mesma,
eu me conheço.


Não prometo nada
aos outros,
eu os conheço também.


A única coisa que não negocio,
depois da liberdade,
é a escrita.


Enquanto houver pulso
me bombardeando,
eu escrevo.


Enquanto houver ferida
me cutucando por dentro,
eu escrevo.


Enquanto houver silêncio
me gritando nos ossos,
eu escrevo.


Enquanto houver sangue,
suor e lágrimas
me derramando,
eu escrevo.


Não faço promessas!
Eu cumpro.


Escrever não é escolha.
É instinto.
É reflexo.
É sobrevivência.


Eu escrevo
quando falta ar.
Eu escrevo
quando sobra silêncio.
Eu escrevo
para não morrer por dentro.


Promessas nascem fracas,
já pedindo desculpa
por não sobreviverem ao tempo.


Eu não prometo!
Eu persisto.


Escrevo
como quem se mantém viva
num mundo
que golpeia para matar.


Escrevo nas entrelinhas
dos pontos onde sangro
e não coagulo.


✍ ©️ Miriam Da Costa

Mistério e Loucura


Ignoro minha origem,
me escapa o meu destino,
sabe-se lá, qual...


Caminho entre mistérios,
habitante do enigma,


tentando compreender,
com mãos trêmulas de sentido,
de versos e de interrogações
este mundo estranho
e muito louco
em que respiro, escrevo e
sou vida.
✍©️ @MiriamDaCosta

Ode à cor laranja ( minha cor preferida)


Laranja é o incêndio manso
entre o grito do vermelho
e o riso do amarelo.


É o sol quando desaprende a ser astro
e resolve escorrer
pela paleta da tarde.


Cor de fruta aberta,
de sumo que explode
nos lábios da vida
de fome boa,
de poesia viva,
de desejo sereno
que não amarela com o tempo.


Laranja é a coragem
em estado morno,
não a fúria,
mas a chama que insiste
quando a noite ainda ameaça.


É o outono aprendendo a ser arte,
folhas que caem
sem culpa,
sem drama,
apenas porque amadureceram.


Laranja é o pulso da criação,
o instante em que a luz hesita
antes de virar memória.


Cor do entre,
nem começo, nem fim,
mas o salto.


Ó laranja,
ensina-me a existir assim:
intensa sem violência,
viva sem excesso,
ardendo sem me consumir.


✍©️@MiriamDaCosta

Minha Aura Cigana 💃


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a não criar raízes
onde o chão era lágrima,
insegurança e medo.


Minha alma carrega estradas,
olhos atentos ao horizonte,
bolsos vazios de posses
e o peito cheio de destino.


Trago no corpo os vestígios do tempo
e no espírito a liberdade inquieta
de quem nunca pertenceu ao cárcere
do que é fixo, morno ou imposto.


Sou passagem,
sou vento que não pede licença,
sou chama que arde,
que aquece, que queima,
mas não se deixa apagar.


Minha aura é cigana
porque escolheu a travessia
em vez do conforto,
a verdade em movimento
em vez da paz mentirosa do repouso.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
preferi não fincar raízes
em solos contaminados de medo.


Carrego comigo lembranças e cicatrizes
que não pedem e não suportam
curiosidade, piedade e nem falsidade
apenas passagem.


Minha alma aprendeu cedo
que permanência, muitas vezes,
é apenas uma forma educada de prisão.


Trago nos olhos a dor das despedidas,
nos pés a poeira das estradas,
no peito um coração indomável
que sangra, mas segue adiante.
Sempre!


Sou feita de partidas,
de incêndios internos,
de escolhas que doem
mais nunca, a renúncia
a mim mesma.
Nunca!


Minha aura é cigana
porque recusou o conforto
doce da mentira
e escolheu vagar com a verdade
latejando na carne,
pulsando nas veias,,
acariciando a mente
e pacificando a consciência.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a ouvir o chamado
das estradas invisíveis
mais plenas de visão.


Minha alma
dança com o vento,
baila com as marés,
reconhece constelações
onde outros veem apenas noite.


Carrego no coração um mapa
que não conhece fronteiras e limites
e um tempo que se move
no compasso da liberdade.
Oh! Amada Liberdade!
Senhora do meu viver!


Sou feita de travessias serenas,
de tempestades arrebatadoras,
de silêncios que ensinam,
de palavras que ecoam,
de versos que florescem
sem pedir residência.


Minha aura é cigana
porque prefere o caminho
ao destino, e faz do mundo
um eterno lugar de passagem.


Vivi, senti, sofri,
sangrei e chorei,
por isso sigo adiante.
Sempre!
Raízes me pesam e sufocam,
Estradas do viver e do sentir
livre e leve, me salvam.


Minha aura é cigana:
não pertence,
atravessa o seu caminho.
E nada e ninguém
vai tomar posse
de mim.


O sol me ilumina,
a Lua me protege,
a vida me ensina
que seguir livre
é a minha sina.
✍©️@MiriamDaCosta

MINHA MENSAGEM DE NATAL PARA TODOS.


Esta é uma reflexão para todos os tempos, dirigida ao humano que habita em cada um de nós, independentemente de crença, bandeira ou fronteira.


Nesta época em que as luzes se acendem e os presentes são trocados, fica uma pergunta incômoda: Onde é que o sagrado realmente vive?


Muitas vezes, olhamos para o céu em busca de um sinal, ou para os grandes monumentos em busca de uma verdade. Mas a provocação aqui é mais profunda e direta: e se o "Rei", o "Eterno" ou a "Vida" estiverem agora mesmo sentados na sua calçada, tremendo de frio ou escondidos sob os trapos de quem não tem nome?


O Natal celebra um nascimento, mas o que esse texto nos questiona é a nossa capacidade de reconhecer a vida no outro.


A provocação: é fácil amar um conceito. É fácil celebrar uma ideia de bondade. Mas você consegue reconhecer o valor infinito naquele que não tem nada a lhe oferecer? No estrangeiro que não fala sua língua? No doente que a sociedade prefere esquecer?


Portanto, fica o questionamento: nós perguntamos: "Quando foi que te vimos com fome ou sede?". E a resposta é um espelho: vimos todos os dias, mas escolhemos não enxergar. Estávamos ocupados demais celebrando a festa para notar o convidado de honra que batia à porta, que muitas das vezes vinha disfarçado de necessidade.


A verdadeira energia desta época não está no consumo, mas no vínculo. A filosofia aqui é simples, mas avassaladora: não existe o "outro". O que você faz ao menor dos seres, você faz ao próprio universo. O que você nega ao desconhecido, você nega à sua própria humanidade. Neste Natal, que o nosso maior presente seja a coragem de abrir os olhos. Se você quer encontrar o que é sagrado, não olhe para cima. Olhe para o lado. A vida está com fome, com sede e com frio. O que você vai fazer quando cruzar com ela hoje?


Feliz natal a todos!


Moisés Lugli.

Minha tese central, baseada a partir de Heráclito propõe que a impermanência não é um defeito do mundo, mas a sua lei fundamental. Ao dizer que "não se pode pisar duas vezes no mesmo rio", o filósofo argumenta que a identidade das coisas (incluindo a nossa) é um processo, e não algo estático.


Muitas vezes sofremos porque tentamos "congelar" momentos, pessoas ou situações que deveria não mais fazer parte da nossa vida. No entanto, a mudança nos ensina que a vida é um fluxo contínuo, ou seja, ela não para e nem tão pouco estará igual antes. Ora, o rio muda! Nós também mudamos a cada segundo (através de novos pensamentos, células que morrem e nascem, ou aprendizados).

Portanto o conflito surge apenas quando resistimos a essa correnteza. Aceitar a mudança não é desistir do controle, mas aprender a nadar conforme a maré da existência.

⁠Me cansei dos rostos estranhos que vejo em minha rede social. Principalmente no facebook. Estou fazendo uma limpeza. Chega de ver quem não conheço.

Às vezes sinto que você me assassinou. Sinto tanta dor em minha alma. Sinto pena de mim mesma. Sinto-me miserável e destruída pela total falta de consideração. Eu fiz tanto por você.

A minha vida mudou radicalmente quando você partiu para sempre! É devastador não te ter mais aqui!

Amar você foi minha perdição!

Que ano meu Deus! Que ano! 2019 fez uma cisão na minha vida e na minha história!

Você mudou a minha vida antes e depois. Nunca mais serei a mesma.

A primeira vez que conheci a mentira eu tinha quatro anos de idade. Pedi minha irmã para eu ir na rua com ela. Mandou eu pedir minha mãe. Quando voltei ela tinha ido embora e me deixado. Entendi rapidamente que ela tinha mentido e me enganado. Até hoje tenho sérios problemas com mentiras. E ser enganada é sentido como um golpe emocional muito forte.

⁠Perdi o amor da minha vida e perdi meu único filho. Só me restou a fé em Deus!