Minha Alma tem o Peso

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"... Até parece que, onde não existe romantismo, a vida não tem sentido!"

⁠Há ideias que dão status a quem as defende — palavras ao vento para quem tem vida remediada e vive distante da realidade dos menos favorecidos.

A educação tem raízes profundas, tronco robusto, galhos longos, folhas verdes, mas frutos doces e saborosos.

Quem mata sapos idolatra moscas, e quem tem luto de moscas come bosta que nem elas, querendo que o mundo feda mais.

Aquele que tem medo de errar, nunca alcançará o impossível.

Tem gente que não cuidou do jardim, mas quer passear por ele.

Tem dias que só rabiscamos, isso é ser poeta."

Agora não tem jeito, virei poeta!

Se você tem um amigo, preserve-o; pois amizade é para a vida inteira.

Se lá tem flores, então a poesia mora lá.

Tem horas que um momento de solidão, compensa.

Se lá tem flores, algum poeta vive lá.

Se tem sonhos, vá. Mas vá depressa.

Tem horas em que o amor cansa, esfria, aborrece.

Se lá não tem flores, deixem o poeta dormir.

Feliz aquele que tem um amigo, e recebe dele um abraço.

Feliz aquele que tem no quintal um jardim, no fundo do quintal um pomar, e o canto do sabiá.

A cor é sua; quem tem que mudar é ele.

Se acabou o amor, não espere doer, a vida tem que continuar.

ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO


O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.


Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.


A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.


Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.


Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.


O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.


Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.


Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”


Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.


Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.


O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.