Minha Alma tem o Peso

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Nem todo dano tem autor visível, mas todo dano precisa de um responsável com branding jurídico.

“O Direito não deve apenas perguntar quem tem razão, mas também perguntar por que tantos precisaram chegar ao tribunal para descobri-la.”

“Quando todos têm formalmente o mesmo direito, mas apenas alguns conseguem exercê-lo, a igualdade ainda não terminou seu trabalho.”

O absurdo da existência não prova que a vida não tem sentido; prova que o sentido não veio pronto.

Onde a força decide quem tem razão, o Direito já chegou tarde.

Toda operação policial tem duas responsabilidades: enfrentar o perigo e preservar a legalidade.

Quando a lei tem preço, a justiça passa a ter comprador.

Quando o cidadão precisa conhecer alguém para obter aquilo a que tem direito, o Direito já começou a falhar.

A justiça ambiental não pergunta apenas quem causou o dano; pergunta quem tem capacidade, dever e oportunidade de evitá-lo.

O algoritmo não tem preconceitos próprios; ele apenas pode transformar os nossos em destino.

O algoritmo não deve ser a última palavra onde a liberdade ainda tem uma voz.

A liberdade jurídica começa no instante em que o Estado descobre que nem tudo o que pode fazer tem o direito de fazer.

Todo abuso de poder procura uma justificativa jurídica; é por isso que o jurista tem uma responsabilidade maior que a do mero intérprete.

“O verdadeiro avanço jurídico talvez seja este: deixar de perguntar apenas quem tem direitos e começar a perguntar diante de quem nós temos deveres.”

A censura é a confissão tácita de que a verdade jurídica tem medo do sol.

O Direito amadurece quando deixa de perguntar apenas “quem tem razão?” e começa também a perguntar “a quem devemos reconhecimento?”.

Toda geração recebe direitos que não criou e tem o dever de não entregá-los ao futuro diminuídos.

O fanático tem uma vantagem sobre o filósofo: nunca precisa conviver com a angústia de não saber.

Última linha


Hoje, olho pro passado, e vejo que tem coisas que o tempo não cura. Eu sempre achei que um dia eu fosse simplesmente te esquecer, afinal, nunca fomos nada além de amigos, que trocaram beijos vez ou outra. Eu realmente achei, que um dia eu fosse parar de sentir ciúmes quando ouvisse você falar de outro cara, mas não. Eu sempre senti uma conexão incrível com você, e isso, é o que mais me dói, se fosse só um beijo bom, e um rostinho bonito que eu tivesse achado em você, acredito que seria mais fácil superar, mas na verdade, achei uma mulher incrível, alguém por quem realmente valia a pena lutar, mas a incógnita em saber se isso tudo era recíproco, matou minha coragem em tomar uma atitude. Eu poderia ter falado isso tudo olhando nesses seus lindos olhos, mas não, fui covarde, tive medo. O tempo passou, você seguiu sua vida, conheceu alguém, e eu suicidei-me da maneira mais triste e poética possível, amando alguém que não posso ter. E no fundo do meu coração, ainda está vivo aquele fogo, eu, ainda te espero, só não olho mais as horas, cada tic-tac do relógio, é como uma facada em meu peito, porque penso, o quão seria incrível cada segundo ao seu lado. E aqui, sozinho, solto um grito ensurdecedor de tristeza, que não alcança os ouvidos de ninguém, apenas ecoa na solidão de meu quarto, no rosto, onde morava um sorriso, resta apenas o peso de minhas lágrimas. Independente de quanto tempo passe, sempre te levarei comigo, sem você, sem nós, apenas eu. E a dúvida que me corrói, é que se essas linhas todas fizessem um sentido pra você, se eu tivesse falado isso tudo quando tive a chance, talvez essa, não seria a última linha.

⁠A justiça tem que sempre se questionar, assim como a sociedade só pode existir pelo trabalho que faz sobre si mesma e sobre suas instituições.

Michel Foucault
Vous êtes dangereux. Libération, nº 639, 10 jun. 1983.